O Tocantins na grande mídia: Os prós e os contras da superexposição e da falta de planejamento

Postado em Segunda, 09 Outubro 2017 06:39
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Após um primeiro momento em que os atrativos turísticos entraram no trade do turismo ecológico, novela pode trazer problemas (filme no fim do texto)

 

Por Luciano Moreira, correspondente Rio de Janeiro

 

Falar do Tocantins, para mim, é muito fácil.  Afinal, foram 20 anos, desde o alojamento dos “orêia seca” até os tempos de shopping Capim Dourado.  Comnheço o Jalapão, os Azuis, o Cantão, Taquaruçu como a palma  da minha mão, inclusive com alguns adendos que muitos que aí estão nem sabem da existência como a de um segundo – e muito maior – fervedouro, bem próximo do tradicional.

 

É por isso que vejo com alguma preocupação a superexposição dos nossos atrativos turísticos na grande mídia, servindo de cenário para a próxima novela da 21h da Rede Globo.

 

Não que eu ache ruim que aquilo tudo que a gente já conhece venha ao conhecimento nacional, afinal, há algum tempo isso já não era novidade para quem buscava o ecoturismo dentro do Brasil. É sempre bom, economicamente falando, para cada cenários escolhido como locação de uma novela global.

 

Mas, da mesma forma com que enaltece nossa natureza maravilhosa, a novela da Globo traz em seu contexto um perigo para o qual o Tocantins não está preparado, que é um aumento exacerbado no número de visitantes.

 

O mesmos turistas que virão para o Tocantins, trazendo dinheiro e movimentando nossa economia, serão os mesmo que vão falar mal da qualidade do atendimento, da falta de condições receptivas e para a falta de organização do Estado para recebê-los.

 

Nas conversas que tive com amigos que ainda moram no Tocantins, como o próprio diretor-presidente deste jornal, Edson Rodrigues, fiquei sabendo que nossa secretaria estadual do Turismo, praticamente, só existe no papel e, no atual governo, não produziu nenhum planejamento, nenhum projeto, enfim, nenhum panfleto voltado para a divulgação das nossas potencialidades.

 

Mais que inatividade, isso significa falta de planejamento.  Mais que falta de planejamento, servir de cenário para uma novela que vai usar e abusar das nossas atrações turísticas – o governo, certamente, foi consultado sobre isso antes das gravações – e não avisar o setor de hospitalidade, aumentar o número de leitos de hotel, capacitar os atendentes dos restaurantes e, principalmente, preparar uma política de recepção, elaboração de preços e transporte turístico, significa, no mínimo, fazer feio ante o montante de visitantes que o Tocantins vai receber nesse primeiro momento pós primeiros capítulos da novela.

 

Podem ter certeza que a região vai lotar.  É assim sempre que um local pouco conhecido pela mídia vira atração.

 

Sem contar que na história da novela ainda rolam umas esmeraldas que, certamente, o Tocantins não tem.

 

Logo, seria de bom tom que o governador Marcelo Miranda incluísse nas prioridades da “oxigenação” da sua equipe, uma secretaria de Turismo mais atuante, mais ligada, mais antenada no que vem acontecendo no trade turístico.

 

Nem sei o nome do secretário(a) atual – e seria fácil colocar no Google e saber, mas não estou a fim de ter esse trabalho – mas acho que ou ele(a) terá muito trabalho  a fazer ou terá que dar lugar a quem faça, pois, para ir ao Jalapão, a região que será colocada como santuário na novela, quem quiser ir até lá terá que passar por Palmas. Uma vez fora de Palmas, rumo ao Jalapão, há uma série de cidades.  Estarão elas preparadas para receber – bem – essa gente toda?

 

O GRANDE PERIGO

Atualmente moro em Cabo Frio, uma cidade bem diferente de Palmas, com mais de 400 anos de idade, emoldurada por praias paradisíacas e, mesmo assim, com tanto tempo de “estrada”, ainda há muito a ser feito em termos de hospitalidade e mobilidade.

 

“Descoberta” como point turístico desde os anos 40 do século passado, um dos maiores problemas da cidade é a depredação da natureza, que gerou a necessidade de se criar uma ala da Guarda Municipal voltada só para a proteção da natureza. 

 

A atual novela das 21h da Globo gravou as cenas finais da personagem principal, Juliana Paes, aqui em Cabo Frio, mesmo que na novela ela esteja no Nordeste.

 

Além de um médico louco, fissurado no presidenciável Jair Bolsonaro, que invadiu as gravações, houve problemas para hospedar os atores, pois há um filme sendo gravado na cidade ao mesmo tempo.

 

Uma equipe da novela quis reservar um restaurante para a alimentação do pessoal.  Só que o estabelecimento já estava reservado para o pessoal do filme...

 

Não que Cabo Frio só tenha um restaurante capaz de receber tantas pessoas ao mesmo tempo, apenas o que mais agradou às duas produções foi o mesmo.

 

Imagina isso em Palmas, em Mateiros, em São Félix do Jalapão, em Ponte Alta...

 

O Tocantins precisa se preparar, de forma urgente, para os reflexos que a superexposição de seus atrativos naturais terão, sob pena de degradação, pouca valia e, principalmente, impressões negativas de quem procurar o Estado para conhecer suas maravilhas.  Impressões essas, que vão permanecer por anos e anos, até que se consiga equilibrar o binômio “atrativos/bom atendimento”.

 

Plasticamente desativada sem ação que possa acompanhar de perto via.uma comissão permanente o acompanhamento das visitas.investimentos particulares.para a não deterioração de nossas riquezas turísticas que estão CENDO descoberta pela mídia nacional e Internacional.esta responsabilidade é do Governo do do Estado.via secretaria de Turismo.que por sinal.só existe no nome.pessoalmente.não tenho nenhum conhecimento de nenhum projeto voltado para não só pela preservação.muito menos pela divulgação de nossa potencialidade

 

O Governador Marcelo MIRANDA.que deverá fazer um ajuste em seu quadro de auxiliares.é bom que não esqueça do fortalecimento da aqui.e responsável.pelo Turismo do Estado uma máquina de girar recursos.que possa beneficiar os nossos comerciantes da área otekaria e pousadas principalmente da região de mateiros

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