Por Edson Rodrigues

 

 

O cenário político do Tocantins vive um aquecimento que promete intensificar-se nas próximas semanas. A fala do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Amélio Cayres, em diálogo com o governador Wanderley Barbosa, sobre quem será o candidato ou candidata ao governo do Estado com apoio do Palácio Araguaia, acendeu os bastidores.

 

Não será nada fácil para o governador Wanderley Barbosa atender aos interesses dos dois grupos políticos que orbitam em torno do governo. Após o afastamento de 90 dias do cargo por determinação do STF, seguido de 180 dias de turbulência, compromissos políticos foram firmados e precisam ser cumpridos.

 

Kátia Abreu

 

 

O ambiente político ganhou ainda mais tensão após uma declaração da ex-senadora Kátia Abreu, que afirmou:

 

“Lugar de WB não é no Palácio Araguaia. É só uma questão de tempo e ele vai ver onde será seu gabinete permanente. Vai ver onde é o lugar de meliante corrupto. Laurez vai ocupar o seu lugar de direito quando a justiça do Brasil e de Deus agir.”

 

A fala repercutiu fortemente nos bastidores e foi recebida com indignação pelo governador Wanderley Barbosa, que classificou as palavras como ofensivas e injustas. Barbosa reagiu reafirmando sua legitimidade no cargo e destacando que continuará conduzindo o governo com respaldo institucional e político, apesar das críticas.

 

Pacto

 

Um pacto foi estabelecido entre o governador e os senadores Eduardo Gomes, vice-presidente do Senado, e a professora Dorinha Seabra, enquanto o deputado federal Carlos Gaguim

permanece na sombra.

 

Até o momento, Wanderley Barbosa vem dando sinais nesse sentido: reuniu-se por horas no Palácio Araguaia e participou de solenidades ao lado da pré-candidata. Dorinha, por sua vez, já conversou com diversos deputados governistas em busca de apoio.

 

O papel de Amélio Cayres

 

 

Há, contudo, uma peça central nessa engrenagem: o presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres. Com quatro mandatos de deputado estadual, dois como presidente da Casa de Leis e dois de prefeito, Cayres consolidou liderança junto à maioria dos parlamentares, inclusive da oposição. Reeleito presidente da Casa, vem mantendo equilíbrio político e institucional.

 

Patrimônio político

 

Antes do afastamento de Wanderley Barbosa, Amélio Cayres percorria o Estado em plena pré-campanha, acompanhado pelo governador em entregas de obras e visitas a cidades. Em várias regiões, discursava como potencial candidato à sucessão, com apoio explícito de Barbosa. Esse movimento foi amplamente registrado nos veículos de comunicação do Tocantins.

 

Analistas e políticos aguardam, para os próximos dias, que o governador e o presidente da Assembleia se reúnam para discutir a sucessão estadual. Essa conversa, de foro pessoal, colocará frente a frente Amélio Cayres e Dorinha Seabra como os principais nomes em disputa.

 

Dorinha Seabra

 

 

A senadora Dorinha vem se comportando com ética, humildade e sabedoria, reafirmando que a formatação da chapa majoritária será decidida em colegiado liderado pelo governador Wanderley Barbosa.

 

Enquanto não houver a conversa definitiva entre Amélio e Wanderley, tudo permanece no campo da especulação — parte natural da democracia.

 

Base não pode rachar

 

 

O governador Wanderley Barbosa terá que “pisar sobre ovos” na conversa com o presidente da Assembleia Legislativa. Amélio Cayres foi companheiro e leal aliado durante o processo de afastamento do governador pelo STF, quando diversos pedidos de impeachment foram protocolados na Casa. Sob pressão do Palácio Araguaia e de deputados estaduais, Cayres segurou a situação por 90 dias até que Barbosa retornasse ao cargo outorgado pelo povo tocantinense.

 

Oposição

 

 

A oposição, por sua vez, trabalha nos bastidores e não é fraca. Está se organizando e, caso haja um racha na base governista, o quadro pode mudar com uma oposição fortalecida tanto na Assembleia quanto no Congresso. Isso poderia complicar o placar da sucessão, que até este sábado é positivo para o governo, com a candidatura da senadora Dorinha liderando as pesquisas de intenção de votos.

 

Vale lembrar que até 4 de abril há condições legais para mudança de partido por detentores de mandato eletivo na Assembleia Legislativa, sem risco de perda de mandato. Dias atrás, o governador assegurou que “na hora certa todos ficarão acomodados em um mesmo barco”.

