REVISTAS DA SEMANA

Postado em Segunda, 26 Novembro 2018 07:13
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ISTOÉ MOSTRA O CONTRASTE ENTRE OS DOIS MUNDOS DE MICHELLE BOLSONARO. VEJA FALA SOBRE A FESTA NO MERCADO ECONÔMICO E ÉPOCA SOBRE O FIM DA ERA TEMER

 

ISTOÉ

Os dois mundos de Michelle Bolsonaro

 

Enquanto a realidade do poder aguarda a futura primeira-dama, seus familiares mantêm uma vida humilde num casebre a 500 metros de uma boca de fumo situada na precária Ceilândia, cidade a 26 quilômetros do centro da capital federal onde ela nasceu Na quarta-feira (21), a futura primeira-dama do Brasil, Michelle, mulher do presidente eleito Jair Bolsonaro, conheceu o suntuoso palácio em que poderá se instalar a partir do dia 1º de janeiro. Durante pouco mais de uma hora, foi conduzida pela atual primeira-dama, Marcela Temer, pelas salas e corredores dos sete mil metros quadrados do Palácio da Alvorada, construção de três andares em mármore e concreto concebida por Oscar Niemeyer no final da década de 1950.

 

A 26 quilômetros dali, seu pai, Vicente de Paulo, seguia sua rotina de motorista de ônibus aposentado, ao lado da atual mulher e madrasta de Michele, Maísa Torres, na casa em que moram numa quadra da Ceilândia Norte, periferia do Distrito Federal. Ali, Vicente e Maísa tocam seu pequeno negócio, uma serigrafia que imprime camisetas para a Igreja Adventista da qual fazem parte, e que Michele também frequentava quando vivia em Brasília.

 

A situação de vulnerabilidade é incontestável, principalmente em se tratando da família da mulher do futuro presidente do Brasil. Há uma boca de fumo instalada a 500 metros da porta, no final da rua. O casal admite preocupação. “Falta polícia para tirar esses criminosos daqui. A gente já pediu, mas não foi atendido”, revela a madrasta de Michelle Bolsonaro, a quem ela chama de “segunda mãe”.

 

Era ali, em outra casa próxima na mesma região de Ceilândia, que Michelle vivia antes de conhecer, se casar com Jair Bolsonaro e se mudar para o Rio de Janeiro, onde os dois vivem atualmente. Em tudo, o ambiente, a região, os hábitos, a realidade é diametralmente oposta da que Michelle encontrará quando retornar definitivamente a Brasília para viver.

 

Seja no Alvorada ou mesmo na Granja do Torto, caso opte por se acomodar lá. O cômodo reservado para ela no Alvorada foi decorado com sofás do renomado designer italiano Tobia Scarpa e tapetes persas. Já a casa de Vicente, seu pai, e Maísa, a madrasta, exibe no beco em frente um lixo acumulado, o que confere ao lugar um aspecto de abandono. O acesso ao local é feito por um asfalto maltratado pelas chuvas. Recentemente, nos arredores, houve uma tentativa de estupro. Por isso, eles não descuidam da segurança, com grades que ocupam do chão até o teto.

 

VEJA

A festa do mercado

 

O governo de Jair Bolsonaro ainda não começou, mas já pode contar com uma boa notícia. A economia brasileira ensaia finalmente um movimento de recuperação consistente, com a volta gradual da confiança de empresários e consumidores, depois de um quadriênio de recessão profunda seguida de baixo crescimento. Mais do que isso: tanto o mercado financeiro quanto o empresariado estão animados e confiantes para 2019, o que pode se tornar uma profecia autorrealizável: otimistas, financistas e executivos abrem a mão para contratar e investir, o que por si só ajuda a empurrar o crescimento do país.

 

Bancos e consultorias começam a revisar para cima a projeção de expansão do produto interno bruto (PIB) em 2019 — o consenso no mercado aponta uma alta de 2,5%, que, se confirmada, será o melhor resultado em seis anos.

