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Classe média amplia rejeição e vira foco da disputa em 2026, mostra AtlasIntel

Posted On Terça, 28 Abril 2026 13:30
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Pesquisa mostra desgaste nas faixas intermediárias enquanto base de baixa renda sustenta Lula

 

 

Por Marina Verenicz

 

 

Os dados da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (28), indicam que o desgaste do governo se concentra cada vez mais na classe média, enquanto a base de menor renda segue relativamente mais favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Entre eleitores com renda de até dois salários mínimos, Lula mantém aprovação em 51,8%, com desaprovação de 47,1%. O quadro se inverte nas faixas intermediárias. Entre quem ganha de R$ 2 mil a R$ 3 mil, a desaprovação sobe para 65,1%, com aprovação em 34,2%. Na faixa de R$ 3 mil a R$ 5 mil, o padrão se repete, com 60,6% de desaprovação e 39,3% de aprovação.

 

O comportamento desse grupo altera o centro de gravidade da eleição. A base mais pobre segue relativamente alinhada ao governo, mas a perda de apoio entre eleitores de renda média amplia o espaço para a oposição justamente no segmento que costuma decidir eleições apertadas.

A tendência se reforça quando se observa o topo da renda. Entre quem ganha acima de R$ 10 mil, a desaprovação chega a 55,5%, enquanto a aprovação fica em 43,9%. O padrão indica que o desgaste não está concentrado apenas na elite, mas distribuído ao longo das faixas intermediárias.

 

Esse deslocamento ajuda a explicar o ambiente competitivo captado nos cenários eleitorais. Lula mantém liderança no primeiro turno, mas enfrenta dificuldades para ampliar vantagem no segundo, onde a disputa se dá justamente sobre o eleitorado mais volátil.

 

A classe média, mais sensível a temas como inflação, renda e percepção econômica, passa a ter peso decisivo na formação do resultado.

 

Na prática, o dado impõe um desafio específico ao governo. A manutenção do apoio entre os mais pobres não é suficiente para garantir vantagem confortável, enquanto a perda nas faixas intermediárias amplia o espaço para crescimento de adversários.

 

A pesquisa ouviu 5.008 pessoas entre os dias 24 e 27 de abril, por meio de questionário digital. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07992/2026.

 

 

 

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