Caixa Preta da Câmara Municipal Palmense: Auditoria pode ser a solução de impasses

Postado em Terça, 08 Janeiro 2019 14:29
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Nas redes sociais, o novo presidente da Câmara de Palmas, vereador Marilon Barbosa (PSB), contestou a informação de aliados de seu antecessor no comando da Casa de que o vereador José do Lago Folha Filho (PSD) teria deixado R$ 1,2 milhão em caixa. No áudio, Marilon diz que não é verdade e que herdou uma dívida de quase R$ 4 milhões Nas redes sociais, o novo presidente da Câmara de Palmas, vereador Marilon Barbosa (PSB), contestou a informação de aliados de seu antecessor no comando da Casa de que o vereador José do Lago Folha Filho (PSD) teria deixado R$ 1,2 milhão em caixa. No áudio, Marilon diz que não é verdade e que herdou uma dívida de quase R$ 4 milhões

A chegada da nova mesa diretora da Câmara Municipal palmense sobre a presidência do nobre vereador, Marilon Barbosa (PSB) pode trazer as claras se a gestão do ex-presidente da Casa de Leis, o vereador José Lago Folha (PSD) cometeu atos não republicanos, ações ilícitas contra o patrimônio público durante sua gestão frente à Câmara

 

Por Edson Rodrigues

 

A polêmica teria surgido nas redes sociais, após a contestação do atual presidente da Casa de Leis ao dizer que herdou da gestão anterior uma dívida de quase R$ 4 milhões. No entanto, aliados do vereador Folha destacam que ele teria deixado mais de R$1 milhão em caixa.

 

Diante das controvérsias, Marilon Barbosa, questionou como o dinheiro estaria em caixa se foi preciso antecipar a parcela do duodécimo para efetuar o pagamento dos servidores em relação ao mês de dezembro.
A declaração do presidente leva ao questionamento. Se a antecipação do duodécimo para efetuar o pagamento dos servidores fez-se necessária, já que a despesa corresponde à gestão passada. Onde foram gastos os recursos repassados pelo executivo municipal do Poder Legislativo referente a dezembro? O que atesta mais uma vez a necessidade de abrir a caixa preta da Câmara de Palmas e trazer as claras todos os dados a população.

 

Impasse

O único meio de resolver com transparência todas estas questões que tem gerado polêmica nos últimos dias, será uma auditoria, de preferência feita por uma empresa e acompanhada por uma comissão composta por um membro do Ministério Público Estadual (MPE). Isso dará ao ex-presidente José Lago Folha o direito assegurado pela Constituição da defesa de seus atos como presidente.

 

Outro expediente com mais uma ferramenta esclarecedora será a aprovação de um requerimento solicitando uma auditoria específica do Tribunal de Contas do Estado com o acompanhamento do MPE, da gestão do ex-presidente.

 

Escândalo

Não é a primeira vez que o vereador Folha se envolve em polêmicas relacionadas ao erário público. Em agosto de 2018, quando ainda era presidente da Câmara, o vereador tornou-se um dos investigados e foi preso pela Polícia Civil durante a segunda fase da Operação Jogo Limpo.

 

O legislador era um dos acusados, assim como os vereadores Rogério Freitas e Major Negreiros, de participar de um esquema de corrupção que desviou mais de R$7 milhões da Fundação Municipal de Esporte e Lazer(Fundesportes) e da Secretaria de Governo e Relações Institucionais da Capital. 

A verba seria destinada a projetos sociais, mas o dinheiro teria sido usado em campanhas eleitorais de 2014. Na ocasião, o vereador alegou inocência e disse que nunca foi autorizado depósitos em sua conta bancária.

 

A polícia divulgou a participação de mais de 20 pessoas supostamente ligadas ao esquema que era composto por quatro núcleos: servidores, políticos, empresas fantasmas e entidades.

 

As empresas emitiam as notas frias para justificar despesas e serviços não realizados. Depois o dinheiro era desviado para servidores e agentes políticos. Conforme a Polícia Civil, parte do valor foi encontrada nas contas bancárias dos vereadores envolvidos.

 

Novo governo

Apesar de uma excelente ferramenta de disseminação da informação, seja ela positiva ou não, as redes sociais não cumpre o seu papel como um todo, e não irá chegar onde todos desejam. As acusações de irregularidades cometidas pelo ex-presidente Folha procedem? Foram atos praticados por ele ou ouve a participação de demais vereadores? Há empresários envolvidos? E se não houveram irregularidades e não passa de especulações? Uma auditoria será na verdade a abertura da caixa preta da Câmara Municipal de Palmas. Agora que as cartas já estão na mesa a sociedade quer e merece conhecer o desenrolar desta história.

 

Se realmente for esta a intenção do nobre vereador Marilon Barbosa, o que demonstra seu posicionamento de imparcialidade, de trazer as claras como recebeu a câmara municipal, as dívidas, uma radiografia no caso de confirmar atos de improbidade administrativa cabe a atual gestão levar ao conhecimento de autoridades competentes para que tome as devidas providências.

 

Como declarou o vereador em um dos seus áudios sobre o tema: “Essa é a realidade”. “Vou prestar contas disso à sociedade, vou fazer um relatório e uma auditoria de como peguei a Câmara e como vou deixar ela”.

 

Eleições 2020

A um passo para as eleições municipais que acontecem em 2020, o eleitor tem o direito de saber o que é feito com o dinheiro público, quais caminhos tem tomado, quais prioridades dos vereadores, assim como caso haja irregularidades que chegue a conhecimento público, pois comprovada má administração do patrimônio público, além das sansões da justiça, cabe ao povo não confiar mais nos considerados representantes públicos.