 

Trata-se de um fenômeno avalizado por uma série de indicadores e acontecimentos nas últimas semanas. Entre os fatores mais significativos que trazem ânimo ao setor privado está a composição da equipe econômica do novo governo com profissionais experientes e tarimbados nos cargos-chave: é a sinalização de que o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, terá força e autonomia para implementar suas ideias, neutralizando, por ora, as suspeitas de que o estatismo histórico de Bolsonaro poderia prevalecer no governo.

 

Guedes pretende imprimir medidas para melhorar o ambiente de negócios sem abrir mão de políticas fiscais e monetárias responsáveis. Será o grande teste de Bolsonaro no campo econômico. A prioridade, obviamente, é a reforma da Previdência, sem a qual o próximo governo não terá condições a curto e médio prazo de reequilibrar as finanças públicas — e isso pode minar o otimismo que está se espalhando. Com as contas no vermelho, será inviável melhorar a qualidade dos serviços públicos em áreas fundamentais como saúde, educação e segurança.

 

ÉPOCA

“Não vou sentir falta de nada”

 

Em um cair de tarde chuvoso, Michel Miguel Elias Temer Lulia, de 78 anos, o 37º presidente do Brasil, estava sentado na cabeceira de uma longa mesa de madeira em um dos salões do Palácio da Alvorada, em Brasília.

 

Dali a 42 dias, Temer deixaria o cargo a que foi catapultado depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff, de quem era vice. Recebeu Época no palácio em que morou por apenas uma semana – por considerá-lo grande, frio, impessoal demais, voltou ao Jaburu.

 

