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GOVERNO FLÁVIO BOLSONARO: EDUARDO GOMES MINISTRO OU PRESIDENTE DO SENADO?

Posted On Quarta, 07 Outubro 2026 10:33
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Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

Reeleito para o Senado com 450.191 votos, a maior votação entre os candidatos ao Senado no Estado, para Eduardo Gomes o jogo político parece ter mudado de dimensão. Com um capital político que ultrapassa as fronteiras do Tocantins e um resultado que o colocou novamente no centro das articulações, diante da nova configuração do Congresso, seu nome começa a circular nos bastidores para posições de maior relevância em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

 

A pergunta que começa a ganhar espaço nos corredores de Brasília é direta: Eduardo Gomes poderá continuar na Mesa do Senado ou assumir uma posição em um eventual governo Flávio Bolsonaro? Há duas possibilidades que passam a ser comentadas nos bastidores. A primeira é uma eventual disputa pela Presidência do Senado e a segunda é uma composição de um futuro ministério.

Nada está decidido.

 

Mas o cenário político produzido pelas urnas ajuda a explicar por que o nome do senador tocantinense voltou a circular entre as peças importantes do novo tabuleiro nacional.

 

TOCANTINS NAS ALTURAS

 

A votação de Eduardo Gomes não foi apenas uma vitória pessoal. Os 450 mil votos representam uma demonstração de força eleitoral em um Estado que conhece sua trajetória e acompanha, há anos, sua atuação em Brasília.

 

O resultado também o colocou acima da votação obtida, individualmente, pelos dois candidatos que agora disputam o segundo turno para o Governo do Tocantins.

 

É um dado político que chama atenção.

 

Enquanto Dorinha e Vicentinho terão de voltar às urnas para decidir quem comandará o Palácio Araguaia, Eduardo Gomes encerrou sua eleição no primeiro turno com uma votação expressiva e retorna ao Senado para mais oito anos de mandato.

 

É nesse ponto que a política tocantinense começa a olhar para Brasília. Porque o senador não volta apenas como um parlamentar reeleito. Volta como vice-presidente do Senado, dirigente estadual do PL e integrante de uma legenda que sai das urnas com uma das maiores forças políticas do país.

 

O PL SERÁ A MAIOR BANCADA DO SENADO

 

O resultado nacional das eleições redesenhou completamente o Senado. O PL elegeu 19 novos senadores e chegará à próxima legislatura com 28 integrantes, tornando-se a maior bancada da Casa. Isso muda o peso das decisões internas do Senado.

 

A maior bancada passa a ter papel central na construção de acordos, na formação da Mesa Diretora e na definição das prioridades legislativas. E é justamente nesse ambiente que Eduardo Gomes entra na equação.

 

O senador já conhece a Mesa, conhece o funcionamento interno da Casa e ocupa atualmente a Primeira Vice-Presidência. Documentos oficiais do Senado registram sua atuação como vice-presidente e sua participação na condução dos trabalhos da instituição.

 

Agora, com o PL fortalecido, a discussão deixa de ser apenas sobre quem ocupará determinado cargo. Passa a ser sobre qual será o papel de cada liderança dentro da nova correlação de forças do Congresso.

 

EDUARDO GOMES: O ARTICULADOR

 

Eduardo Gomes construiu boa parte de sua trajetória nacional justamente na articulação. Foi líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso Nacional e exerceu funções de destaque no Senado. Atualmente, ocupa a Primeira Vice-Presidência da Casa. Sua atuação parlamentar também lhe deu trânsito com diferentes forças políticas. E essa característica ganha novo peso diante do cenário que emerge das urnas.

 

O senador já transitou entre governo e oposição, construiu relações dentro e fora do seu campo ideológico e, ao longo dos anos, tornou-se um dos nomes do Tocantins com maior presença na política nacional. Agora, o PL terá de decidir como utilizar suas principais peças. E Eduardo Gomes é uma delas.

 

MINISTRO OU PRESIDENTE DO SENADO?

 

É aqui que começam as especulações. Em um eventual governo Flávio Bolsonaro, um senador com experiência de Mesa, trânsito parlamentar e liderança dentro do PL poderia ser considerado para uma função estratégica. Uma possibilidade seria o Ministério. Outra, a Presidência do Senado.

 

Mas há uma diferença fundamental entre ser cotado e estar escolhido. Até o momento, não há decisão oficial que coloque Eduardo Gomes em qualquer uma dessas posições. A Presidência do Senado, inclusive, dependerá de uma eleição interna e de uma construção política que envolverá não apenas o PL, mas outras bancadas e forças do Congresso.

 

Por isso, o mais correto neste momento é tratar o nome de Eduardo Gomes como uma possibilidade em discussão nos bastidores, e não como futuro ministro ou futuro presidente do Senado.

 

Mas uma coisa é impossível ignorar: o Tocantins passou a ter uma peça importante no tabuleiro nacional.

O TOCANTINS ENTREGOU VOTOS. AGORA ESPERA RESULTADOS

 

Existe uma dimensão estadual nessa história que não pode ser esquecida. Os eleitores tocantinenses deram a Eduardo Gomes uma das maiores votações já registradas em uma eleição para o Senado no Estado. Agora, o olhar do Tocantins se volta novamente para Brasília.

 

Durante seu mandato, Eduardo Gomes divulgou a destinação de recursos federais para municípios tocantinenses e projetos em áreas como saúde e infraestrutura. Os números apresentados pelo seu grupo político chegam à casa dos bilhões de reais em recursos destinados ao Estado. Esses valores, porém, devem ser atribuídos à prestação de contas do próprio mandato e analisados conforme cada fonte e modalidade de recurso.

 

A política, afinal, não vive apenas de cargos.

 

Vive de entregas.

 

 

 

 

Última modificação em Quarta, 07 Outubro 2026 10:42
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