 

Na base governista, muito ainda pode acontecer já na próxima semana. A única coisa que não pode ocorrer, segundo aliados, é a base rachar.

 

 

Posted On Sábado, 17 Janeiro 2026 07:13 Escrito por O Paralelo 13

Pesquisa mostra ex-presidente como o político mais rejeitado do País; Davi Alcolumbre e Hugo Motta têm desconhecimento acima de 60%

 

 

Por Gabriel de Sousa e Vanessa Araujo

 

 

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta sexta-feira, 16, mostra que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é o político mais rejeitado entre nove personalidades analisadas no levantamento. Entre os entrevistados que dizem conhecê-lo, 53% afirmam ter uma imagem negativa, enquanto 41% avaliam o ex-presidente de forma positiva. Outros 6% afirmam desconhecê-lo.

 

No Congresso, os presidentes da Câmara e do Senado seguem amplamente desconhecidos da população. No Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) é desconhecido por 68% dos entrevistados. Outros 7% dizem ter uma imagem positiva do senador, enquanto 25% afirmam conhecê-lo e rejeitá-lo.

 

 

Jair Bolsonaro, que está preso na Papudinha, aparece com alta rejeição em pesquisa

 

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é desconhecido por 63% dos brasileiros. Entre os que têm opinião formada, 26% dizem rejeitá-lo, e 11% afirmam ter uma imagem positiva do deputado.

 

Entre os demais nomes avaliados, o líder evangélico Silas Malafaia, aliado do bolsonarismo, aparece como o segundo político mais rejeitado da lista: 46% dizem conhecê-lo e ter uma imagem negativa, enquanto 17% o aprovam. Outros 37% afirmam não conhecê-lo.

 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é o nome do campo da esquerda com maior rejeição no levantamento. Segundo a pesquisa, 42% dizem rejeitá-lo, 32% têm imagem positiva e 26% afirmam não conhecê-lo.

 

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) tem índice próximo de aprovação e rejeição: 39% dizem ter uma imagem positiva, enquanto 38% a rejeitam. Outros 23% afirmam não conhecê-la.

 

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), é aprovado por 37% dos entrevistados e rejeitado pelo mesmo porcentual. Ele é desconhecido por 26% da população.

 

O empresário e ex-candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (PRTB) é rejeitado por 34% dos entrevistados, enquanto 27% dizem aprová-lo. Outros 39% afirmam não conhecê-lo.

 

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) é a mais desconhecida entre os nomes analisados: 75% dos entrevistados dizem não ter opinião formada sobre ela. A aprovação soma 11%, e a rejeição, 14%.

 

A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre os dias 8 e 11 de janeiro, com 2.004 entrevistas presenciais em todo o país. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR 00835/2026.

 

 

Posted On Sexta, 16 Janeiro 2026 14:35 Escrito por O Paralelo 13

NOTA À IMPRENSA

 

O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) concedeu medida liminar ao partido União Brasil, determinando que o pré-candidato Ataídes de Oliveira remova, em até 24 horas, um vídeo publicado em seu perfil no Instagram (@ataides.oliveira). A decisão do Juiz Rodrigo de Menezes dos Santos reconhece que o conteúdo violou as regras inerentes à pré-campanha, fixando multa diária de R$ 5.000,00 em caso de descumprimento.

 

O magistrado destacou que a conduta viola a paridade de armas entre os futuros concorrentes. Na decisão, o juiz fundamentou que a mensagem transmite o pedido de voto de maneira inequívoca, ultrapassando os limites permitidos para a pré-campanha pela Lei das Eleições.

 

Conforme o advogado do União Brasil, Leandro Manzano:

 

“Tem-se observado que o pré-candidato Ataídes de Oliveira optou por iniciar sua pré-campanha de forma agressiva, desinformativa e com evidente desrespeito à legislação eleitoral. Aquele que se propõe a iniciar o debate público de ideias junto à sociedade, nesta fase anterior às eleições, necessita de respeito aos demais pré-candidatos e, acima de tudo, respeito à legislação de regência.”

 

 

Posted On Sexta, 16 Janeiro 2026 07:09 Escrito por O Paralelo 13

Da Assessoria

 

 

Relatora da matéria no Senado, a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) celebrou a sanção da Lei 15.344, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União no último dia 13 que institui a Política Nacional de Indução à Docência na Educação Básica. Conhecida como “Mais Professores para o Brasil”, a nova lei tem o foco em atrair estudantes para a licenciatura e reduzir a evasão nos cursos de formação docente. A lei é oriunda do Projeto de Lei 3.824/23, de autoria do senador Flávio Arns.

