Aumento fica abaixo da inflação oficial do país, que acumulou 4,26% no ano passado Por Camila Stucaluc Aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em valores acima do salário mínimo terão reajuste de 3,9% em 2026. Os novos valores foram oficializados em portaria interministerial publicada nesta segunda-feira (12), no Diário Oficial da União (DOU). O reajuste corresponde à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada entre janeiro e dezembro de 2025 e será aplicado a todos os benefícios superiores ao piso nacional — hoje contabilizados em mais de 12,2 milhões. Com isso, o teto do INSS, atualmente em R$ 8.157,41, passa para R$ 8.475,55. De acordo com o calendário do INSS, os segurados que ganham acima do mínimo nacional começarão a receber os valores reajustados a partir do dia 3 de fevereiro. Já aqueles que ganham um salário mínimo, reajustado para R$ 1.621 neste ano, receberão os depósitos a partir de 26 de janeiro. Os pagamentos são feitos conforme o número final do benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece antes do traço. Se o número do benefício for 0104-7, por exemplo, o dígito final a ser considerado é o 4. Em caso de dúvida, o número do cartão também pode ser conferido no site ou aplicativo Meu INSS, pelo serviço “extrato de pagamento”. Outra alternativa é consultar o número pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. Veja o calendário completo dos pagamentos do INSS em 2026: Reajuste abaixo da inflação O reajuste de 3,9% fica abaixo da inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acumulou 4,26% no ano passado. Na prática, isso significa que o aumento não recompõe totalmente a alta dos preços, o que sinaliza perda do poder de compra para aposentados e pensionistas.