Denúncias podem ser feitas pelos números (63) 3363-1682 ou (63) 3363-1664
Por Vania Machado
A Polícia Civil do Tocantins está à procura de Abrão Laurindo de Albuquerque, 39 anos, e Lindomar da Silva, 58 anos, ambos são investigados pelo crime de estupro de vulnerável, fatos ocorridos em Porto Nacional, no ano passado. Os casos são investigados pela pela 8ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e Vulneráveis (DEAMV - Porto Nacional) e ambos estão com mandados de prisão preventiva em aberto. Quem souber de qualquer informação sobre o paradeiro dos suspeitos, entre em contato pelos telefones/whatsapp (63) 3363-1682 (DEAMV) ou (63) 3363-1664 (Central de Flagrantes). O anonimato é garantido.
A delegada responsável pelas investigações, Fernanda de Siqueira, explica que o primeiro suspeito, conhecido como “Pastor Abrão”, é investigado pelo crime de estupro de vulnerável e exploração sexual, praticado contra um adolescente de 12 anos, crime ocorrido em outubro do ano passado. “Temos muitos elementos que indicam ele como autor desse crime, inclusive suspeita de aliciar outros adolescentes. Nesse caso específico, a vítima relatou o abuso para mãe, para o tio e confirmou durante a escuta especializada”, informa.
Já o segundo suspeito é investigado por abusar de uma adolescente menor de 14 anos, fato ocorrido em maio de 2023.
Em ambos os casos, todas as diligências e procedimentos necessários foram adotados, mas os suspeitos não foram encontrados até o momento. “Contamos com a ajuda da população para ajudar a encontrar esses dois homens e assim dar uma resposta a essas vítimas. Qualquer informação que possa nos ajudar a encontrar os suspeitos pode ser enviada por esses contatos, de forma anônima e sigilosa. O que precisamos é saber onde eles se encontram para que possam responder pelos crimes que cometeram”, finaliza.
De acordo com ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a operação deflagrada nesta segunda-feira trata-se de uma perseguição pelo governo do presidente Lula (PT)
Por Isabel Dourado
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta segunda-feira (29/1), que nunca recebeu nenhum relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Ele disse ainda que desconhece que os filhos dele tenham pedido qualquer informação para Alexandre Ramagem.
"Desconheço qualquer pedido deles (de meus filhos) para o Ramagem, de qualquer assunto confidencial"
A Polícia Federal deflagrou, nesta manhã, nova fase da Operação Vigilância Aproximada, contra o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).
De acordo com Bolsonaro, a operação deflagrada nesta segunda-feira trata-se de uma perseguição pelo governo do presidente Lula (PT) e afirmou que nada será encontrado. “Eles querem me associar a essa ‘Abin paralela’ mas não vão encontrar nada. É uma pesca em piscina. Não vão tirar um peixe. Estou sendo perseguido pelo governo do Lula”, disse Bolsonaro à rede CNN.
O ex-presidente afirmou que estava sem sinal de celular, por volta das 6h, na praia da Joaquina, na região de Angra. “Eu estava sem sinal de celular. Somente por volta das 9h30 que soube dessa operação. Eu sempre saio bem cedo para pescar. A pergunta que fica é: por que a PF chegou por volta das 7h30? Por que não chegaram às 6h, como fazem?” Bolsonaro também negou que houve apreensão de computador da Abin, e alegou que a informação a respeito da apreensão de um computador da Abin era fake news por parte da imprensa.
Depoimento na PF
Segundo o ex-presidente, o filho Carlos Bolsonaro vai prestar depoimento na PF nesta terça-feira (30/1). Bolsonaro afirmou que o processo está em segredo de justiça, que o depoimento do filho dele já estava marcado e negou qualquer ligação com a apreensão deflagrada nesta segunda-feira.
"Ele (Carlos Bolsonaro) vai prestar depoimento, já estava marcado a alguns dias. Poxa, que participação que ele tem na Abin paralela?", perguntou. Questionado se ele teria dado algum tipo de orientação ao filho Bolsonaro afirmou que ele estará acompanhado pelos advogados. "Os advogados vão acompanhar e orientar, não serei eu."
* Estagiária sob supervisão de Carlos Alexandre de Souza
Por Ana Luiza Dias
O cenário atual das organizações criminosas (Orcrim) no Sistema Prisional Brasileiro foi tema da palestra ministrada pelo diretor de Inteligência e pelo chefe de operações de inteligência da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), Sandro Abel Sousa Barradas e Sérgio Medeiros, respectivamente, a policiais civis, penais, militares e federais que compõem as forças de segurança do Tocantins. A palestra ocorreu na tarde desta quinta-feira, 25, no auditório da Escola Superior de Polícia (Espol), em Palmas.
Durante a palestra, os membros do Senappen abordaram as estruturas das principais facções criminosas do país e apresentaram diagnósticos e ações para reduzir o impacto das Orcrim no cárcere e nos crimes que afetam a segurança pública local e nacional.
Para o diretor de inteligência da Senappen, Sandro Abel Sousa Barradas, a vinda ao Tocantins é de suma importância porque quando se fala de crime organizado é essencial entender o que acontece em todo o país para que se tenha uma visão ampla dos locais que impactam a segurança pública do estado.
