CANDIDATOS GOVERNISTAS E OPOSICIONISTAS: EIS A QUESTÃO

Postado em Segunda, 31 Dezembro 2018 06:24
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Escolher um lado será uma de faca de dois gumes, onde o risco será tanto para o “caçador” quanto para a “onça”

                                                         

Por Edson Rodrigues

 

A necessidade de se fazer alianças políticas para ter governabilidade, e para quem deseja concorrer a u cargo eletivo em 2020, acaba por gerar uma responsabilidade a mais para os aliados do governador Mauro Carlesse, no sentido de evitar que sejam cometidos erros políticos, administrativos e de avaliação, para não contaminar suas bases políticas no interior.

 

A questão é que, em caso de sucesso do governo Carlesse, esses aliados colherão bons frutos eleitorais, mas, caso o governo do Estado patine ante as dificuldades, a única colheita que haverá será de espinhos, desgaste e credibilidade abalada.

 

Por isso, Carlesse deve manter unido e coeso o grupo de líderes que o levou às expressivas vitórias (três), que redundaram no mandato que assume no ano que vem.

 

2019 será um ano de grandes turbulências, com ações cada vez mais contundentes por parte da Justiça Federal, que estará sob o comando do implacável Sergio Moro, que não economizará em mandados de prisão, de busca e apreensão e bloqueio de bens, abrindo seu leque para os governos municipais, Câmaras Municipais, secretarias e autarquias.  Ninguém ficará de fora do escrutínio da Justiça.

 

Como bem disse o presidente eleito, Jair Bolsonaro, “antes o Moro pescava corrupto com vara.  Agora vai pescar com rede de arrastão”.

 

É bom lembrar que como simples Juiz Federal, Moro fez um estrago enorme nas entranhas da classe política, colocando atrás das grades desde um ex-presidente da república até os mais ricos empresários do País, passando por ministros, governadores, parlamentares de alto escalão e os peixes-pequenos.

 

Imaginem agora, com todo o aparato judicial sob seu comando, como será a vigilância e a resposta rápida às denúncias contra os detentores de mandatos ou funções que vierem a cometer atos não republicanos?

 

Tudo isso faz parte da análise que deve ser feita quanto à aceitação deste ou daquele “candidato a aliado” que se aproximar do governador Mauro Carlesse, assim como os que quiserem se aproximar dos partidos que farão oposição a ele.

 

SEM TRÉGUAS

2019 promete ser o início de um período sem tréguas paras os corruptos, das pequenas quantias aos milhões.  Tudo será investigado e, como no Tocantins já há várias operações em andamento, a Justiça trabalhará sem trégua, em busca da verdade.

 

Em Porto Nacional a força do punho da Justiça já justiça já foi sentida. Foram presos os vereadores Adael Oliveira Guimarães (PSDB), Emivaldo Pires de Souza (PTB), Jean Carlos da Silva (PV) e o secretário Geylson Neres Gomes (MDB), que também integrava a Câmara e está licenciado. A polícia também cumpriu mandados de prisão contra um ex-vereador que teve o mandato cassado; dois servidores da Câmara, além de um empresário do ramo de informática.

 

E não se enganem pensando que termina por aí.  O profissionalismo da Polícia Civil, com o apoio da Justiça tocantinense pode trazer, ainda, muitas surpresas para os cidadãos portuenses, pois as investigações prosseguem e, segundo nossas fontes, apesar do segredo de justiça, os depoimentos dos detidos somados aos rastreamentos telefônico e bancário, podem trazer muito “peixe grande” para a rede, podendo fazer com que Porto Nacional vire destaque negativo na mídia nacional.

 

Enfim, acreditamos que o Brasil começa sua reconstrução e toda obra deve priorizar os alicerces, a base, os andares inferiores e, temos certeza que, assim como está ocorrendo em Porto Nacional, o início da limpeza de toda a classe política deve começar nas Câmaras Municipais.

 

Nesse sentido, nossa Polícia Civil do Tocantins está dando exemplo.

 

CONCLUSÃO

Se depender da vontade e da determinação do governador Mauro Carlesse e da sua força-tarefa, o Tocantins subirão várias posições no ranking dos estados em melhores situações financeiras, completamente enquadrado na Lei de Responsabilidade Fiscal, transformando o seu trabalho em um grande reforço para seus aliados que pleiteiam cargos eletivos em 2020.

 

Carlesse só não pode esquecer que a oposição ao seu governo está mais viva e atenta que nunca e, já a partir de amanhã,  o jogo pela sucessão municipal de 2020 estará nas ruas, cada um com as armas que têm.

Última modificação em Segunda, 31 Dezembro 2018 07:00