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KÁTIA ABREU: A DONA DO PODER

Posted On Quarta, 01 Julho 2026 06:28
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Por Edson Rodrigues

 

 

Julho começa inaugurando uma nova fase da sucessão estadual no Tocantins. Os principais grupos políticos começam a definir estratégias, consolidar alianças e preparar a estrutura que sustentará as campanhas até as convenções partidárias.

 

Na base do governador Wanderlei Barbosa, os sinais são de unidade em torno da pré-candidata ao Governo, senadora Professora Dorinha Seabra. A parlamentar passou a assumir um discurso cada vez mais característico de quem disputa o Palácio Araguaia.

 

 

Nas últimas agendas, Dorinha tem mandado recados aos adversários, especialmente quando trata do agronegócio. A frase de que “não adianta calçar bota em carreata e não fazer nada pelo agro” repercutiu nos bastidores e foi interpretada como um claro posicionamento político.

 

As pesquisas de intenção de voto continuam colocando a senadora na liderança da corrida ao Governo. Entretanto, o deputado federal Vicentinho Júnior segue em trajetória de crescimento e já aparece tecnicamente empatado com a candidata governista, tornando a disputa muito mais acirrada.

 

KÁTIA ABREU

 

 

Presidente Lula, Ex-presidente Dilma Russeff, senaador Renan Calheiros e Kátia Abreu

 

Independentemente de exercer ou não um mandato eletivo, a ex-ministra da Agricultura e ex-senadora Kátia Abreu continua sendo uma das maiores articuladoras da política tocantinense.

 

Com forte influência em Brasília, trânsito consolidado nos três Poderes e acesso direto às principais lideranças nacionais, Kátia mantém um protagonismo que poucos políticos do Estado possuem.

 

Por isso, tanto governistas quanto oposicionistas acompanham atentamente cada um de seus movimentos.

 

Segundo avaliação do Observatório Político de O Paralelo 13, sua prioridade absoluta é eleger o empresário Iratã Abreu deputado federal.

 

Iatã Abreu e o prefeito de Porto Nacional Ronivon Maciel 

 

Já em relação ao senador Irajá Abreu, a situação é completamente diferente.

 

O distanciamento político e pessoal entre mãe e filho continua evidente.

 

Na última sexta-feira, chamou atenção a ausência de Irajá na tradicional feijoada realizada por Kátia Abreu em sua chácara, em Palmas.

 

Segundo apurou o Observatório Político de O Paralelo 13, a ausência foi interpretada como mais um capítulo do desgaste entre os dois.

 

Fontes afirmam que um dos motivos seria a decisão de Kátia de assegurar ao ex-prefeito de Porto Nacional e ex-deputado Paulo Mourão o apoio do PT na disputa pelo Senado, candidatura que também teria o respaldo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do Palácio do Planalto.

 

Assim, enquanto Kátia concentra todos os esforços para eleger Iratã Abreu deputado federal, Irajá conduz seu próprio projeto político, distante da estratégia da mãe.

 

 

Kátia Abreu com o presiente do PT no Tocantins, Nile William

 

A grande pergunta que domina os bastidores da política tocantinense permanece sem resposta.

 

Qual será, afinal, o principal objetivo eleitoral de Kátia Abreu?

 

Eleger Iratã Abreu deputado federal? Trabalhar pela reeleição do presidente Lula? Fortalecer Paulo Mourão na disputa pelo Senado? Ou concentrar seus esforços para impedir a vitória da candidatura oficial do Palácio Araguaia, representada pela senadora Professora Dorinha Seabra? Somente a própria Kátia conhece a resposta.

 

Enquanto isso, suas reuniões políticas continuam acontecendo em Palmas, recebendo empresários, prefeitos, ex-prefeitos e lideranças de diversas regiões do Estado.

 

LAUREZ MOREIRA

 

 

 

Se a base governista demonstra maior organização, o mesmo não pode ser dito da oposição.

 

Hoje, cada liderança segue praticamente seu próprio caminho.

