REVISTAS DA SEMANA

Postado em Segunda, 14 Maio 2018 13:58
Avalie este item
(0 votos)

VEJA MOSTRA QUE PT DEIXOU DILMA DE LADO. ÉPOCA FALA SOBRE BOLSONARO E TEMER, E ISTOÉ DESTACA SAÍDA DE JOAQUIM BARBOSA DA CORRIDA ELEITORAL À PRESIDÊNCIA

 

VEJA                                                          

O PT ESQUECEU DILMA

 

Que a mídia, batizada pelo PT de golpista, esquecesse a deposição de Dilma para só lembrar-se dos dois anos de governo Temer completados ontem, até se compreenderia. Não por golpista, mas porque a mídia vive do que interessa ao distinto público. E Dilma já não interessa.

 

Mas o PT… Logo o PT que desfrutou o que pode e o que não deveria ter desfrutado enquanto Dilma governou por quase seis anos… PT ingrato!

Fosse verdade o que ele começou a dizer quando Dilma ainda não havia perdido o cargo, teria providenciado uma homenagem para ela, vítima de um “golpe” que sequer foi concluído com a prisão de Lula. Como golpe não houve e Dilma virou um estorvo, o PT preferiu esquecer a data.

 

À falta de José Dirceu e de Antônio Palocci cujas cabeças já haviam rolado, determinado a não abrir espaço a quem lhe fizesse sombra, Lula escolheu Dilma para sucedê-lo em 2010. Era mulher. Nenhuma até então, salvo a Princesa Isabel, havia governado o país. Tinha fama de boa gestora.

 

Mulher, boa gestora, nada disso importava de fato a Lula. Ele queria um presidente que obedecesse às suas ordens. Dilma serviria apenas de ponte para Lula atravessar os oito anos anteriores de governo em direção aos próximos oito. Deu errado porque Dilma quis ficar mais quatro anos.

 

Lula e o PT, por cegueira, oportunismo e falta de piedade, apontam Dilma como a principal culpada por suas desditas. Anteontem, Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, que já cumpriu pena como mensaleiro, foi pranteado pelo PT porque em breve será preso outra vez. Ninguém pranteia Dilma.

 

Não foi ela sozinha que afundou o PT, embora tenha colaborado ativamente para isso. O PT afundou graças a Lula e aos seus ambiciosos companheiros que se embriagaram pelo poder e não queriam mais largá-lo. Preso em Curitiba, Lula tenta, hoje, arrastar o PT para sua cela.

 

TEMER FOI CONVENCIDO DE QUE PODE DEFENDER LEGADO SEM SAIR DO PLANALTO

Michel Temer sempre soube que não tem chance alguma de se reeleger, mas precisava de uma saída honrosa para deixar o páreo eleitoral com a tranquilidade de que seu governo seria defendido durante a campanha.

 

Recentemente, ele foi convencido de que não precisa ser candidato para jogar confetes sobre sua gestão e mexer no tabuleiro eleitoral.

 

Ouviu que, na cadeira de presidente, pode convocar uma entrevista coletiva a qualquer tempo e juntar uma penca de microfones no palácio do Planalto para disparar o torpedo que quiser.

 

ÉPOCA

BOLSONARO EVITA PARTICIPAR DE DEBATES COM DEMAIS CANDIDATOS A PRESIDENTE

Pré-candidato a presidente pelo PSL, o deputado Jair Bolsonaro (RJ) faltou a todos os debates promovidos até aqui por entidades de classe e veículos de comunicação. Teme precipitar desgaste de imagem ao ser comparado com adversários. Assessores do presidenciável dizem que ele prefere comparecer apenas a entrevistas. Estratégia será reavaliada com a aproximação das eleições.

MAIORIA DOS DIRETÓRIOS DO MDB QUER CANDIDATURA PRÓPRIA À PRESIDÊNCIA

Consulta feita com os diretórios estaduais do MDB mostra que a maioria deles é a favor de candidatura própria à Presidência da República. O resultado animou o presidente Michel Temer, que, apesar do discurso de que abriria mão da disputa, ainda sonha com a reeleição. A rejeição altíssima a Temer e a promessa feita por Henrique Meirelles de bancar boa parte de suas despesas de campanha ao Palácio do Planalto podem favorecer o ex-ministro da Fazenda.

 

ONDE MEIRELLES PREPARA SUA PRÉ-CAMPANHA AO PLANALTO

Pré-candidato a presidente pelo MDB, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles estabeleceu sua base de trabalho numa casa do Lago Sul, em Brasília. O local abriga a Fundação Ulysses Guimarães, ligada ao partido. Ele costuma utilizar as salas de Moreira Franco, presidente da fundação, e a de Romero Jucá, presidente do MDB. De lá, Meirelles pensa a estratégia para a campanha e tenta convencer correligionários da viabilidade de sua candidatura. O número de assessores cresce a cada dia.

