Por Núbia Dourado
Com músicas inéditas, o 7º Festival de Música do Jalapão -Tocantins 2021 aconteceu no sábado, 31, no encerramento da programação da 10ª Edição da Semana Cultural do Jalapão, em Rio Sono, a 180 km de Palmas. O evento, transmitido ao vivo do Bosque da cidade, reuniu músicos regionais, representando estilos musicais variados, como sertanejo, cordel, música indígena, forró e MPB.
O festival teve premiação de R$ 5 mil, sendo R$ 2,5 mil para o primeiro lugar, R$ 1,5 mil para o segundo e R$ 1 mil para o terceiro. Além disso, o evento contou com a inovação de incluir o voto popular na soma das notas dos jurados.
O cantor e compositor Dorivã Borges, de Palmas, obteve o primeiro lugar, vencendo o festival com a canção Do Jalapão ao Jequitinhonha, composição sua em parceria com Paulinho Pedra Azul. A música exalta a cultura tradicional dos habitantes do Jalapão e chama o público para contemplar as belezas naturais da região.
O artista conta que não imaginava que ganharia o festival, mas acreditou na letra de sua música. "Fui pego de surpresa. Estou muito feliz em representar um pouco da cultura do Tocantins com minha música. É uma canção bonita, sempre acreditei em sua sonoridade e na qualidade da letra dela", explicou.
Na segunda posição, o Trio Bacana venceu cantando o forró Que Tanto Querer, uma composição de Fábio Sobrinho vocalista do grupo. A terceira posição foi obtida por Querenhapuque e seu filho Guilherme Querem, com a música Pescador, em que fala da arte de viajar em rios e mares. No voto popular venceu o artista Mello Júnior, natural de Rio Sono, com a música Deixa o coração cantar, de sua autoria.
A Semana Cultural do Jalapão é promovida há dez anos pelo Instituto Terra Dourada e tem como proposta o resgate, a promoção e o fortalecimento das manifestações culturais e artísticas populares do Tocantins.
O evento foi promovido com recursos da Lei Aldir Blanc, por meio do edital de Cultura Tradicional e Popular, com apoio do Governo do Tocantins e do Governo Federal, através do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e Fundo Nacional de Cultura.
Para a cantora e produtora cultural Núbia Dourado, idealizadora do festival, o evento atingiu e superou os objetivos propostos. “Conseguimos alcançar e ultrapassar nossas metas, que foram promover e incentivar a produção de músicas inéditas e revelar novos compositores no cenário musical tocantinense”, comemorou.
Com grandes talentos, o festival de música do Jalapão teve um alto nível musical e marcou o encerramento da programação da 10ª edição da Semana Cultural do Jalapão.
Com Assessoria
O 7º Festival de Música do Jalapão está com inscrições abertas a partir desta quinta-feira, 1º, até o sábado 17. Nesta edição somente será permitida a participação de canções inéditas, com intuito de incentivar o surgimento de novos compositores.O festival, que faz parte da Semana Cultural do Jalapão, contará com uma premiação de R$ 5 mil, sendo R$ 2,5 mil para o primeiro lugar, R$ 1,5 mil para o segundo e R$ 1 mil para o terceiro.
A programação tem o objetivo incentivar o cenário musical tocantinense, por esse motivo somente receberá inscrições de artistas que comprovem residência no Estado. Após a seleção serão escolhidas sete músicas finalistas, que farão parte de um show em formato de live, transmitida do município de Rio Sono, onde será realizada a Semana Cultural do Jalapão. Os participantes terão como auxílio hospedagem e alimentação. A inscrição é gratuita, basta acessar o site toemfoco.com.br ou o link https://drive.google.com/file/d/11unhVtG6wLOKqSCkjIomuhvujfJ952E8/view?usp=drivesdk e e enviar o material para participação.
A Semana Cultural do Jalapão, promovida há dez anos pelo Instituto Terra Dourada, tem como proposta o resgate, a promoção e o fortalecimento das manifestações de cultura e arte popular do Tocantins. O evento, que já teve uma edição em Novo Acordo, pretende percorrer outros municípios da região do Jalapão.
O projeto, contemplado pela Lei Aldir Blanc, tem apoio do Governo do Tocantins, oio do Governo Federal, por meio do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura, Fundo Nacional de Cultura, no segmento Cultura Tradicional, Popular e Urbana.
