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A ERUPÇÃO VULCÂNICA DA SUCESSÃO ESTADUAL DE 2026

Posted On Segunda, 09 Março 2026 05:03
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Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

O cenário político do Tocantins começa a entrar em ebulição com a aproximação das eleições de 2026. A sucessão ao Palácio Araguaia já movimenta lideranças, partidos e articulações em todas as regiões do estado. Nos bastidores, o ambiente lembra uma verdadeira erupção vulcânica política, com forças sendo acumuladas e movimentos capazes de redesenhar completamente o tabuleiro eleitoral.

 

O chamado “Dia D” da sucessão estadual pode ocorrer em 27 de março, quando está previsto o lançamento da pré-candidatura da senadora Professora Dorinha Seabra Rezende ao Governo do Tocantins. O evento está programado para o auditório da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), em Palmas, com expectativa de reunir mais de 100 prefeitos, além de vereadores, deputados estaduais e federais, pré-candidatos e lideranças políticas de todo o estado.

 

A FORÇA POLÍTICA DE DORINHA

 

 

O lançamento da pré-candidatura da senadora Professora Dorinha Seabra Rezende promete se transformar em um grande ato político. A expectativa é de presença de lideranças nacionais e dirigentes partidários que compõem o campo político aliado ao governo estadual.

 

Entre os convidados estão o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, além dos presidentes nacionais de partidos aliados, como Antônio Rueda, Ciro Nogueira e Marcos Pereira.

 

Nos bastidores, cresce a expectativa de que o governador Wanderlei Barbosa possa aproveitar o momento para sinalizar publicamente seu posicionamento na sucessão estadual.

 

A pré-candidatura da senadora também recebeu um gesto político significativo vindo do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, gestor do maior colégio eleitoral do Tocantins. Em entrevista concedida ao portal Gazeta do Cerrado, às vésperas do Dia Internacional da Mulher, Eduardo declarou, mais uma vez, seu apoio à pré-candidatura de Dorinha e fez uma comparação simbólica sobre o papel histórico das mulheres na política tocantinense. “O Tocantins nasceu de um útero chamado Plenário Ulysses Guimarães e vamos ter um outro útero para gerir, para parir um Tocantins novo que é justamente o da mulher, o da mãe, o da professora, educadora e da grande coordenadora da nossa bancada que é a Professora Dorinha”, afirmou o prefeito.

 

Eduardo Siqueira Campos foi o primeiro prefeito do Tocantins a declarar publicamente apoio à candidatura de Dorinha ao Governo do Estado, movimento que reforça o peso político da senadora na disputa e amplia o alcance de sua pré-candidatura no cenário estadual.

 

CHAPA MAJORITÁRIA EM FORMAÇÃO

 

O encontro político também pode marcar a confirmação da chapa majoritária que pretende disputar o governo em 2026.

 

Nos bastidores, a formação mais comentada inclui:

 

  • Professora Dorinha Seabra Rezende – candidata ao Governo
  • Eduardo Gomes – candidato à reeleição ao Senado
  • Carlos Gaguim – candidato ao Senado

 

Ainda existe a possibilidade de anúncio do nome que ocupará a vaga de vice-governador na chapa.

 

AMÉLIO CAYRES: LIDERANÇA LEAL E PEÇA CENTRAL NO TABULEIRO POLÍTICO

 

 

Em meio às articulações da sucessão estadual, um nome que ganha cada vez mais peso no debate político é o do presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres.

 

Reconhecido como um dos aliados mais leais do governador Wanderlei Barbosa, Amélio construiu ao longo dos últimos anos uma relação de confiança sólida com o Palácio Araguaia. À frente do Legislativo estadual, tem exercido papel fundamental na estabilidade política do governo, garantindo diálogo permanente entre os poderes e contribuindo para a aprovação de projetos estratégicos para o Tocantins.

 

Mais do que presidente da Assembleia, Amélio Cayres se consolidou como uma liderança política de grande capilaridade no interior do estado, com forte trânsito entre prefeitos, vereadores e lideranças regionais. Nos bastidores, muitos observadores da política tocantinense avaliam que Amélio reúne características importantes para qualquer projeto majoritário, com um perfil conciliador, capacidade de articulação, fidelidade política e uma trajetória construída sem confrontos desnecessários.

 

Informações obtidas pelo Observatório Político de O Paralelo 13, junto a fontes consideradas fidedignas, indicam que Amélio Cayres, não pretende abrir mão de sua pré-candidatura ao governo do Tocantins. Nos bastidores, a sinalização é de que o parlamentar está decidido a manter seu nome no páreo da sucessão estadual, fortalecendo articulações e ampliando o diálogo com lideranças políticas em todo o estado. Outro ponto em questão é que Amélio não aceitará, em hipótese alguma ser candidato ao senado em nenhuma chapa, portanto o que já começa a ganhar forma nas conversas de bastidores é o alinhamento político com o deputado federal Alexandre Guimarães, presidente do MDB tocantinense, que surge como possível candidato ao Senado dentro desse mesmo campo de articulação. Quanto à composição da chapa majoritária, interlocutores revelam que o nome para vice-governador poderá representar uma grande surpresa no meio político tocantinense.

