ELI BORGES CHEGA À RETA FINAL REFORÇANDO IDENTIDADE COM A DIREITA E APOIO A FLÁVIO BOLSONARO

Posted On Sexta, 02 Outubro 2026 09:11
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Por Edson Rodrigues

 

 

Na reta final da campanha eleitoral no Tocantins, o deputado federal Eli Borges (Republicanos) chega às urnas buscando consolidar uma característica que procurou deixar clara durante toda a disputa pelo Senado: sua identificação com a direita e seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

 

Eli Borges disputa uma das duas vagas do Tocantins no Senado com o número 100. Deputado federal desde 2019 e com uma trajetória política que inclui mandatos de vereador de Palmas e deputado estadual, o parlamentar construiu sua campanha combinando a apresentação de seu trabalho político com pautas conservadoras, defesa da família, liberdade religiosa e críticas ao atual governo federal.

 

Nas últimas semanas, essa identidade ganhou ainda mais espaço. A campanha passou a buscar apoio de lideranças nacionais ligadas à direita e ampliou a presença de temas nacionais em seus discursos e redes sociais. O próprio material oficial da candidatura apresenta Eli como um candidato “cristão de direita” e estabelece uma associação direta entre sua candidatura ao Senado e a de Flávio Bolsonaro à Presidência.

 

 

 

Ao contrário de uma estratégia de moderação ideológica na reta final, Eli optou por explicitar suas posições. Em atos anteriores da campanha, chegou a afirmar: “Eu não fiquei em cima do muro em Brasília, sou direita e votei com a direita”.

 

Essa postura também aparece em sua oposição à reeleição do presidente Lula. Eli responsabiliza o atual governo por problemas econômicos enfrentados pelas famílias brasileiras e apresenta uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro como alternativa política para o país. Trata-se de uma posição assumida pelo próprio candidato e transformada em um dos eixos de sua campanha.

 

Último comício

 

 

 

Nesta quinta-feira (1º), durante o último comício da coligação na região Sul de Palmas, Eli Borges dividiu o palanque com a candidata ao Governo do Tocantins, Professora Dorinha, e outros aliados.

 

Em sua fala, voltou a apresentar a disposição para defender suas posições caso seja eleito para o Senado. “Contem com o deputado Eli Borges, tenho coragem de enfrentar a batalha contra os poderosos da nação”, afirmou.

 

O candidato também procurou relembrar ações de seu mandato e o apoio destinado à área da saúde e a programas sociais, mencionando atendimentos e cirurgias realizados com recursos destinados durante sua atuação parlamentar.

 

 

 

O discurso terminou justamente com uma referência à escolha política que Eli procurou reforçar ao longo da campanha.“Cada um oferece o que pode, respeito a todos e fiz uma escolha interessante, peguei o 22, coloquei no coração e comecei dizendo que o país precisa de libertação”, declarou.

 

A referência ao número 22 reforça o alinhamento de Eli Borges com Flávio Bolsonaro, candidato que sua campanha apoia para a Presidência. No material oficial da candidatura, a associação entre os dois é apresentada diretamente ao eleitor: Flávio Bolsonaro, número 22, para presidente; Eli Borges, número 100, para o Senado.

 

Uma candidatura assumidamente à direita

 

 

 

A estratégia adotada por Eli na reta final também procura ampliar sua presença para além do eleitorado evangélico, segmento no qual construiu parte importante de sua trajetória política. Integrantes da campanha passaram a apostar mais fortemente na identificação com a direita e nas pautas conservadoras para alcançar eleitores que não necessariamente pertencem à sua base religiosa tradicional.

 

Ao longo da disputa, Eli recebeu manifestações de apoio de nomes nacionais ligados à direita e ao conservadorismo. Paralelamente, uma parcela da militância bolsonarista tocantinense também passou a demonstrar maior identificação com sua candidatura.

 

Assim, Eli Borges chega ao domingo de eleição apresentando ao eleitor tocantinense uma escolha política claramente definida. De um lado, reivindica sua experiência acumulada em mais de três décadas de vida pública e sua atuação parlamentar; de outro, coloca sua identidade conservadora e sua oposição ao governo Lula no centro da candidatura.

 

No próximo domingo, 4 de outubro, caberá aos eleitores do Tocantins decidir nas urnas quais nomes ocuparão as duas vagas do estado no Senado Federal e qual projeto político receberá seu apoio para a Presidência da República.

 

 

 

Última modificação em Sexta, 02 Outubro 2026 09:19
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