Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
A primeira rodada da Paraná Pesquisas para as eleições de 2026 no Tocantins, divulgada nesta sexta-feira, 28, reforça que a disputa pelo Governo do Estado permanece apertada entre a senadora Professora Dorinha Seabra e o deputado federal Vicentinho Júnior, enquanto, na corrida pelas duas vagas ao Senado, Eduardo Gomes mantém a liderança.
O levantamento foi contratado pela Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto), em parceria com a TV Jovem/Record, e realizado presencialmente entre os dias 25 e 27 de agosto. Foram ouvidos 1.504 eleitores em 70 municípios tocantinenses. A margem de erro é de aproximadamente 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número TO-02900/2026.
DORINHA E VICENTINHO: EMPATE TÉCNICO

Na pesquisa estimulada para governador, Professora Dorinha aparece numericamente à frente, com 37,3%, e Vicentinho Júnior soma 35,5%. A diferença é de apenas 1,8 ponto percentual e, considerada a margem de erro, os dois estão tecnicamente empatados.
Na sequência aparecem Laurez Moreira, com 7,6%; Ataídes de Oliveira, 5,1%; Subtenente Luiz Carlos, 1,6%; Du Pereira, 1,2%; e Professor Witer Naves, 0,2%. Outros 5,4% não souberam ou não opinaram, enquanto 6,1% responderam nenhum, branco ou nulo.
A espontânea, entretanto, talvez seja o retrato mais evidente de quanto esta eleição ainda está aberta. Dorinha registra 19,5% e Vicentinho, 18,9%, enquanto nada menos que 49,7% dos entrevistados ainda não sabem ou não opinaram espontaneamente.
É justamente aí que está uma das grandes “bolhas” desta eleição. Há muita campanha sendo feita, muita articulação partidária, muita movimentação nas redes sociais e muito entusiasmo dentro dos grupos políticos. Mas existe um enorme contingente de eleitores que ainda não colocou definitivamente o nome de um candidato na cabeça.
EDUARDO GOMES LIDERA PARA O SENADO
Na disputa pelas duas vagas ao Senado, Eduardo Gomes aparece na liderança isolada do cenário estimulado, com 35,1% das intenções de voto. Alexandre Guimarães vem em segundo, com 21,6%, seguido muito de perto por Carlos Gaguim, com 20,8%.
Depois aparecem Ronaldo Dimas, com 16%; Vanderlei Luxemburgo, 15%; Eli Borges, 14,2%; e Paulo Mourão, 14%. Hélio Rodrigues Bolsonaro e Nilton Santos têm 3,3% cada; Fábio Ribeiro, 2,8%; Professor Osvaldo, 2%; Apóstolo Flávio Braga, 1,3%; e Osvany Luz, 0,4%.

Alexandre Guimarães, desponta como o segundo mais lembrado na expontânea
Na espontânea, Eduardo Gomes também ocupa a primeira colocação, com 9,8%, seguido por Alexandre Guimarães, com 6,9%, e Gaguim, com 5,1%. Mas aqui aparece novamente o dado que recomenda prudência: 69% dos entrevistados ainda não souberam ou não opinaram espontaneamente sobre seus candidatos ao Senado.
ELEIÇÃO CONTINUA ABERTA

O Observatório Político de O Paralelo 13 já havia decidido não fazer uma análise conclusiva a partir de apenas um levantamento. Estamos diante das primeiras rodadas de diferentes institutos, cada um com metodologia, amostra e período de campo próprios.
Por isso, é preciso separar fotografia de sentença.
Os números divulgados até agora ajudam a mostrar tendências, mas não autorizam ninguém a declarar eleição ganha. O grande volume de eleitores ainda sem uma escolha espontânea demonstra que existe muito espaço para movimentação durante a campanha.
Há, porém, um ponto que chama a atenção na leitura conjunta dos levantamentos divulgados nos últimos dias: Eduardo Gomes vem ocupando a liderança nas pesquisas para o Senado. A própria Quaest também o colocou numericamente à frente na disputa, e o Real Time Big Data apontou Gomes na primeira posição, com Alexandre Guimarães em segundo.
Isso não significa eleição vencida. Eleição se ganha nas urnas. Significa apenas que, neste momento da campanha, Eduardo Gomes parte de uma posição eleitoralmente confortável em relação aos demais concorrentes.
Para o Governo, a fotografia exige ainda mais cautela. A Paraná Pesquisas coloca Dorinha e Vicentinho em empate técnico, repetindo o cenário de forte competitividade observado em outros levantamentos recentes.
ATÉ SEGUNDA-FEIRA
O Observatório Político de O Paralelo 13 prefere não correr atrás dos números para chegar primeiro a uma conclusão. Prefere colocá-los sobre a mesa, comparar metodologias, observar convergências e divergências e somente depois fazer sua leitura política.
Na próxima segunda-feira, O Paralelo 13 apresentará sua análise opinativa sobre o conjunto dos resultados dos quatro institutos de pesquisas de intenção de voto divulgados nos últimos dias, olhando Governo e Senado e, principalmente, aquilo que os números dizem e também aquilo que ainda não conseguem dizer.
Até lá, uma conclusão já pode ser registrada: a sucessão estadual está aberta, existe uma enorme parcela do eleitorado ainda a ser conquistada e nenhuma candidatura pode se dar ao luxo de confundir a própria bolha política com a vontade das urnas.
A campanha está apenas começando.