Na conversa, falou sobre o que aprendeu no poder, os palpites dados ao seu sucessor, Jair Bolsonaro (em quem disse ter votado no segundo turno), e o futuro a partir de 1º de janeiro. "Não vou sentir falta de nada", disse sobre os anos na presidência. Istoé mostra o contraste entre os dois mundos de Michelle Bolsonaro Poder aguarda a futura primeira-dama; já seus familiares mantêm uma vida humilde. ISTOÉ Os dois mundos de Michelle Bolsonaro Enquanto a realidade do poder aguarda a futura primeira-dama, seus familiares mantêm uma vida humilde num casebre a 500 metros de uma boca de fumo situada na precária Ceilândia, cidade a 26 quilômetros do centro da capital federal onde ela nasceu Na quarta-feira (21), a futura primeira-dama do Brasil, Michelle, mulher do presidente eleito Jair Bolsonaro, conheceu o suntuoso palácio em que poderá se instalar a partir do dia 1º de janeiro. Durante pouco mais de uma hora, foi conduzida pela atual primeira-dama, Marcela Temer, pelas salas e corredores dos sete mil metros quadrados do Palácio da Alvorada, construção de três andares em mármore e concreto concebida por Oscar Niemeyer no nal da década de 1950. A 26 quilômetros dali, seu pai, Vicente de Paulo, seguia sua rotina de motorista de ônibus aposentado, ao lado da atual mulher e madrasta de Michele, Maísa Torres, na casa em que moram numa quadra da Ceilândia Norte, periferia do Distrito Federal. Ali, Vicente e Maísa tocam seu pequeno negócio, uma serigraa que imprime camisetas para a Igreja Adventista da qual fazem parte, e que Michele também frequentava quando vivia em Brasília. A situação de vulnerabilidade é incontestável, principalmente em se tratando da família da mulher do futuro presidente do Brasil. Há uma boca de fumo instalada a 500 metros da porta, no nal da rua. O casal admite preocupação. “Falta polícia para tirar esses criminosos daqui. A gente já pediu, mas não foi atendido”, revela a madrasta de Michelle Bolsonaro, a quem ela chama de “segunda mãe”. Era ali, em outra casa próxima na mesma região de Ceilândia, que Michelle vivia antes de conhecer, se casar com Jair Bolsonaro e se mudar para o Rio de Janeiro, onde os dois vivem atualmente. Em tudo, o ambiente, a região, os hábitos, a realidade é diametralmente oposta da que Michelle encontrará quando retornar denitivamente a Brasília para viver. Seja no Alvorada ou mesmo na Granja do Torto, caso opte por se acomodar lá. O cômodo reservado para ela no Alvorada foi decorado com sofás do renomado designer italiano Tobia Scarpa e tapetes persas. Já a casa de Vicente, seu pai, e Maísa, a madrasta, exibe no beco em frente um lixo acumulado, o que confere ao lugar um aspecto de abandono. O acesso ao local é feito por um asfalto maltratado pelas chuvas. Recentemente, nos arredores, houve uma tentativa de estupro. Por isso, eles não descuidam da segurança, com grades que ocupam do chão até o teto. VEJA A festa do mercado Com os sinais de retomada do crescimento e a composição da equipe econômica de Paulo Guedes, empresários e investidores voltam a car otimistas Da redação, 25 de novembro de 2018 Compartilhar 8 Tweetar 25/11/2018 Istoé mostra o contraste entre os dois mundos de Michelle Bolsonaro - Notícias - Revistas semanais - Nominuto.com http://www.nominuto.com/noticias/revistas-semanais/istoe-mostra-o-contraste-entre-os-dois-mundos-de-michelle-bolsonaro/177921/ 2/3 O governo de Jair Bolsonaro ainda não começou, mas já pode contar com uma boa notícia. A economia brasileira ensaia nalmente um movimento de recuperação consistente, com a volta gradual da conança de empresários e consumidores, depois de um quadriênio de recessão profunda seguida de baixo crescimento. Mais do que isso: tanto o mercado nanceiro quanto o empresariado estão animados e conantes para 2019, o que pode se tornar uma profecia autorrealizável: otimistas, nancistas e executivos abrem a mão para contratar e investir, o que por si só ajuda a empurrar o crescimento do país. Bancos e consultorias começam a revisar para cima a projeção de expansão do produto interno bruto (PIB) em 2019 — o consenso no mercado aponta uma alta de 2,5%, que, se conrmada, será o melhor resultado em seis anos. Trata-se de um fenômeno avalizado por uma série de indicadores e acontecimentos nas últimas semanas. Entre os fatores mais signicativos que trazem ânimo ao setor privado está a composição da equipe econômica do novo governo com prossionais experientes e tarimbados nos cargos-chave: é a sinalização de que o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, terá força e autonomia para implementar suas ideias, neutralizando, por ora, as suspeitas de que o estatismo histórico de Bolsonaro poderia prevalecer no governo. Guedes pretende imprimir medidas para melhorar o ambiente de negócios sem abrir mão de políticas scais e monetárias responsáveis. Será o grande teste de Bolsonaro no campo econômico. A prioridade, obviamente, é a reforma da Previdência, sem a qual o próximo governo não terá condições a curto e médio prazo de reequilibrar as nanças públicas — e isso pode minar o otimismo que está se espalhando. Com as contas no vermelho, será inviável melhorar a qualidade dos serviços públicos em áreas fundamentais como saúde, educação e segurança.

 

ÉPOCA

“Não vou sentir falta de nada”

Os últimos dias de Michel Temer no poder Em um cair de tarde chuvoso, Michel Miguel Elias Temer Lulia, de 78 anos, o 37º presidente do Brasil, estava sentado na cabeceira de uma longa mesa de madeira em um dos salões do Palácio da Alvorada, em Brasília. Dali a 42 dias, Temer deixaria o cargo a que foi catapultado depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff, de quem era vice. Recebeu Época no palácio em que morou por apenas uma semana – por considerá-lo grande, frio, impessoal demais, voltou ao Jaburu. Na conversa, falou sobre o que aprendeu no poder, os palpites dados ao seu sucessor, Jair Bolsonaro (em quem disse ter votado no segundo turno), e o futuro a partir de 1º de janeiro. "Não vou sentir falta de nada", disse sobre os anos na presidência. Leia em Época desta semana os detalhes dessa conversa e também um poema inédito escrito por Temer.

 

Leia em Época desta semana os detalhes dessa conversa e também um poema inédito escrito por Temer.