A BOLHA ILUSIONÁRIA DOS DETENTORES DE MANDATO EM BUSCA DA REELEIÇÃO

Posted On Quarta, 22 Abril 2026 05:05
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PANORAMA POLITICO

 

Direto de Sorriso

 

 

Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

Grande parte dos atuais detentores de mandato no Congresso Nacional vive dentro de uma bolha ilusória, alimentada por informações filtradas por seus “aspones” — assessores pagos para dizer exatamente o que o político quer ouvir. Essa engrenagem cria a falsa sensação de que seus mandatos pífios são, na verdade, pujantes, e de que a reeleição é apenas uma questão de tempo.

 

O problema é que quem não sair dessa bolha corre sério risco de ser derrotado. O eleitor, independente de idade, escolaridade ou condição social, está cada vez mais desligado do processo sucessório de 2026. O custo de vida segue em alta, mesmo com o governo federal afirmando que a inflação está sob controle. A cada semana, há reajustes nos supermercados, nas frutarias, nas passagens terrestres e aéreas, nas contas de luz e água, nas bombas de combustíveis, nas mensalidades escolares e no transporte urbano. O bolso do trabalhador e do chefe de família encolhe, e o poder de compra diminui, afetando diretamente a qualidade da alimentação na mesa.

 

Esse eleitor dará sua resposta nas urnas em outubro. Não há como fugir: os culpados, na visão popular, são o governo, os congressistas detentores de mandato e os candidatos à reeleição.

 

O TEATRO DA ILUSÃO

 

 

Políticos iludidos acreditam estar entre os mais bem avaliados, sempre figurando entre os dois mais cotados para o Senado ou para a Câmara. Quando resolvem sair do ar-condicionado e da roda de bajuladores, aparecem em festas de aniversário de cidades ou inaugurações de obras. Lá, encontram o mesmo grupo de “bobos da corte”, velhos conhecidos, que batem palmas e gritam seus nomes. Mas basta o pagador, o iludido, deixar o microfone para que as cadeiras da plateia fiquem vazias, sem a animação das suas “chacretes”.

 

Depois do evento, o político retorna à bolha, para seus drinques e sua picanha ao ponto, feita na brasa de eucalipto que não faz fumaça — assim como suas pretensões de reeleição, que queimam por igual.

 

Nas eleições, quem mais agride, acusa ou xinga não será ouvido. Esse comportamento representa apenas desespero. O eleitor quer respeito, boas propostas e projetos consistentes. Xingamento não conquista voto, muito menos eleição.

 

O ALERTA FINAL

 

 

O Observatório Político do Paralelo13, que neste mês de abril completa 40 anos de atuação, reafirma sua linha editorial reta, respeitosa e destemida. A Família O Paralelo13 — Edson Rodrigues (diretor-presidente), Edivaldo Rodrigues (editor-geral) e Edmar Rodrigues (diretora financeira) — anuncia o retorno do jornal impresso, com a mesma independência editorial. Publicaremos pesquisas de intenção de voto e análises criteriosas dos resultados, sem medo de expor a realidade.

 

Nossa linha continuará apimentada e independente, sempre dentro dos limites constitucionais, baseados na liberdade de expressão e na liberdade de imprensa. Que nos aguardem, principalmente os políticos que terceirizam suas reeleições via prefeitos, vereadores e cabos eleitorais, enquanto criam páginas para enaltecer suas atuações e personalidades.

 

O oxigênio da bolha tem prazo de validade. Quem insistir em viver dentro dela, ignorando o eleitor real e suas dificuldades, corre o risco de ver sua carreira política se desfazer no calor das urnas.

 

 

 

 

 

 

Última modificação em Quarta, 22 Abril 2026 05:18
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