Da Assessoria
Entre 29 de junho e 3 de julho, o Juizado Especial Federal Itinerante (JEF Itinerante) realizou cerca de 600 perícias médicas no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Formoso do Araguaia. A ação beneficiou moradores de Formoso do Araguaia, Dueré, Sandolândia, Araguaçu e Figueirópolis, comunidades indígenas da Ilha do Bananal e famílias de assentamentos rurais.
Os atendimentos ocorreram entre os dias 29 de junho e 3 de julho, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), com uma estrutura montada para receber centenas de pessoas ao longo da semana. Três médicos peritos participaram do mutirão, realizando cerca de 120 avaliações por dia.
A maior parte do público atendido foi formada por integrantes dos povos indígenas das etnias Karajá, Javaé e Avá-Canoeiro, que vivem na Ilha do Bananal. A iniciativa reduziu a necessidade de deslocamentos para outros municípios e facilitou o acesso dessas comunidades aos serviços da Justiça Federal.
De acordo com a diretora do Núcleo de Apoio da Coordenação dos Juizados Especiais Federais no Tocantins (NUCOD/TO), Ana Lucia Batista dos Santos, o objetivo do programa é reduzir as dificuldades enfrentadas por moradores de regiões remotas para acessar a Justiça Federal.
Segundo ela, levar o atendimento até essas comunidades representa mais do que facilitar a realização de perícias. A iniciativa busca garantir que pessoas em situação de vulnerabilidade consigam exercer seus direitos sem enfrentar barreiras geográficas e financeiras.
A ação foi coordenada pelo juiz federal Igor Pinheiro Itapary, responsável pelos Juizados Especiais Federais no Tocantins.
Mesmo no dia 29 de junho, quando houve ponto facultativo em razão da partida da Copa do Mundo entre Brasil e Japão, os atendimentos foram feitos
mantidos para evitar prejuízos aos cidadãos que já estavam agendados. Os trabalhos começaram às 7 horas e seguiram até o início da tarde.
O Juizado Especial Federal Itinerante percorre municípios do interior justamente para descentralizar os serviços da Justiça Federal, reduzindo deslocamentos e ampliando o acesso da população a benefícios previdenciários e assistenciais, especialmente em localidades onde a presença do Poder Judiciário é mais limitada.