 

Mais do que uma decisão pessoal, a manutenção da pré-candidatura de Amélio Cayres ao governo do Estado é vista por seus aliados como um compromisso coletivo. Segundo interlocutores próximos, o presidente da Assembleia entende que não pode simplesmente recuar de um projeto político que deixou de ser apenas seu para se tornar uma construção compartilhada com diversos companheiros de caminhada, prefeitos, vereadores, lideranças políticas e apoiadores espalhados pelo Tocantins. As movimentações devem ganhar novos capítulos nas próximas semanas, com expectativa de definições até o início de abril, período que promete intensificar o xadrez político no estado.

 

WANDERLEI BARBOSA

 

 

O governador Wanderlei Barbosa chega ao processo sucessório em posição estratégica. Com mais de cinco anos à frente do governo e índices de aprovação elevados, ele mantém agenda intensa de entregas, inaugurações e convênios com os 139 municípios tocantinenses.

 

Ao mesmo tempo, precisa administrar um equilíbrio delicado dentro da própria base política para manter o compromisso com a senadora Professora Dorinha e, ao mesmo tempo, reconhecer o peso político e a lealdade de Amélio Cayres, um dos pilares da sustentação política de sua gestão.

 

O desafio do governador será conduzir esse processo de forma que preserve a unidade da base.

 

O PESO POLÍTICO DE EDUARDO SIQUEIRA CAMPOS

 

 

Um dos nomes que mais chamam atenção é o do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos. Comandando o maior colégio eleitoral do Tocantins, Eduardo entra em um momento estratégico de sua gestão. Com recursos significativos assegurados para investimentos, a expectativa é que Palmas se transforme em um grande canteiro de obras após o período chuvoso.

 

Caso consiga entregar resultados expressivos na capital, poderá ampliar seu capital político e fortalecer sua capacidade de transferência de votos no estado.

 

O FUTURO DO PODEMOS

 

 

Dentro do Podemos, cresce a avaliação de que o futuro político da legenda no Tocantins passa diretamente pela liderança do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos. A presidente nacional do partido, Renata Abreu, teria delegado ao prefeito a missão de reorganizar a sigla no estado e estruturar as nominatas para deputado federal e deputado estadual visando as eleições de 2026.

 

No entanto, a situação interna da legenda está longe de ser pacífica. Nos bastidores, um episódio recente ampliou as tensões dentro do partido: a vetação de Lucas Campelo ao Podemos. A decisão criou um obstáculo político importante porque Campelo é considerado um nome competitivo para a disputa proporcional.

 

O impasse ganhou contornos ainda mais delicados após a posição do deputado estadual Jair Farias, que também avalia disputar uma vaga na Câmara Federal e é apontado como um dos nomes com forte densidade eleitoral. Segundo interlocutores do grupo político, Jair teria deixado claro que só ingressaria no Podemos caso Lucas Campelo também fosse aceito na legenda.

 

Diante desse cenário, cresce entre lideranças políticas a avaliação de que, se a situação não for resolvida e se o comando do partido não estiver diretamente alinhado à liderança de Eduardo Siqueira Campos, tanto Lucas Campelo quanto Jair Farias podem optar por buscar outras legendas.

 

Caso isso aconteça, o Podemos perderia dois nomes considerados competitivos para a disputa proporcional. Nos bastidores, a leitura de alguns analistas políticos é de que o partido só teria condições reais de montar uma nominata forte para deputado federal, com potencial para eleger dois ou até três parlamentares caso o comando político da legenda esteja efetivamente sob a liderança de Eduardo Siqueira Campos. Do contrário, o risco é que candidatos com grande potencial eleitoral acabem migrando para outras siglas, reduzindo significativamente a competitividade do partido nas eleições de 2026.

 

OPOSIÇÃO EM CÉU DE BRIGADEIRO

 

 

Outro nome que vem se movimentando é o deputado Vicentinho Júnior, presidente estadual do PSDB e pré-candidato ao governo. Com postura equilibrada e discurso respeitoso em relação aos adversários, Vicentinho vem ampliando sua presença política no estado e organizando as nominatas do partido para as eleições de 2026.

 

No campo do PSD, o vice-governador Laurez Moreira e o senador Irajá Abreu articulam um grande encontro político em Palmas com a presença do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, para discutir um novo projeto político para o Tocantins.

 

CHAPINHAS E A ARMADILHA ELEITORAL

 

Se a disputa majoritária já começa a ganhar forma, o maior desafio para muitos partidos está na montagem das chapas proporcionais. Para eleger um deputado federal no Tocantins, estima-se que o coeficiente eleitoral fique próximo de 100 mil votos por vaga. Para deputado estadual, a estimativa gira em torno de 50 mil votos.

 

Nesse cenário, a formação das chamadas “chapinhas”, chapas compostas apenas por candidatos sem mandato pode se transformar em uma verdadeira armadilha eleitoral. Sem nomes competitivos ou grande densidade eleitoral, essas chapas dificilmente alcançam o coeficiente necessário para garantir representação.

 

MARÇO PODE REDEFINIR O JOGO POLÍTICO

 

Diante de todos esses movimentos, março se consolida como um mês decisivo para o futuro político do Tocantins. Lançamentos de pré-candidaturas, encontros partidários, definição de alianças e montagem das chapas proporcionais podem redesenhar completamente o cenário eleitoral.

 

A sucessão estadual de 2026 ainda está em construção, mas os próximos passos das principais lideranças do estado poderão definir quem chegará com mais força na corrida pelo Palácio Araguaia.

 

 

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