ESCÂNDALO NA DIOCESE DE PORTO NACIONAL

Posted On Terça, 02 Junho 2026 04:36
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Após minuciosa e sigilosa investigação, o Papa Leão XIV determina a remoção do Bispo Dom José Moreira

 

Desde que os frades dominicanos, oriundos do castelo medieval de São Maximin, fincado no norte da França, desembarcaram em Porto Nacional, em outubro de 1886, essa é a primeira vez que um Papa determina a imediata remoção de um bispo da governança de uma das principais dioceses do país, criada em 1915.

 

 

Por Edivaldo Rodrigues e Edson Rodrigues

 

 

O escândalo que envolve Dom José Moreira é tão assustador que autoridades eclesiásticas do Tocantins se negaram a comandar esse sombrio processo investigativo, que teve que ser conduzido por um enviado especial do Papa Leão XIV.

 

Esse processo de desintegração moral da Diocese de Porto Nacional não começou nesse bispado. Os primeiros movimentos contrários à secular história de paz, fraternidade e acolhimento do clero portuense começaram em 28 de março de 1998, com a posse de Dom Geraldo Gusmão como Bispo Diocesano, tendo o então padre José Moreira como seu principal colaborador.

 

 

Monsenhor Jacinto Sardinha

 

A partir daquele instante, os sacerdotes mais admirados, respeitados e amados pelo povo portuense, dentre eles monsenhor Juraci Cavalcante e monsenhor Jacinto Sardinha, foram retaliados, marginalizados, perdendo quase que totalmente suas funções sacerdotais, imposição do grupelho que se formou naquele ambiente de fé.

 

 

Monsenhor Juraci Cavalcante

 

O Jornal O Paralelo 13, que nunca se calou diante das injustiças, publicou um editorial de capa, intitulado “Os Óculos de Deus”, denunciando o desmonte politiqueiro que, naquele instante, se instalava no Seminário São José e na Casa Paroquial Diocesana.

 

O clero portuense reagiu com barulho. Convocou todos os sacerdotes da Diocese, que é composta por 32 municípios, sendo 30 no Tocantins e 2 em Goiás, que lotaram a Catedral de Nossa Senhora das Mercês e ali celebraram uma Missa de Desagravo, momento em que fizeram duras críticas à imprensa, principalmente ao Jornal O Paralelo 13, que não se curvou aos gritos do grupelho que, naquele instante, comandava o rebanho católico portuense.

 

Mas, o que mais machucou a nossa alma foi receber, na nossa redação, monsenhor Juraci aos prantos, pedindo que fizéssemos um bilhete endereçado ao bispo de então, dizendo que aquele fragilizado e humilhado sacerdote não era a nossa fonte. A mesma imposição foi feita a monsenhor Jacinto, que preferiu o silêncio a submeter-se a tamanha humilhação. Talvez por isso, quando Roma estudava sua indicação para o bispado portuense, sua bela e rica trajetória de vida foi desconstruída covardemente.

 

 Monsenhor Jones Pedreira

 

Conhecedores desses fatos e muitos deles vitimados por aquele grupelho, os sacerdotes portuenses, quando foram comunicados oficialmente que o novo bispo de Porto Nacional seria Dom José Moreira, boa parte deles entrou em desespero e chorou copiosamente, perguntando uns aos outros: “O que será de nós?” Monsenhor Jones Pedreira não teve como responder essa pergunta, pois recolheu seu sofrimento ao universo do silêncio até partir em direção à Morada do Pai Celestial.

 

Mas qual foi o motivo tão grave que fez com que o Papa Leão XIV destronasse Dom José Moreira do seu bispado? O Jornal O Paralelo 13 foi em busca dos fatos. Segundo informações, em off, pois o processo é altamente sigiloso, o fio do novelo começa a se desenrolar em dezembro de 2022, quando Dom José Moreira tomou posse como o 6º bispo de Porto Nacional, vindo de Januária, em Minas Gerais. De lá ele trouxe consigo um fiel escudeiro, um jovem que foi apresentado ao clero portuense como seu secretário particular.

 

 

Dom Pedro Brito Guimarães,  Arcebispo Metropolitano de Palmas

 

Esse assecla mineiro, com todo poder que lhe foi proporcionado pelo bispo diocesano, passou a interferir diretamente no cotidiano da Cúria, ousando e abusando de sua proteção, realizando modificações na estrutura administrativa e pastoral da Diocese, o que serviu para fomentar comentários maldosos, segredados nos silenciosos corredores do Seminário São José e nas sombras das colunatas da Nave Central da Catedral de Nossa Senhora das Mercês. Esse rastilho de pólvora estava endereçado a uma bomba prestes a explodir.

 

 

 José Moreira da Silva

 

E explodiu em forma de relatório. Segundo nossas fontes, consta nesse documento recebido pela Nunciatura Apostólica, em Brasília, e posteriormente encaminhado a Roma, parágrafos inteiros relatando o desrespeitoso e até agressivo relacionamento do bispo Dom José Moreira com seus sacerdotes, tratamento que era também usado com os leigos. Está registrado também o despreparo dele em questões dogmáticas, que fragilizava seus pronunciamentos, que sempre foram desprovidos de conhecimento. O relatório, ainda segundo nossas fontes, destaca a ausência de emoção em suas intervenções litúrgicas, fruto de um pregador desletrado, que priorizava os gritos e frases desconexas, o que transformava seus sermões em um amontoado de palavras vazias e soltas ao vento.

 

Ciente da atuação nefasta de Dom José Moreira e dos desmandos do seu jovem assessor, o Papa Leão XIV designou que um Visitador Apostólico viajasse a Porto Nacional. Essa decisão papal se fez necessária porque, a princípio, o Arcebispo Metropolitano de Palmas, Dom Pedro Brito Guimarães, havia sido designado para liderar o processo investigativo. Entretanto, sábio que é, ele declinou gravemente, alegando excessiva proximidade com o caso.

 

 

Seminário São José de Porto Nacional

 

Com isso, o Visitador de Roma chegou a Porto Nacional e aqui permaneceu por 4 dias, hospedado na chácara das Irmãs Dominicanas, e durante esse tempo recebeu os padres da Diocese e alguns leigos para tomar depoimentos. Após esses perturbadores relatos, o processo foi parar nas mãos do Papa Leão XIV, que, ciente das gravidades ali registradas, determinou a manutenção de sigilo absoluto, a imediata remoção do bispo Dom José Moreira da governança da Diocese de Porto Nacional e lhe deu, diplomaticamente, o ato oficial de uma renúncia obrigatória, o que faz dele um bispo emérito, aposentado de suas funções eclesiásticas pelo Código de Direito Canônico.

 

*A Família Paralelo 13, que tem um grande compromisso com o povo portuense prepara novas informações sobre esse escândalo. Em breve divulgaremos mais verdades.

 

 

Última modificação em Terça, 02 Junho 2026 16:39
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