Da Redação
O cenário político de Palmas entrou em ebulição após o vereador e pré-candidato a deputado estadual Carlos Amastha usar a tribuna da Câmara Municipal para fazer uma denúncia grave que atinge diretamente a ex-prefeita Cinthia Ribeiro e o senador Irajá Silvestre.
Em um discurso duro e sem rodeios, Amastha acusou ambos de tentarem articular uma suposta fraude de filiação partidária ao PSB com objetivos eleitorais. Segundo ele, a movimentação teria como pano de fundo a construção de uma chapa para 2026 e a tentativa de enfraquecer adversários políticos no estado.
JOGO ELEITORAL
Da tribuna, Amastha foi direto ao ponto. Afirmou que Cinthia Ribeiro estaria tentando viabilizar uma entrada no PSB por caminhos irregulares, com o apoio do senador Irajá, para lançar uma pré-candidatura ao governo do Tocantins. “Ela está querendo fraudar a filiação para queimar o Laurez e lançar candidato ao governo, pegar o PSB e o senador Irajá fazer o que ele é especialista”, disparou.
Mais do que uma disputa política, a declaração coloca no centro da crise uma possível violação das regras partidárias e eleitorais. Caso haja qualquer tipo de irregularidade na filiação, o caso pode ultrapassar o campo político e entrar na esfera criminal.
ENGENHARIA POLÍTICA 2026
Ex-prefeita Cinthia Ribeiro e Irajá Abreu
A denúncia vai além. Segundo Amastha, haveria uma estratégia articulada envolvendo o senador Irajá Silvestre para consolidar uma chapa majoritária, na qual Cinthia disputaria o governo e ele buscaria a reeleição ao Senado.
De acordo com o vereador, essa movimentação passaria por uma tentativa de “inserção nacional” da ex-prefeita no PSB, contornando regras internas e processos formais de filiação.
INVESTIGAÇÃO FEDERAL
Diante da gravidade das acusações, o caso pode ganhar desdobramentos jurídicos relevantes. Se houver indícios mínimos de irregularidade, a situação pode ser levada à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal Eleitoral para apuração.
No caso do senador Irajá, eventual investigação pode alcançar o Supremo Tribunal Federal, em razão do foro privilegiado. Já em relação à ex-prefeita Cinthia Ribeiro e ao próprio Carlos Amastha, os procedimentos ocorreriam em instâncias distintas, o que reforça a necessidade de apurações separadas e criteriosas.
Se comprovada qualquer tentativa de fraude ao sistema eleitoral, o caso deixa de ser apenas político e passa a ser policial, com possibilidade de responsabilização criminal.
SILÊNCIO, TENSÃO E COBRANÇA POR RESPOSTAS
Vereadora Iolanda Castro é citada por Carlos Amastha
Até o momento, chama atenção o silêncio público da ex-prefeita Cinthia Ribeiro sobre as acusações específicas relacionadas à filiação partidária. O vácuo de resposta amplia a pressão e alimenta ainda mais o ambiente de especulação. O episódio ocorre em meio a outro embate político envolvendo Cinthia e a atual gestão municipal sobre dívidas e legado administrativo, o que intensifica o cenário de desgaste e confronto aberto.
É HORA DA VERDADE
Diante de acusações tão graves, não há mais espaço para versões vagas ou articulações de bastidores. A população palmense precisa de respostas claras, objetivas e, sobretudo, comprovadas.
Se houve tentativa de fraude, que se investigue. Se não houve, que se prove!