Jornalista é morto na fronteira do Paraguai com o Brasil

Posted On Quinta, 13 Fevereiro 2020 14:25
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Lourenço Veras, responsável pelo portal Porã News, foi executado a tiros em sua casa na cidade de Pedro Juan Caballero

 

Por Arthur Stabile

 

O jornalista brasileiro Lourenço Veras foi executado a tiros em sua casa na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A cidade fica na fronteira com o Brasil, na divisa com Ponta Porã, cidade no estado de Mato Grosso do Sul.

 

Segundo informações do portal paraguaio ABC Color, Leo, como o profissional era conhecido, estava em sua casa quando vítima de um atentado. Atingido por vários disparos, ele não resistiu e morreu.

 

O ataque aconteceu por volta de 21 horas, quando três homens em um Jeep Cherokee branco o atacaram. Lourenço estava jantando com sua família e tentou correr, mas foi morto em seu quintal.

 

No Paraguai, o jornalista escrevia para o site Porã News e também trabalhara como correspondentes de veículos brasileiros. Ele trabalhou no próprio ABC Color, que noticiou sua morte.

 

Veras atuava há 15 anos na região e sofria ameaças de morte. Em entrevista para a TV Record, ele detalhou algumas delas. “Enviam mensagem de texto, falando que estavam a caminho de ir embora, alguém ia sofrer atentado e que era para fechar a boca”, declarou.

 

Em nota, o Fopep (Fórum de Jornalistas Paraguaios) lamentou a morte de Léo Veras. A cobrança é para uma investigação completa. “Também requeremos proteção imediata dos colegas da área contra a insegurança predominante e a falta de garantias para realizar o trabalho de informar”, cobrou.

 

Pedro Juan Caballero é a cidade onde fica o presídio em que 75 presos, parte deles ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital) fugiram em 19 de janeiro.

 

Segundo informações do governo do Paraguai, a fuga aconteceu com apoio de agentes prisionais que aceitaram propina. Há relato de presos informando que integrantes do PCC saíram pela porta da frente da prisão.

Nota

Na manhã desta quinta-feira (13), a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) lamentaram o assassinato do jornalista por meio de nota.

Segundo as entidades "os assassinatos de comunicadores têm por objetivo intimidar o livre exercício do jornalismo e impedir o direito dos cidadãos de serem plenamente informados". Veja a nota na íntegra:

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