ROBERTO JEFFERSON APONTA DILMA DISPUTANDO SENADO PELO TOCANTINS. A PREMONIÇÃO DE O PARALELO 13 Destaque

Postado em Sexta, 09 Fevereiro 2018 05:20
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Exatamente no dia 22 de fevereiro de 2017, nosso humilde veículo de comunicação alertava o povo. Hoje, a clarividência se revela

 

Por Edson Rodrigues

 

Faltam exatos 14 dias para que se complete um ano que o jornal O Paralelo 13 revelou à população tocantinense um fato que chegou a ser ridicularizado e ironizado por muitos.  No dia 22 de fevereiro de 2017, afirmamos em nosso site que a presidente cassada Dilma Rousseff poderia tentar uma vaga ao Senado pelo Estado do Tocantins nas eleições de 2018.

 

Na ocasião, apontamos um imóvel, próximo ao restaurante Mercato, que seria usado como “residência” de Dilma Rousseff para caracterizar domicílio eleitoral.

 

Não podemos comprovar se esse plano foi à frente, não podemos nos acercar de todos os detalhes, mas desde então, temos associado a possível candidatura de Dilma ao Senado pelo Tocantins à figura da senadora Kátia Abreu, sua amiga íntima e escudeira fiel.

 

Pois eis que em pleno dia 8 de fevereiro de 2018, ninguém menos que Roberto Jefferson, que emplacou – e empacou – sua filha Cristiane Brasil como indicada ao Ministério do Trabalho, contra tudo e contra todos, publica em seu twitter uma nota conformando nossa “premonição”.

Hoje, com um cenário mais claro e com Kátia Abreu pré-candidatíssima ao governo do Estado, fica mais que evidente a possibilidade de uma composição com a ex-presidente. Basta saber se Dilma estará elegível até lá.

 

Antes mesmo de Kátia ser expulsa do MDB, revelamos um encontro entre a senadora tocantinense e os ex-presidentes Lula e Dilma ocorrido na Bahia, noticiado por dois ou três veículos nacionais de comunicação.

 

Caso Kátia Abreu consiga vincular Dilma Rousseff à sua candidatura o “caldo” sucessório poderá receber uma nova e imensa quantidade de “tempero”. E, caso seja confirmada, realmente, a transferência eleitoral da ex-presidente Dilma para o Tocantins, mesmo com sua declaração de imposto de renda em sua cidade natal, será que o posicionamento do TRE – TO será o mesmo em relação à tentativa de candidatura de Wanderley Luxemburgo (rejeição)?

 

Vamos aguardar o desenrolar dos fatos. Por enquanto, tudo não passa de especulação da mídia nacional, segundo a própria senadora Kátia Abreu.

O tempo dirá quem diz a verdade...

 

CONFIRA NOSSA “PREMONIÇÃO” (ou furo de reportagem, se preferir)

 

ACOMODAÇÃO DE FORÇAS, OPORTUNISMO POLÍTICO OU SIMPLES DESCASO COM O ELEITORADO TOCANTINENSE:

 

DILMA PODE SER CANDIDATA AO SENADO PELO TOCANTINS

Tocantins, 22 de fevereiro de 2017

 

Poderíamos começar este artigo usando um dos mais velhos ditados populares conhecidos no folclore brasileiro, aquele que diz que “onde há fumaça, há fogo”.  Mas, conhecendo nossa política como conhecemos, nem precisamos usar desses subterfúgios para alertar aos eleitores tocantinenses que há, sim, fundamentos, bases lógicas e, principalmente, conversações que confirmam as informações de que a ex-presidente Dilma Vana Rousseff pode vir a se candidatar ao Senado pelo Estado do Tocantins, a convite da sua “amiga para sempre”, senadora Kátia Abreu (PMDB).

 

A informação que surgiu dos bastidores há dois dias já foi veementemente negada por Kátia Abreu, que chegou a utilizar o fato para capitalizar sobre as eleições de 2018, afirmando que “a hora é de buscar projetos e soluções para o Tocantins e, não para campanha antecipada”.

Já Dilma Rousseff saiu pela tangente, afirmando que não é candidata a nada.

 

Mas, de todo esse burburinho, fica  o grande questionamento: o povo tocantinense, o eleitor tocantinense, foi sequer consultado quanto à essa possibilidade?

