Mais de dois mil carrapatos foram coletados desde junho; até o momento, amostras analisadas não identificaram agente causador da doença
Texto: Eduardo Lobo
A Secretaria Municipal da Saúde de Palmas (Semus), por meio da Diretoria de Vigilância Ambiental e Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (DVAUVCZ), mantém o monitoramento sistemático de carrapatos em áreas de interesse epidemiológico da Capital, bem como vem reforçando as ações de orientações para evitar o contato com esses animais. Desde junho deste ano, mais de dois mil carrapatos já foram coletados, como parte de um trabalho sistemático de monitoramento em áreas consideradas de interesse epidemiológico. Todo o material é encaminhado para análise laboratorial na Friocruz.
Até o momento, todas as amostras analisadas apresentaram resultado negativo, ou seja, não há identificação laboratorial que indique a circulação do agente causador da febre maculosa em Palmas. Mesmo diante desse cenário favorável, a Semus mantém as ações de vigilância, especialmente em áreas com maior circulação de pessoas e animais.
Apesar de não haver casos da doença registrados na Capital, a Semus reforça que isso não significa que o risco seja zero. Palmas têm características ambientais que favorecem a presença de carrapatos, como áreas de mata, vegetação próxima a córregos e presença de capivaras em regiões urbanas e periurbanas. Por isso, as coletas seguem, principalmente, em locais como o Parque Cesamar, que reúne vegetação, grande fluxo de pessoas e presença de animais.
O fato de ter carrapatos, afirma o biólogo Anderson Brito Soares, analista em Saúde da DVAUVCZ, não quer dizer que há presença de febre maculosa. “É nessa época que aumenta, principalmente, a quantidade de carrapatos, por ser o período de reprodução. Por isso, é comum encontrar maior concentração de larvas e ninfas”, explica.
A doença
A febre maculosa é uma doença infecciosa transmitida pela picada de carrapatos infectados por uma bactéria chamada Rickettsia. Ela não passa de pessoa para pessoa: é preciso que o carrapato contaminado fique grudado no corpo por um tempo para transmitir a bactéria.
A doença pode ser grave se não for tratada logo no início.
Prevenção
O importante é evitar picadas de carrapatos, especialmente para quem frequenta parques, áreas de mata ou zonas rurais. Se for para estes tipos de áreas, o indicado é usar roupas claras e de mangas compridas. Além disso, usar repelentes específicos, usar calça comprida com a barra por dentro da bota ou do tênis e na volta de áreas de mata, é importante examinar o corpo com calma, principalmente atrás dos joelhos, virilha, couro cabeludo e atrás das orelhas.