 

ISTOÉ

SAÍDA DE JOAQUIM BARBOSA DO PÁREO ELEITORAL ABRE CAMINHO PARA A UNIÃO DOS CANDIDATOS CENTRISTAS. O DIFÍCIL É FAZER ELES SE ENTENDEREM.

A política é como um tabuleiro de xadrez, e, neste momento do cenário brasileiro, as peças estão espalhadas, aguardando o reinício do jogo. Isso porque, ao anunciar, na terça-feira 8, que não vai concorrer à presidência da República, o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (PSB) bagunçou ainda mais o quadro que já estava para lá de embaralhado. “Meu coração vinha me dizendo: não mexe com isso não”, disse ele, ao confirmar que havia desistido de ser candidato. Abandonando a mesa de jogo, o ex-ministro deixou em aberto o espaço para a conquista dos 10% das intenções de votos que ele chegou a atingir em abril e que o colocavam na terceira posição, atrás apenas de Marina Silva (Rede) com 15% e Jair Bolsonaro (PSL) com 17%. A desistência de Joaquim pode beneficiar o chamado grupo do centro, que tem, até aqui, pelo menos oito pré-candidatos: o presidente Michel Temer, em busca da reeleição; o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB); o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM); o senador Álvaro Dias (PODE); o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o ex-presidente do BNDES Paulo Rabello de Castro (PSC), o empresário Flávio Rocha, e o ex-ministro Afif Domingos (PSD). O problema é que, por enquanto, nenhum deles demonstrou carisma para conquistar o legado de Joaquim, que é baseado na ética e no combate à corrupção. E, pior, não têm tido consistência política para unir todos numa única candidatura. Juntos, poderiam chegar ao segundo turno. Fragmentados como estão, não passarão de um retumbante fracasso.

A saída de Barbosa da disputa é vista com bons olhos pelo grupo. A candidatura do ex-ministro era considerada empecilho para o crescimento das candidaturas do centro. Acreditavam que, assim que Barbosa lançasse a candidatura, o potencial de crescimento seria enorme, tirando votos tanto da esquerda quanto da direita. O líder do PSB na Câmara e principal articulador da candidatura do ex-ministro, Júlio Delgado, lamentou a decisão. “Perdeu a chance de ser presidente”, afirmou a ISTOÉ. Sem Barbosa no páreo, o jogo foi novamente zerado. Tanto que vários candidatos de centro já estão de olho no espólio de Joaquim, como Álvaro Dias, Afif Domingos, e, principalmente, Geraldo Alckmin. O tucano tem variado entre 6 e 9% nas pesquisas e quer despontar como um dos principais herdeiros dos votos do ex-ministro, ao lado de Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede), candidatos da centro-esquerda.

 

“Política é um jogo. Muitos candidatos do centro estão blefando, sabem que não têm condições e insistem para negociar a desistência lá na frente” Murilo Hidalgo, diretor do Instituto Paraná Pesquisas

 

Em uma época em que muitos eleitores querem fugir da polarização entre esquerda e direita, um candidato de centro surgiria como boa alternativa. Acontece que o excesso de candidatos pulveriza os votos e enfraquece o grupo. “Política é um jogo. Muitos candidatos do centro estão blefando, sabem que não têm condições e insistem para negociar a desistência lá na frente”, avaliou o diretor do Instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo. “O centro precisa encontrar com urgência um nome para colocar ordem na casa”, completou.

 

Ao centro ainda faltam uma cara e votos. Cientes das dificuldades, alguns desses atores começaram a se movimentar nos bastidores. Com poucas chances de se reeleger, Temer está empenhado na união. Abriu um canal de diálogo com Alckmin. A idéia é unir MDB e PSDB, lançando o tucano candidato à presidência e Henrique Meirelles como vice. O ex-ministro da Fazenda, por ora, não está disposto a ser vice. Alckmin, por seu lado, resiste em defender abertamente o legado de Temer, um presidente impopular. “Alckmin quer o partido do Temer, tudo do Temer, mas só não quer o Temer”, disse um assessor próximo do presidente.

 

Há outros empecilhos para essa união. Álvaro Dias, por exemplo, é o sonho de consumo de uma ala do PSDB para ser o vice de Alckmin. Apesar de não passar de 6% nas pesquisas, Álvaro é forte na região Sul, onde chega a ter 18%. O senador, porém, tem conversado com outro candidato de centro: Rodrigo Maia (DEM), que tem apenas 1%. Maia e Álvaro também demonstraram preocupação com o excesso de candidaturas, mas ambos concordam que a cabeça da chapa não deveria ser Alckmin. Todos têm consciência, no entanto, de que não podem chegar a outubro com diversas candidaturas disputando entre si. A demora em traçar um caminho comum pode custar a vitória nas urnas.