“É muito importante identificar melhor a estrutura dessas organizações para que o Estado consiga concentrar forças em áreas e ações com mais eficiência. E o nosso objetivo aqui é trazer essa percepção a todos. O Tocantins nos mostrou que temos uma evolução muito grande, mesmo com alguns momentos críticos, temos um avanço no controle dessas organizações, principalmente com o ambiente prisional controlado e operações integradas e pontuais ligadas às organizações criminosas”, completou o diretor Sandro Abel.
Furto de energia é crime passível de pena de reclusão e multa
Com Ascom Energisa e DICOM SSP-TO
Somente em 2023 a quantidade de energia furtada no Tocantins, considerando o consumo médio da classe residencial, daria para abastecer uma cidade como Colinas por um período de um ano. O município, conforme o último censo do IBGE em 2022, possui 34.233 habitantes e é o 6º maior no Estado.
Conforme dados divulgados pela Energisa, a quantidade de energia furtada em 2023 foi de 35.492 MWh. Um balanço feito pela Concessionária em parceria com a Polícia Civil do Estado (PCTO) mostrou que, no ano passado, 31.918 inspeções conjuntas foram realizadas e 4.085 casos de furtos foram identificados. Além disso, foram registrados 139 boletins de ocorrências, o que equivale a uma média de um a cada três dias.
“O famoso ‘gato’, como é popularmente conhecido o furto de energia, está descrito no Artigo 155, Parágrafo III do Código Penal e prevê uma pena de um a quatro anos de reclusão, e multa. Além de responder a um processo criminal, a pessoa que comete este tipo de delito está colocando a sua vida e a de seus familiares em risco, vez que na maioria dos casos a pessoa não possui capacitação para realizar essas ligações elétricas”, destaca a delegada titular da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes contra Concessionárias de Serviço Público (DRCSP - Palmas), Lucélia Marques.
De acordo com o coordenador de Medição e Combate a Perdas da Energisa, Ricardo Pedrosa, a ligação clandestina de energia elétrica é considerada um crime e, além disso, pode colocar em risco a vida das pessoas. Ele destacou ainda, a importância de denunciar casos de ligações clandestinas, uma vez que todos os usuários acabam pagando pelos custos desses crimes.
"A rede elétrica foi projetada para atender a um determinado número de clientes. Furtos de energia, ou os famosos ‘gatos’, podem prejudicar todos os usuários, causando sobrecarga na rede, oscilações, quedas de energia e danos a equipamentos e transformadores. Por isso é fundamental que a população esteja ciente dos riscos e prejuízos associados ao furto de energia elétrica e a utilize de forma responsável e legal, garantindo a segurança e o bem-estar de todos", explicou.
O furto de energia elétrica é uma infração tipificada nos artigos 155 e 171 do Código Penal Brasileiro, sujeita a penas que incluem até quatro anos de reclusão, além de uma multa. Importante destacar que a denúncia de casos de furto de energia pode ser realizada de maneira fácil e anônima. Para isso, basta entrar em contato com a Energisa por meio dos diversos canais de atendimento disponíveis, como o call center, no número 0800 721 3330.
Dados
De acordo com os dados divulgados, o número de ligações clandestinas de energia elétrica identificadas no Tocantins tem variado nos últimos anos. Em 2020, foram registradas 5.167 ligações ilegais, seguidas por 4.873 em 2021; e 5.318 em 2022. No ano de 2023, entretanto, o número de ligações clandestinas identificadas apresentou uma redução, atingindo 4.085, representando uma queda de 23,1% em comparação ao ano anterior.
A prisão do investigado, vulgo Malbec, é decorrente da Operação Dominação Miracity, que ocorreu em Miracema
Ana Luiza Dias
Neste sábado, 20, em Palmas, a Polícia Civil do Tocantins prendeu um homem de iniciais L.M.R, vulgo Malbec, de 29 anos, investigado por ser membro de organização criminosa e fomentar o tráfico de drogas no Estado. A ação é decorrente da operação Dominação Miracity que ocorreu na última sexta-feira, 19, em Miracema do Tocantins.
O delegado titular da 68ª Delegacia de Polícia de Miracema, Clecyws Antonio de Castro Alves, explica que a investigação, que começou no mês de março de 2023, apontou Malbec como um dos principais líderes da facção criminosa carioca que ainda estava em liberdade no Tocantins. “Trabalhamos arduamente nesse período para chegar até o alvo. Os policiais foram a campo, realizaram diversas diligências. E também contamos com intensa atuação da 1ª DHPP, que fez o monitoramento do suspeito para que hoje pudéssemos alcançar êxito nessa prisão”, ressaltou o delegado.
A prisão
A prisão de Malbec foi executada pela equipe da 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP - Palmas) que, após realizar o monitoramento do suspeito, o localizou em um apartamento na quadra 1203 Sul, em Palmas. O Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE) também auxiliou na prisão do suspeito.
O delegado titular da 1ª DHPP, Guilherme Torres, informou que o investigado percebeu a presença da polícia e tentou fugir do local. “Ele tentou pular do segundo andar do prédio, mas a equipe conseguiu capturá-lo e efetuar a prisão. No apartamento também estava a irmã do suspeito, de inciais R.M.R e 26 anos de idade, que possui condenação por tráfico em Goiás e tinha mandado de prisão em aberto”, explicou.
Malbec e a irmã foram conduzidos à 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil, em Palmas, e após os procedimentos legais cabíveis, serão encaminhados ao sistema penal.