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Governo adia reunião com clubes de futebol sobre bets. AGU pede R$ 1 bilhão de indenização

Posted On Terça, 29 Setembro 2026 04:21
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Encontro estava previsto para esta terça (29) e ia tratar de possíveis prejuízos aos times; nova data ainda será definida

 

 

Por Camila Stucaluc

 

 

O governo federal decidiu adiar a reunião com representantes de clubes de futebol para discutir os impactos da proibição de apostas e jogos online no Brasil — as chamadas bets. O encontro estava previsto para esta terça-feira (29), às 15h, em Brasília.
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O adiamento foi comunicado pelo ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro. No ofício, ele afirmou que a “alteração foi necessária em razão da proximidade da data inicialmente proposta e dos horários dos voos disponíveis para o deslocamento dos participantes”.

 

Segundo o ministro, a nova data e o horário da reunião serão definidos e comunicados à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que deverá informar os clubes e as Federações Estaduais de Futebol.

 

O encontro foi marcado após a reação negativa dos clubes à Medida Provisória que determinou o fim das bets, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última sexta-feira (25). Os clubes alegam que a medida terá impacto direto nas receitas das equipes, principalmente por causa da perda de contratos de patrocínio.

 

A intenção do governo é ouvir as demandas dos clubes e avaliar medidas para evitar possíveis prejuízos provocados pelo fim dos contratos com empresas de apostas. Segundo apurou o SBT News, uma das principais propostas em discussão é a criação de uma linha de crédito federal de até R$ 20 bilhões para clubes e Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs).

O programa, chamado de Programa Nacional de Reestruturação Financeira do Futebol Profissional, permitiria que os clubes trocassem dívidas antigas e mais caras por financiamentos com juros menores, em condições semelhantes às do BNDES. A proposta não prevê perdão das dívidas, mas a possibilidade de refinanciamento.

 

Proibição

A Medida Provisória assinada por Lula proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa em todo o país. A determinação prevê a extinção, em 30 dias, das autorizações concedidas às empresas que atualmente operam nesse mercado.

 

Ao justificar a medida, o governo sustentou que a experiência acumulada desde o início do mercado regulado mostrou que os mecanismos de controle existentes não seriam suficientes para proteger adequadamente a saúde e a estabilidade financeira das famílias.

 

Dados do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) estimam que as bets retiraram R$ 62,5 bilhões do orçamento das famílias brasileiras em 2025 — o equivalente a cerca de 0,68% da renda disponível.

 

Ao citar o montante gasto com as bets, o governo associou a atividade a impactos sobre consumo, arrecadação e distribuição de renda. Citou, ainda, riscos relacionados ao jogo problemático, como endividamento, ansiedade, depressão, isolamento social e aumento do risco de suicídio.

 

 

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