QUE O PASSADO SOMBRIO NÃO VOLTE A NOS ASSOMBRAR

Posted On Terça, 09 Julho 2019 16:36
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Ministro da justiça tem em mãos documentos investigações que podem comprometer membros e aliados do governo

 

Por Edson Rodrigues

 

Uma fonte de O Paralelo 13, em Brasília, nos confidenciou que o presidente do Sindepol/TO – Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Tocantins, e da Federação Nacional dos Delegados de Polícia Civil (FENDEPOL), Mozart Felix, entregou um conjunto de documentos que com informações sobre várias investigações que podem comprometer membros e aliados do atual governo, assim como parlamentares federais e estaduais.

 

Nossa fonte comparou o poder de fogo das informações como “uma ‘12’recarregável”, ou seja, com poder de fogo para abalar as estruturas.

 

Representantes de Delegados com o ministro Sergio Moro

 

Uma outra frente da Polícia Civil desenvolve um trabalho conjunto ao Conselho Nacional de Justiça, do qual consta um dossiê de ações em trâmite na Justiça Tocantinense, envolvendo denúncias de ações não republicanas praticadas, segundo nossa fonte, por membros e aliados do governo do Estado, incluindo adesões em atas para dispensa de licitações e farta documentação de irregularidades cometidas por uma importante secretaria.

A fonte adianta que todas as informações e denúncias entregues ao Ministro da Justiça e ao Conselho Nacional de Justiça têm anexos provas, escutas telefônicas, documentos públicos e dados bancários. Além disso, uma Ação Civil Pública pode ser proposta por um partido e outra por iniciativa popular, em uma estratégia arquitetada em território tocantinense, que tem o mês de agosto, quando os Poderes voltarem de seus recessos, como data para ser levada a cabo. O próximo passo, assegura a fonte, será levar as informações e denúncias ao conhecimento da grande mídia nacional.

O Paralelo 13 conseguiu, também, a informação de que outras duas siglas partidárias, com representantes no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa podem entrar como partes denunciantes da Ação Popular.

FANTASMA DE UM PASSADO VERGONHOSO

Não podemos deixar de aplaudir toda e qualquer ação de combate à corrupção, aos desvios da legalidade, da moral e da ética, assim como de recursos públicos. Porém, quando olhamos no retrovisor da história, nos lembramos que testemunhamos, no Tocantins, o massacre em praça pública ocorrido contra o governo de Marcelo Miranda, em que denúncias levianas se juntaram à fatos verdadeiros e saíram dos trilhos da investigação séria, e viraram um apedrejamento da família Miranda, misturando o político Marcelo Miranda com o cidadão, filho, irmão, pai de família, Marcelo Miranda.

A um restrito grupo de oposicionistas ao seu governo, não bastaram as denúncias apuradas pela Justiça, passando a ser usadas as hoje conhecidas como fake News, boatos e calúnias, numa metralhadora giratória irresponsável – reverberada, inclusive, por parte da mídia – que fez sangrar em público pessoas que nada tinham de ligação com o que a Justiça apurava e acabou por destruir sonhos, perspectivas futuras e a normalidade psicológica de muitos inocentes.

 

Esperamos que nossa valorosa Polícia Civil não “acorde esses fantasmas do passado” nefasto da nossa história política e tomem todos os cuidados com os políticos oportunistas, não dando brechas para que eles se infiltrem em uma ação estritamente policial, impedindo que usem essas informações como ferramentas de tortura política, usando a oposição de ideias para justificar linchamentos políticos.

Se há irregularidades no governo Mauro Carlesse, que elas sejam associadas às pessoas que as cometeram. Que não se permita o retrocesso, a volta dos “abatedouros familiares” e que se preservem os inocentes.


O Tocantins aposta todas as suas fichas de recuperação econômica nos empréstimos junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal, que estão sendo viabilizados pelo governador Mauro Carlesse e sua equipe de auxiliares. Portanto, todo cuidado é pouco para que essas denúncias não engessem pessoas que estão trabalhando dentro da ética e da moral, em detrimento dos que, caso seja provado, estejam cometendo crimes contra o patrimônio público.
É hora de colocar a mão na consciência e agir com parcimônia. Que se punam os culpados (se houver) e se deixem os corretos trabalhar pelo povo tocantinense.

Última modificação em Terça, 09 Julho 2019 17:08

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