 

O PSD trabalha a pré-candidatura de Laurez Moreira ao Governo.

 

O PT organiza sua estratégia para 2026.

 

Já o senador Irajá mantém uma agenda voltada quase exclusivamente para sua campanha de reeleição.

 

Na avaliação do Observatório Político de O Paralelo 13, Irajá ainda não conseguiu, ou não trabalha para dar musculatura política à candidatura de Laurez Moreira.

 

Enquanto o vice- governador percorre o Estado tentando consolidar seu projeto, o senador prioriza sua própria sobrevivência eleitoral.

 

Na prática, os dois projetos caminham paralelamente. Essa falta de integração enfraquece o campo oposicionista e reduz as chances de Laurez chegar competitivo à reta final da campanha.

 

Segundo apurou o Observatório Político de O Paralelo 13, Laurez acompanha atentamente todas essas movimentações e sabe exatamente o que acontece nos bastidores de sua pré-candidatura.

 

As mesmas fontes afirmam que deverá ser anunciada, em breve, uma composição entre Laurez Moreira e Paulo Mourão, pré-candidato do PT ao Senado.

 

Apesar das especulações, pessoas próximas garantem que Laurez continuará cumprindo normalmente sua agenda como pré-candidato ao Governo.

 

A PARTIR DE JULHO

 

 

 

A partir deste mês, a disputa muda completamente de patamar. Chega o momento em que discurso deixa de ser suficiente.

 

Será preciso mostrar estrutura política, recursos financeiros, fundo partidário, apoio de prefeitos, vereadores, lideranças regionais e capacidade de mobilização.

 

Sem esse combustível, dificilmente qualquer candidatura permanecerá competitiva.

 

A eleição para o Senado também começa a ganhar contornos mais definidos.

 

Na avaliação do Observatório Político de O Paralelo 13, a tendência é que o próximo senador do Tocantins seja eleito com uma votação entre 160 mil e 180 mil votos.

 

Caso essa projeção se confirme, será uma das menores votações necessárias para conquistar uma vaga ao Senado nos últimos anos.

 

Isso torna a eleição ainda mais estratégica. Cada voto passa a valer muito mais, exigindo dos candidatos uma campanha altamente organizada, presença permanente nos municípios e alianças políticas capazes de alcançar todas as regiões do Estado.

 

O GRANDE RISCO DE NÃO HAVER SEGUNDO TURNO

 

 

 

O Observatório Político de O Paralelo 13 identifica um cenário que merece atenção.

 

Caso a candidatura governista mantenha seu ritmo de crescimento e a oposição permaneça dividida, existe um risco concreto de que a eleição para o Governo seja decidida ainda no primeiro turno.

 

Hoje, essa hipótese já faz parte das análises dos principais observadores da política estadual.

 

Laurez Moreira construiu sua vida pública como um político respeitado, defensor da Constituição, do erário público e reconhecido pela capacidade de diálogo.

 

Mas eleição majoritária exige mais do que credibilidade.

 

Exige grupo político.

 

Exige alianças.

 

Exige transferência de votos.

 

Se o senador Irajá Abreu continuar conduzindo uma campanha isolada, sem fortalecer efetivamente a candidatura de Laurez Moreira, dificilmente o projeto do PSD ganhará musculatura suficiente para provocar um segundo turno.

 

Até as convenções partidárias muita coisa ainda poderá mudar.

 

Nos bastidores, porém, a engenharia política segue em plena construção.

 

O Observatório Político de O Paralelo 13 pode assegurar aos seus leitores que as próximas semanas reservarão movimentos surpreendentes.

 

Na política tocantinense, ainda haverá muitas mudanças de posição, novas alianças e reviravoltas.

 

Como diz o velho ditado, nesta eleição ainda veremos “elefante voar”.

 

Preparem-se. Muitas novidades estão por vir.

 

Estamos de olho.

 

 

Última modificação em Quarta, 01 Julho 2026 08:07
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