PESQUISAS NO RADAR

A Quaest divulgou novos números da disputa pelo Governo do Tocantins e colocou Vicentinho Júnior numericamente à frente de Professora Dorinha Seabra. Na pesquisa estimulada, o tucano aparece com 49%, contra 42% da candidata do União Brasil. Na espontânea, a diferença é ainda maior: 42% a 33%. Para a Presidência da República, a disputa nacional também entra na reta decisiva, com os candidatos buscando consolidar apoios e conquistar os votos que ainda podem mudar de direção.
EDUARDO GOMES E A CARTA NA MANGA DE DORINHA

O senador Eduardo Gomes, vice-presidente do Senado e um dos principais articuladores da campanha de Professora Dorinha Seabra, trabalha para reforçar a candidatura nesta reta final. A estratégia prevê a presença de Flávio Bolsonaro em Palmas, Michelle Bolsonaro em Gurupi e Nikolas Ferreira em Araguaína, no dia 20 de outubro, conforme a agenda em articulação. O objetivo é mobilizar a militância, ampliar a presença da campanha e dar novo fôlego ao projeto governista antes da votação de 25 de outubro.
VICENTINHO, AMÉLIO E ALEXANDRE: TRIO PARADA DURA

O candidato ao Governo Vicentinho Júnior, o vice Amélio Cayres e o senador eleito Alexandre Guimarães intensificam as articulações para receber novas adesões nos últimos dias da campanha. O grupo busca ampliar sua base política e transformar o crescimento dos apoios em força eleitoral. Com a votação marcada para 25 de outubro, a estratégia é chegar ao domingo decisivo com uma aliança ainda mais robusta e mobilizada.
TODO CUIDADO É POUCO

As campanhas de Professora Dorinha e Vicentinho Júnior precisam olhar com atenção para os eleitores que não participaram do primeiro turno. Segundo os dados oficiais, 216.827 eleitores se abstiveram de votar em 4 de outubro. Na votação para governador, houve ainda 27.085 votos brancos e 88.096 nulos. São grupos distintos, e não se pode presumir que todos voltarão às urnas ou que escolherão determinado candidato. A mensagem, porém, é clara: mobilizar o eleitorado e estimular a participação pode ser decisivo no segundo turno. Fica a dica!
BRASÍLIA TAMBÉM OLHA PARA O TOCANTINS

A disputa tocantinense ganhou relevância no tabuleiro político nacional. A participação de lideranças como Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira na reta final da campanha de Dorinha demonstra a aposta em nomes de alcance nacional para fortalecer a mobilização no Estado. Do outro lado, Vicentinho Júnior busca consolidar sua vantagem numérica e ampliar o arco de alianças. O resultado de 25 de outubro terá impacto direto na política estadual e será acompanhado de perto pelas forças nacionais que participam dessa disputa.
FIM DA ESCALA 6X1 AVANÇA NO CONGRESSO

O Senado aprovou, em dois turnos, a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1. Foram 75 votos favoráveis e apenas um contrário em cada votação. O texto prevê a redução da jornada semanal máxima de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial. A mudança ainda depende de promulgação pelo Congresso para entrar em vigor. A transição prevista começa com a jornada de 42 horas semanais e, posteriormente, chega às 40 horas. A medida deve beneficiar milhões de trabalhadores e já entrou no centro do debate político nacional.
SEGURANÇA PÚBLICA NA PAUTA

Depois da votação do fim da escala 6x1, o Senado se prepara para discutir a PEC da Segurança Pública. A proposta prevê maior integração entre União, estados e municípios no combate ao crime organizado, além de medidas mais rigorosas contra integrantes de facções criminosas. O texto já passou pela Câmara e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. A segurança pública tornou-se um dos principais temas da disputa presidencial e deve movimentar os debates no Congresso nesta reta final de campanha.
FLÁVIO E LULA: DISPUTA ACIRRADA

A corrida pelo Palácio do Planalto segue apertada. Pesquisa Quaest divulgada em 14 de outubro aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto e Lula (PT) com 44%. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Já o Datafolha divulgado no dia 13 mostrou Flávio com 49% e Lula com 45%. Os levantamentos indicam uma disputa competitiva a dez dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
PACOTE ECONÔMICO NA RETA FINAL

O governo federal anunciou novas medidas econômicas em meio à disputa eleitoral. Entre elas estão iniciativas voltadas ao alívio de dívidas de microempreendedores individuais, apoio financeiro a pequenos negócios, ampliação do Pé-de-Meia para estudantes universitários e medidas temporárias relacionadas aos tributos sobre combustíveis. O conjunto anunciado tem impacto fiscal estimado em bilhões de reais e abre espaço para um debate sobre os efeitos sociais das medidas, o custo para os cofres públicos e o momento em que foram apresentadas. Parte das iniciativas depende de ajustes orçamentários ou de aprovação legislativa.
CENTRÃO SE ARTICULA PARA MANTER ESPAÇO NA CÂMARA

De olho na próxima legislatura, partidos do Centrão anunciaram apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara dos Deputados, em eleição prevista para fevereiro de 2027. O movimento reúne dez partidos e busca construir uma aliança ampla para manter influência na condução da Casa. A articulação também ocorre diante da força do PL, que elegeu a maior bancada, com 121 deputados. O recado de Brasília é claro: independentemente de quem vencer a disputa presidencial, a composição de forças no Congresso continuará sendo decisiva para a governabilidade.
A ECONOMIA PREOCUPA O PRÓXIMO GOVERNO

O cenário econômico seguirá como um dos principais desafios do próximo presidente, seja Lula ou Flávio Bolsonaro. Em entrevista publicada nesta quinta-feira (15), a economista Monica de Bolle chamou atenção para questões como o custo da dívida pública, os gastos tributários e as dificuldades para aprovar reformas estruturais em um Congresso fragmentado. O alerta reforça que, além da disputa eleitoral, o futuro governo terá de enfrentar questões fiscais e buscar condições para sustentar o crescimento econômico.