Da Assessoria
O vice-presidente do Senado e presidente do PL Tocantins, Eduardo Gomes, participou, nesta sexta-feira, 30, da Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26, realizada na Fazenda Alto da Serra, em Porto Nacional, evento que marcou o início simbólico da colheita da principal cultura agrícola do país e reuniu produtores rurais, lideranças do setor e autoridades nacionais.
Eduardo Gomes integrou a solenidade ao lado do governador Wanderlei Barbosa, da senadora do Mato Grosso do Sul Tereza Cristina, do deputado federal Carlos Gaguim, do prefeito Ronivon Maciel e de representantes do agronegócio, em um ambiente de integração entre o setor produtivo e o poder público, diante de perspectivas positivas para a safra.

Durante o evento, o senador defendeu o fortalecimento de políticas públicas voltadas à infraestrutura, logística e segurança jurídica no campo. “O Tocantins tem posição estratégica na produção de grãos do Brasil. Nosso compromisso no Senado é assegurar condições para que o produtor rural tenha previsibilidade, competitividade e apoio para seguir investindo e produzindo no Tocantins”, afirmou.
Com o tema “Onde a soja cresce, a transformação acontece”, a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26 integra o projeto Soja Brasil, desenvolvido pelo Canal Rural em parceria com a Aprosoja Brasil, com apoio da Aprosoja Tocantins e do Grupo Wink. A Aprosoja Tocantins foi a realizadora local e anfitriã da solenidade.
A programação reuniu produtores, especialistas e autoridades, reforçando o papel do Tocantins como uma das principais fronteiras agrícolas do país.
Governador afirma que pretende disputar a reeleição em São Paulo e defende união do grupo político nas eleições deste ano
Por Danandra Rocha
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (29/1) que o foco político permanece no comando do estado e declarou apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A declaração foi feita após visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Segundo Tarcísio, a ida ao local teve como objetivo manifestar “solidariedade” ao ex-presidente e reforçar a coesão do campo político alinhado ao bolsonarismo. O governador descartou qualquer movimento que indique disputa fora de São Paulo e disse estar comprometido com um projeto de “longo prazo” no estado, incluindo a tentativa de reeleição. “Meu interesse é ficar em São Paulo , não tem controvérsia nenhuma”, afirmou.
Ao comentar o cenário nacional, Tarcísio defendeu que o grupo político precisa apresentar respostas conjuntas diante da situação fiscal do país e sinalizou que pretende desempenhar papel semelhante ao de 2022, quando atuou como aliado estratégico na campanha presidencial. Ao lado do vereador Carlos Bolsonaro, que permaneceu calado, ele destacou que a prioridade, neste momento, é fortalecer a candidatura presidencial do campo conservador.
Durante o encontro, Tarcísio também relatou ter conversado com Jair Bolsonaro sobre a recente filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD, após sua saída do União Brasil. De acordo com o governador paulista, o ex-presidente avaliou de forma positiva o movimento e considera que Caiado agrega força ao grupo.
“Presidente elogiou Caiado para mim. Tem consideração por ele e entende que soma”. Para Tarcísio, a existência de mais de uma pré-candidatura no campo da direita não representa um problema. Ele afirmou que o processo tende a resultar em convergência política e que, ao final, o grupo deverá se unir em torno de um nome com maior viabilidade eleitoral.
Presidente do PSD afirmou que governador de São Paulo precisa demonstrar autonomia política
Com Estadão
O secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), afirmou nesta quinta-feira, 29, que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) precisa deixar clara a diferença entre gratidão política e submissão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo Kassab, desde o início da gestão, o governador tem adotado uma postura de respeito a Bolsonaro, a quem classificou como "um grande líder", mas precisa avançar na construção de uma identidade própria. "Uma coisa é gratidão, reconhecimento, lealdade; outra coisa é submissão", disse em entrevista ao UOL News.
Na avaliação do secretário, os gestos de reconhecimento ao ex-presidente são importantes e demonstram caráter, mas não substituem a afirmação de autonomia política. "São muito importantes os gestos dele, as ações dele de reconhecimento, de gratidão, porque isso mostra caráter", afirmou.
Kassab disse ainda que Tarcísio reúne atributos que o colocam como uma liderança nacional e que essa condição exige posicionamento próprio. "Uma personalidade como ele, que é governador de São Paulo, que legitimamente tem as pretensões de comandar o País um dia, e, se não tem, muita gente no Brasil quer que ele tenha, precisa mostrar que tem a sua identidade", declarou.
O secretário reforçou que o reconhecimento ao papel de Bolsonaro na trajetória política do governador deve ser permanente, inclusive no processo eleitoral que o levou ao Palácio dos Bandeirantes. "Ele tem que estar sempre mostrando qual foi a importância do ex-presidente Bolsonaro na sua carreira, na sua eleição de governador", afirmou.