Em virtude da pandemia do novo coronavírus, o evento será online e realizado em espaço amplo, obedecendo as normas de distanciamento social e todos os protocolos de segurança, estabelecidos pela Vigilância Sanitária e Organização Mundial de Saúde (OMS), com a obrigatoriedade do uso de máscaras e álcool gel, expostos em pontos estratégicos.
Com Assessoria
Os autores do livro “Na ponta da língua, causos ‘coisados’, Jonas Barros, advogado e vereador em Gurupi por dois mantados, e Paulo Albuquerque, também advogado, professor universitário e jornalista, dispensam comentário.
Os dois juntaram seus talentos e conhecimento dos “causos” de Gurupi para nos oferecer um livro gostoso de ler e que retrata, de forma alegre e descontraída, um pouco da história da cidade e de seus personagens.
Eles resumem isso no pósfácio do livro:
“Ah!
Pós.
Pois,
Para entender a composição da sociedade em que se vive é necessário perscrutar no tempo: tem que pesquisar e estar nos lugares certos, mas principalmente, observar a tudo e ouvir a todos.
Histórias sobre pessoas e lugares são canais importantes quando se quer ver identidades. Identidades formam o que chamamos de nação. Se a nação está se formando, mais essenciais, então, as histórias.
O que contamos nesta despretensiosa obra não importa apenas aos que já sabem ou conhecem os personagens; serve para chamar nossa atenção sobre o ser humano e seus fragmentos e totalidades.
As pessoas, a gente sabe, passam, mas formação cultural é construída pelo acúmulo das histórias e vivências que só podem se perpetrar por meio do que Benedict Anderson denomina “recuos no tempo”. Histórias, portanto.
Aqui, sem tantas pretensões, trouxemos alguns destes “recuos”.
O livre pode ser adquirido no site www.lifeeditora.com.br
Inscrições prosseguem até 30 de junho
Por Wladimir Machado
Com objetivo de revelar novos nomes da poesia e resgatar os já conhecidos, traçando um panorama atual da cena literária desse gênero no Tocantins seguem abertas até 30 de junho as inscrições do projeto Antologia Tocantina 2021 - José Gomes Sobrinho. Aprovado pelo Edital da Lei Aldir Blanc, operacionalizado pelo Governo do Tocantins, por meio da Agência de Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa (Adetuc), o projeto é uma proposta de autoria do escritor, jornalista e gestor cultural Ronaldo Teixeira. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no link https://forms.gle/kF4KUvfXErjmoJNE7.
De acordo com informações do autor do projeto, Ronaldo Teixeira, haverá premiação em dinheiro para os cinco primeiros colocados e resultará no lançamento de um livro-antologia em outubro deste ano, em Palmas. Cada poeta selecionado receberá três exemplares da antologia, por cada trabalho publicado, além de ter a satisfação pessoal de ver seu trabalho impresso e sendo uma oportuna vitrine identitária do Estado. Os 139 municípios tocantinenses que tiverem interesse irão receber três exemplares da Antologia, a título de divulgação do projeto, bastando para isso fazer sua solicitação via e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e retirar com o proponente, em Palmas, sua cota.
Para participar, os interessados devem preencher o formulário e anexar até cinco poemas. A única exigência é que o texto poético não tenha sido publicado no meio impresso (livro individual, coletânea e antologia).
Para o presidente da Adetuc, Jairo Mariano, o projeto Antologia Tocantina 2021 - José Gomes Sobrinho, reflete a importância da Lei Aldir Blanc para o incentivo à cultura por meio da literatura nesse período crítico de pandemia do novo Coronavírus. “Acreditamos que o projeto revele novos escritores e valorize os já consagrados, além de incentivar a produção literária em todo o Tocantins”, considerou.
José Gomes Sobrinho
José Gomes Sobrinho (Garanhuns-PE, 1935 — Palmas-TO, 2004), também conhecido como Zé Gomes, foi um poeta, músico e escritor brasileiro, membro das Academias Palmense e Tocantinense de Letras. Foi também presidente do Fórum Nacional de Conselheiros Estaduais de Cultura. Em julho de 2010, o governo Federal sancionou a Lei nº 12.287 que leva o seu nome, possibilitando o ensino da arte e da cultura regional na educação básica, em uma proposição do então deputado federal, hoje senador e também filho de José Gomes Sobrinho, Eduardo Gomes.
