FALTA UMA PEDRA NO TABULEIRO SUCESSÓRIO GOVERNAMENTAL

Posted On Quinta, 02 Julho 2026 05:34
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OLHO NO OLHO

 

Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

O processo sucessório de 2026 no Tocantins caminha para sua fase decisiva. As principais candidaturas já estão postas, as pesquisas de intenção de voto começaram a desenhar o cenário eleitoral e as articulações nos bastidores se intensificam à medida que se aproximam as convenções partidárias.

 

Na avaliação do Observatório Político de O Paralelo 13, entretanto, ainda falta uma peça fundamental para completar o tabuleiro da sucessão estadual: a definição do candidato ou da candidata a vice-governador na chapa encabeçada pela senadora Professora Dorinha Seabra.

 

 

 

É justamente essa escolha que pode consolidar de vez a unidade da base governista ou abrir espaço para desgastes desnecessários às vésperas do início oficial da campanha.

 

A ÚLTIMA PEÇA DO TABULEIRO

 

Nos bastidores da política tocantinense, praticamente há consenso sobre um ponto: a escolha do vice terá peso muito maior do que normalmente ocorre em eleições estaduais.

 

Não será apenas uma composição partidária. Será uma decisão carregada de simbolismo político. O nome escolhido precisará representar equilíbrio regional, capacidade de articulação, diálogo com os partidos aliados e, sobretudo, transmitir segurança à ampla base política construída pelo governador Wanderlei Barbosa ao longo dos últimos anos.

 

Mais do que preencher uma vaga na chapa majoritária, o vice será um dos principais símbolos da unidade do grupo que hoje sustenta o projeto governista.

 

O PAPEL DE WANDERLEI BARBOSA

 

Desde que decidiu permanecer no comando do Governo do Estado até o final do mandato, Wanderlei Barbosa assumiu também o papel de principal articulador da sucessão governamental.

 

Ao optar por não disputar uma vaga no Senado, preservou sua liderança política e concentrou esforços na construção do projeto que pretende manter a base no comando do Palácio Araguaia.

 

Nos últimos meses, o governador percorreu praticamente todas as regiões do Tocantins, inaugurou obras, anunciou investimentos e fortaleceu sua presença ao lado dos pré-candidatos da base.

 

Hoje, é ele quem reúne prefeitos, vereadores, deputados, lideranças comunitárias e representantes dos diversos partidos que integram a aliança governista. Seu prestígio político transformou-se em um dos maiores ativos da candidatura de Professora Dorinha.

 

UMA ESCOLHA QUE EXIGE CONSENSO

É justamente por isso que a definição do vice precisa nascer do entendimento político. A base governista reúne dezenas de prefeitos, parlamentares, presidentes de partidos e importantes lideranças regionais. Naturalmente, todos possuem expectativas e interesses legítimos dentro da construção da chapa majoritária. Por essa razão, a escolha não pode produzir vencedores e derrotados dentro da própria aliança. Quanto maior for o consenso, maior será a capacidade da base de entrar unificada na campanha eleitoral.

 

Uma definição construída pelo diálogo tende a fortalecer toda a coligação. Uma escolha marcada por disputas internas pode abrir espaços para que a oposição explore eventuais insatisfações.

 

A OPOSIÇÃO OBSERVA

 

Enquanto a base discute os últimos ajustes de sua chapa, a oposição acompanha atentamente cada movimento. Vicentinho Júnior mantém sua pré-candidatura em crescimento. Laurez Moreira trabalha para consolidar seu espaço político. Outros grupos também ampliam articulações em diferentes regiões do Estado. Nesse cenário, qualquer sinal de divisão dentro da base governista poderá ser explorado pelos adversários durante a campanha. A política costuma premiar quem transmite unidade. E pune quem demonstra conflitos internos.

 

O MOMENTO DA DECISÃO

 

O calendário eleitoral já impõe seu ritmo. As convenções partidárias se aproximam. As chapas majoritárias precisam ser oficialmente registradas. Os candidatos proporcionais aguardam a definição do cenário para organizar suas campanhas. Na avaliação do Observatório Político de O Paralelo 13, a escolha do vice deixou de ser apenas um detalhe da sucessão.

 

Transformou-se no principal movimento político que ainda falta para consolidar o projeto governista. A estrutura existe. O governo apresenta elevados índices de aprovação. A candidatura de Professora Dorinha lidera ou aparece em empate técnico nas pesquisas.

 

O apoio do senador Eduardo Gomes permanece firme.

 

 

 

A base reúne centenas de prefeitos, vereadores e lideranças em todas as regiões do Estado. Falta apenas encaixar a última peça desse complexo tabuleiro político. Porque, em eleições majoritárias, muitas vezes não vence apenas quem possui a maior estrutura. Vence quem consegue demonstrar organização, unidade e capacidade de construir consensos. E é exatamente esse o desafio que a base governista terá de superar nas próximas semanas.

Estamos de olho.

 

 

 

Última modificação em Quinta, 02 Julho 2026 05:51
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