As declarações de Gilberto Kassab ocorrem na esteira da desistência do governador Tarcísio de Freitas de disputar a Presidência da República neste ano. Kassab havia manifestado publicamente apoio e entusiasmo com a eventual candidatura do aliado, mas Tarcísio recuou da ideia após o ex-presidente Jair Bolsonaro indicar o filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como seu sucessor na corrida ao Palácio do Planalto.
Com a saída de cena do governador paulista, o Partido Social Democrático (PSD), presidido por Kassab, passou a trabalhar com três nomes como possíveis candidatos à Presidência: Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul; Ronaldo Caiado, governador de Goiás; e Ratinho Jr., governador do Paraná. Caso a estratégia se confirme, será a primeira vez que o partido lançará uma candidatura própria ao Palácio do Planalto.
Além da pauta trabalhista, Gleisi Hoffmann diz que governo deve encaminhar ao Congresso o acordo entre Mercosul e União Europeia ainda neste semestre
Com Agência O Globo
Um projeto de lei incluindo propostas em andamento sobre o fim da escala 6×1 podem ser enviado pelo governo ao Congresso. O planejamento foi anunciado pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que é responsável pela articulação política do governo.
Gleisi, que vai deixar o cargo em abril para poder disputar uma vaga ao Senado pelo Paraná nas eleições deste ano, disse a jornalistas que o fim da escala 6×1 é uma das prioridades da agenda legislativa do governo Lula para o primeiro semestre.
— Não está descartada a possibilidade do governo mandar um projeto para agregar todos os que estão no Congresso, é uma prioridade nossa —disse a ministra.
Gleisi afirmou ainda que não há razão para que a pauta não avance no Congresso e que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) se comprometeu em pautar o tema na Casa ainda neste semestre, embora não tenha se comprometido em apoiá-la.
— Nós conversamos sobre o projeto de lei pelo fim da escala 6×1. Ele (Motta) é muito simpático em colocar (em votação), mas nunca nos diz que asseguraria a aprovação. Sempre nos assegurou e colocaria para discussão e nós, com certeza, trabalharemos pela aprovação. Para mim, o fim da escala 6×1 se assemelha à isenção do imposto de renda até R$ 5 mil. Todo o mundo achava impossível aprovar essa isenção e aprovamos por unanimidade nas duas casas do Congresso. Quando você tem a opinião pública, mostra a justeza da proposta, acho que a Casa se mostra sensível — afirmou.
Gleisi disse ainda não ver razão para que organizações como a Confederação Nacional da Indústria seja contra a proposta.
— A indústria, pelo que me consta, não tem escala 6×1, já tem escala 5×2 — ressaltou Gleisi.
A ministra afirmou ainda que o governo deve enviar logo para a aprovação do Congresso o acordo entre Mercosul e União Europeia e afirmou que acredita em um endosso rápido dos parlamentares.
Levantamento mostra deterioração contínua da avaliação pessoal do presidente, enquanto o governo mantém desempenho relativamente melhor
Por Marina Verenicz
Às vésperas do ano eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega a 2026 em uma posição politicamente mais frágil do que a do próprio governo que comanda.
Pesquisa do PoderData indica que 57% dos brasileiros desaprovam o desempenho pessoal do petista, enquanto apenas 34% o aprovam. Já a gestão federal registra índices menos negativos, com 53% de desaprovação e 41% de aprovação.
O dado central do levantamento é o ritmo de deterioração da imagem presidencial. Em pouco menos de dois anos, entre março de 2024 e janeiro de 2026, a distância entre aprovação e desaprovação de Lula praticamente dobrou.
O saldo negativo, que era de 11 pontos percentuais, passou para 23 pontos, evidenciando um desgaste contínuo que não se explica apenas por oscilações pontuais de humor do eleitorado.
A trajetória da avaliação do governo segue um movimento distinto. Após oscilar para pior a partir de setembro de 2025, a percepção sobre a gestão retornou ao nível observado no início do mandato, em janeiro de 2023.
Esse descolamento ganha peso no contexto eleitoral, ao sugerir que a resistência a Lula é mais pessoal do que institucional. Em outras palavras, a rejeição ao presidente avança em ritmo mais acelerado do que a insatisfação geral com o governo, criando um desafio adicional para uma eventual campanha à reeleição.
Públicos distintos
Os recortes demográficos ajudam a mapear onde Lula ainda preserva capital político. A aprovação é mais alta entre mulheres, jovens de 16 a 24 anos e moradores do Nordeste, além de eleitores com menor escolaridade formal e renda familiar intermediária, entre dois e cinco salários mínimos.
Na direção oposta, a desaprovação se concentra entre homens, eleitores de 25 a 44 anos, moradores do Centro-Oeste e grupos de renda mais elevada. Entre brasileiros com renda familiar acima de cinco salários mínimos, quase sete em cada dez dizem desaprovar o presidente, um dos índices mais altos do levantamento.
A pesquisa ouviu 2.500 pessoas em 111 municípios, distribuídos por todas as unidades da Federação, entre os dias 24 e 26 de janeiro de 2026. As entrevistas foram realizadas por telefone, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.