Premiação
A premiação será a seguinte: 1° lugar: placa de honra ao mérito e R$ 2,5 mil; 2° lugar: placa de honra ao mérito e R$ 2 mil; 3° lugar: placa de honra ao mérito e R$ 1,5 mil; 4° lugar: placa de honra ao mérito e R$ 1 mil; e 5° lugar: placa de honra ao mérito e R$ 500.
Etapas do Projeto
Inscrições: abril, maio e junho; seleção: julho e agosto; impressão da antologia: setembro e o lançamento que ocorrerá em Palmas no mês de outubro.
Dúvidas e outras informações pelo telefone (63) 9 9230-3182 ou ainda pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
Texto da Prof. Creuza Ayres
Assim com acadêmicos do Norte criaram a AMVAT-CONORTE que em Goiânia passaram a preparar documentos embasados de que teríamos condições de dar um novo rumo e ser independentes dos coronéis exploradores. Associação em defesa dos envolvidos nos terrenos a serem devastados x quem defendia a margem direita chamada corredor da miséria.
Em uma Assembleia em Goiânia tivemos que decidir eleger Ademar Santilo como aliado se vitoriosos! Conseguirmos a separação do Estado contando com a participação da eminente João Goulart, que Iris Rezende, um dos defensores e sempre justamente Totó Cavalcante, para fazer os ajustes e os pactos em defesa da divisão do Estado. Sei que com a candidatura de Dr. Euvaldo e Antonio Cumprido como vice foi uma esperança animadora.
Fizemos meses e meses de acampamentos diante da explanada como forma de sofrimento para a obtenção de nossa meta. A greve de fome de Totó Cavalcante chegou a amedrontar a irredutibilidade dos patrões de Brasília, foi ai que Siqueira Campos aderiu e por fim começamos a ter entendimento processual (Manipulador como sempre, Siqueira Campos retalhou as proximidades da capital para magistrados no intuito de assegurar sua pessoa).
Uma vitória dolorida
Só a Prof.ª Creuza conseguiu levar seu coral da Escola D. Pedro II duas vezes em Goiânia e Brasília para movimentar e conduzir as negociações. Mauro Borges foi um senador de valor na história do Tocantins.
Analogia para quem provou!
Tocantins sonho que realizou-se com dores, fé, determinação e injúrias para os que não sabem ser compatriotas.
Eis uma narrativa digna de reflexão. O Norte do Goiás foi o meio mais explorado do país. Coronéis assoberbaram trazendo espúrias de doações ate mesmo em decomposição, feijão que não cozinhava...
Foram tempos que poucos tinham as mensagens de esperança e fé dos nossos jornalistas com seus folhetos que instruíam o nosso rude povo. Anos a Folha de Goiás passou aos municípios o caminho a seguir para essa nova mentalidade e atitude de cidadãos, ombreados por Dr. Feliciano Machado, Juiz de Direito de Porto Nacional, os pais de família, Fabrício Cesar Freire, Dr. Osvaldo Ayres, suas ideias nos pasquins semanais e quinzenais. Aqueles que aderiam passavam a ser sócios contribuintes (Eu me orgulho, muito jovem já me alinhava a eles, bem como muitas professoras).
Os anos 70 e 80 acalorou-se; nossos encontros com universitários portuenses começaram a aderir as reuniões com decisões mais justas. Daí reuniões em Goiânia e em Brasília delineava proximidade e elementos mais integrados. Criou-se “a marcha decisiva de ações mais precisas de documentos levados a Brasília para conselhos investigativos”.
Foi com muita garra determinação e confiança em Deus da verdade que alcançamos a vitória. Não para nunca, o trabalho na glória infinita, marcha sempre assim.
Seu povo, altaneiro, conquista.
Quantos já partiram para eternidade conscientes de um dia vigoroso do cumprimento de seu sonho realizado.
Todo o Tocantins de Tocantinópolis ao extremo sul, de Goiânia ao Distrito Federal.
Prof. Creuza Ayres é membro da ALAPORTO