 

Porque do jeito que as coisas acontecem por aqui (de radialista pára-quedista a Wanderlei Luxemburgo), parece que o estômago de nossos eleitores é similar ao de avestruz, e aceita qualquer rejeito.

Com mandato cassado, devido ao processo de impeachment sofrido em 2016, no qual foi impedida de continuar na presidência, mas não perdeu os direitos políticos, Dilma Roussseff pode se candidatar a qualquer cargo eletivo já no ano que vem.

 

A candidatura de Dilma, segundo a Legislação vigente no País, é legal.  Mas, para o povo tocantinense – não por ser melhor que nenhum outro eleitor brasileiro, mas por não ter sequer sido consultado sobre se isso seria uma votade ou até uma tendência do eleitorado – no entanto, é considerada desmoralizante justamente pelo caráter de “goela abaixo” que passa a configurar.  Sem contar que a classe política do Tocantins passaria, de vez, o atestado de “barriga de aluguel” de gestações políticas alheias à sua vontade.

 

NOSSO PONTO DEVISTA

Mais uma vez parece que o povo tocantinense está sendo tratado como mera “massa de manobra”, nosso Estado e nossas leis comparados a uma republiqueta populista e totalitária, onde quem estiver no poder manda e que for comandado, baixa a cabeça e cumpre.

 

O Tocantins não pode retroceder, mergulhar em um passado nefasto, do qual não temos saudades, quando fomos, em outras palavras, estuprados politicamente quando trouxeram pessoas de outros estados da federação para serem candidatos principais e candidatos a suplentes, que se elegeram e escafederam, como nos casos Mascarenhas de Morais e Maurício Rabelo, e só não emplacaram com o técnico de futebol Luxemburgo porque foram primários na estratégia e o próprio Luxemburgo, num rasgo de dignidade, não embarcou na ideia, segundo ele mesmo, por respeito .

 

Sabemos da seriedade e do histórico político da senadora Kátia Abreu.  Sem dúvida uma política das mais bem preparadas do Congresso Nacional e do Brasil que temos que, além de respeitar, reconhecer sua ascensão política. Uma mulher que claramente tem discurso, conhecimento, laços de respeito com a mídia nacional e é muito bem preparada para a missão a que se propôs.

 

Mas, isso, por si só, não a gabarita, caso os boatos se confirmem por ela mesma, a achar que tem cacife suficiente para eleger a ex-presidente Dilma senadora pelo Tocantins.

 

Casos anteriores que deram certo envolveram políticos de muito mais peso e prestígio – e passado – que a própria Dilma Rousseff, como o ex-presidente da República, Juscelino Kubitschek, que foi candidato por Goiás a uma vaga a senador, e o ex-presidente José Sarney, que transferiu seu domicílio eleitoral do Maranhão para  Amapá, no qual assumiu mandato no senado, eleito pelo Estado. 

     

 

Será uma vergonha, desmoralização para classe e para os partidos políticos – para não dizer do Estado e sua boa gente.

 

Se a informação se confirmar, será, em meu ponto de vista, uma “patifaria política que não me surpreende, pois pode ser só o começo. É importante ressaltar que será uma jogada de mestre da senadora Kátia Abreu, independente de ser ético, moral, imoral, não há dúvidas quanto a isso. Vale ressaltar que outro político dado a jogadas ousadas já se manifestou positivamente a respeito.  Falamos de Carlos Amastha, prefeito de Palmas, que em entrevista a uma emissora de rádio e em outras oportunidades já deu a entender que vai fazer de tudo para mudar o quadro político do Tocantins a partir do ano que vem, a começar pelos atuais ocupantes de cargos eletivos, a quem considera despreparados ou que perderam a oportunidade que tiveram de fazer alguma coisa pelo Tocantins e pelo povo.

 

Esperemos que, cada um em suas pretensões e acessos de megalomania, se for para prejudicar, que prejudiquem o menos possível esse nosso Estado tão querido, que precisa de coisas novas e boas, certamente.  Mas por vias legais e, principalmente, por meio do diálogo.

 

Tem que ser combinado e bom para todos.  Senão, é estelionato eleitoral!

Edson Rodrigues é diretor presidente de O Paralelo 13

Última modificação em Sexta, 09 Fevereiro 2018 06:13