Caso Marcola afeta mais Lula que inquéritos contra Lulinha

Posted On Quarta, 12 Agosto 2026 15:27
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Fábio Luís Lula da Silva, presidente Lula e Marco Aurélio Ribeiro Fábio Luís Lula da Silva, presidente Lula e Marco Aurélio Ribeiro

Monitoramento digital realizado pela Palver aponta que repercussão negativa para o presidente da República é maior na citação ao ex-chefe de gabinete

 

 

Por Nathalia Fruet

 

 

O envolvimento de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a empresária e lobista Roberta Luchsinger — investigada por suposta participação no escândalo do INSS — gerou uma forte resposta negativa em redes sociais e grupos de mensagens.

 

 

É o que mostram dados da Palver, empresa de tecnologia que faz monitoramento digital. De acordo com o levantamento, 87% de mensagens sobre o escândalo são desfavoráveis a Marcola e ao presidente Lula em plataformas como Instagram e X (antigo Twitter). Em grupos de conversa do Telegram e WhatsApp, esse percentual é ainda maior: 94% de comentários desfavoráveis.

 

O pico de menções ao caso envolvendo o ex-chefe de gabinete ocorreu no último dia 4 de agosto, quando houve a confirmação de que Marcola recebeu R$ 249 mil de Roberta Luchsinger. Na ocasião, também veio à tona a informação de que Marcola quitou o empréstimo em questão no início deste ano.

 

Em números absolutos, foram 833 menções a cada 100 mil postagens nas redes sociais e 373 comentários a cada 100 mil postagens nos grupos de mensagens.

 

De acordo com o levantamento da Palver, Lula e o governo ficam mais vulneráveis na citação a Marcola do que nas investigações contra o filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que é alvo de investigações da Polícia Federal também por conta do suposto envolvimento no caso do INSS.

 

Segundo a Palver, no caso dos inquéritos abertos contra o filho do presidente, a maioria defendeu Lula e predominou a narrativa de que Lulinha se tornou alvo por perseguição política.

 

O mesmo não ocorreu, entretanto, quando houve a confirmação de que Marcola pediu dinheiro para Roberta Luchsinger, lobista que é próxima do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Mais do que isso, uma das narrativas que prevaleceu neste caso foi a de que haveria "dinheiro do INSS no gabinete de Lula", acusação que, até o momento, não tem respaldo sequer em investigações preliminares.

 

Na avaliação do CEO da Palver, Felipe Bailez, o fato de o filho de Lula já ter sido investigado, no passado, e nunca condenado pelas acusações pode ter contribuído para que o assunto agora não tenha ampla adesão negativa.

 

“Acho que o Lulinha tá vacinado desse tipo de ataque, justamente, por causa de um monte de informação falsa que circula a respeito dele há muito tempo, isso cria um clima de perseguição e solidariza à esquerda. No caso do Marcola, é uma figura nova e o escândalo tem uma concretude material que torna a defesa pública muito difícil ", destaca o CEO.

 

 

 

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