 

Entre as principais medidas da legislação, está a concessão de bolsas para estudantes com alto desempenho no ensino médio que optarem por cursos presenciais de licenciatura, especialmente em áreas e regiões com escassez de professores. A proposta busca tornar a carreira docente mais atrativa desde o ingresso na universidade.

 

A lei também prevê que, após a formação, os bolsistas atuem por pelo menos dois anos na rede pública de educação básica. Além disso, profissionais já formados que decidirem lecionar em áreas com déficit de professores poderão receber bolsas, desde que realizem pós-graduação voltada à docência durante esse período.

 

“Estamos enfrentando um apagão docente. Infelizmente, o número de professores da educação básica tem caído a cada dia pela falta de incentivo, de melhoria salarial e de valorização da carreira. A política cria bolsas de incentivo tanto para estudantes que desejam seguir a docência quanto para profissionais de outras áreas que queiram se qualificar e atuar na educação básica, sempre com a devida formação pedagógica”, afirmou a senadora.

 

Outro ponto importante relatado por Dorinha é o aperfeiçoamento da seleção de novos professores, com a realização anual da Prova Nacional Docente (PND), além de campanhas de valorização do magistério e maior integração dos universitários com escolas da educação básica. Para a senadora, a política fortalece a educação pública ao incentivar mais jovens a escolherem a licenciatura e a permanecerem na profissão.

 

 

Posted On Quinta, 15 Janeiro 2026 14:34 Escrito por O Paralelo 13

Popularidade de Lula patina, mas sobrenome Bolsonaro segue como obstáculo eleitoral

 

 

Por Daniel Marcelino

 

Levantamento da Genial/Quaest, divulgado na manhã desta quarta-feira (14/1) indica que a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permanece estável e dentro da margem de erro. O primeiro retrato da pesquisa da Genial/Quaest em 2026, no entanto, traz um sinal político negativo para o Planalto: hoje, 49% desaprovam a gestão Lula, enquanto 47% aprovam.

 

Em dezembro, o cenário era praticamente empatado, com 49% de desaprovação e 48% de aprovação. A variação reforça a leitura de estagnação nos índices de popularidade, com leve predominância da desaprovação no início do ano.

 

Cenários eleitorais

 

 

No cenário considerado mais provável pela pesquisa, o presidente Lula aparece na liderança da corrida presidencial, com 35% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro ocupa um segundo lugar confortável, com 26%, enquanto Ratinho Júnior surge mais distante, com 9%.

 

Em um cenário alternativo que inclui Tarcísio de Freitas, Lula mantém a dianteira, com 36%. Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 23%, seguido por Tarcísio, com 9%, e Ratinho Júnior, com 7%.

 

Nas simulações de segundo turno, o presidente venceria todos os adversários testados da oposição. As margens variam de acordo com o nome enfrentado: a vantagem é mais estreita contra Tarcísio de Freitas, de cinco pontos percentuais, e mais ampla contra Renan Santos, chegando a 20 pontos. Em disputas diretas contra Flávio Bolsonaro e Ratinho Júnior, Lula venceria por uma margem de sete pontos percentuais.

 

Resistência ao sobrenome Bolsonaro

Para 43% dos entrevistados, um candidato de oposição fora da família teria mais chances de derrotar Lula, enquanto apenas 34% acreditam que alguém com o sobrenome Bolsonaro conseguiria vencer a disputa.

 

A escolha de Flávio como nome preferencial do grupo divide opiniões: 44% avaliam que Jair Bolsonaro errou ao indicá-lo, ante 43% que consideram a decisão correta. Os números representam uma queda relevante em relação a dezembro, quando 54% viam a indicação como equivocada.

 

Quando questionados sobre temores políticos, 46% dizem ter mais medo da volta da família Bolsonaro ao poder, contra 40% que afirmam temer mais a continuidade de um governo Lula.

 

Sobre a pesquisa

A pesquisa foi realizada presencialmente entre os dias 8 e 11 de janeiro, com 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada com o número BR 00835/2026.logo-jota

 

 

Posted On Quinta, 15 Janeiro 2026 05:04 Escrito por O Paralelo 13
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