Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
É curioso observar como certos atores da política local transformam a saúde pública em palanque, como se fosse um problema de fácil resolução, bastando apontar falhas e repetir slogans. A postura de se autoproclamar “vigilante da saúde” soa mais como espetáculo do que como compromisso. Fiscalizar é dever de qualquer vereador, mas limitar-se a denunciar sem propor soluções concretas é abdicar da responsabilidade de legislar. Se alguém realmente sabe o que precisa ser feito, por que não apresenta projetos de lei, regulamentações ou políticas que possam melhorar o sistema? O papel de vereador não é apenas criticar, mas construir.

Enquanto isso, a atual gestão municipal de Palmas vem enfrentando de frente nós históricos da saúde em Palmas. Problemas que se acumularam por anos e que nenhuma outra administração ousou sequer tocar estão sendo desfeitos, passo a passo. A ampliação da capacidade de atendimento, a reorganização dos serviços e o esforço para manter a rede funcionando em meio a dificuldades econômicas e pressões políticas mostram que há trabalho sério em andamento. Não é simples, não é rápido, e certamente não é perfeito — mas é real.

O que muitos esquecem — ou fingem esquecer — é que esse tipo de crítica visceral não fica apenas no discurso. Muitas vezes, ela induz outros poderes a tomar atitudes que acabam por jogar por terra conquistas já comemoradas pela população. Viram impedimentos, retaliações e entraves ditos “legais”, que atrasam ainda mais o calendário de atendimentos. E cada atraso significa risco real: vidas que poderiam ser salvas ficam à mercê da disputa política.

Não adianta ficar apenas nas críticas, sem mostrar capacidade para fazer política. Os eleitores já estão espertos com os falsos profetas que fazem das mazelas sociais palanques para galgar cargos eletivos, pensando apenas em si. A sociedade já percebeu que a retórica vazia, sustentada por aparições midiáticas sem conteúdo, não resolve problemas concretos. O verdadeiro político precisa apresentar projetos consistentes, propostas viáveis e disposição para o diálogo, em vez de se limitar a ataques levianos. Quem não demonstra preparo, conteúdo e compromisso com o coletivo, acaba revelando sua fragilidade diante daqueles que, mesmo criticando, trazem soluções e se mostram capazes de governar. O tempo dos discursos fáceis está acabando; hoje, o eleitor exige responsabilidade, clareza e resultados.

A crítica vazia, sem proposta, é confortável. O enfrentamento das dificuldades, com medidas concretas, é árduo e exige coragem. A população merece mais do que discursos inflamados; merece gestores que assumam a responsabilidade de melhorar o que existe, mesmo quando o cenário é adverso. Palmas não precisa de vigilantes de ocasião, nem de oportunidades, precisa de líderes que façam a sua parte. E, neste momento, a gestão atual demonstra que está disposta a enfrentar o desafio.