Justiça suspende taxa de 12% sobre exportação de petróleo criada pelo governo

Posted On Quinta, 09 Abril 2026 04:43
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A Justiça Federal no Rio de Janeiro decidiu, de forma liminar, suspender um imposto de 12% sobre exportações de petróleo

 

 

Do R7, com Reuters

 

 

A decisão atendeu a um pedido de petroleiras como Shell, TotalEnergies, Equinor, Petrogal e Repsol Sinopec, que entraram com a ação judicial. A decisão, datada de terça-feira (7), suspende os efeitos do imposto para as companhias desde a sua criação, em 12 de março.

 

A taxa foi criada por medida provisória pelo governo federal como parte de um pacote de medidas que visa atenuar os impactos de uma disparada de preços internacionais de petróleo e de combustíveis para os consumidores brasileiros.

Junto com o imposto, o governo criou um programa de subvenção ao diesel e ao GLP (gás de cozinha), cujo abastecimento no Brasil depende de importações.

 

Na decisão, o juiz federal Humberto de Vasconcelos Sampaio afirmou que “ao prever expressamente que a receita decorrente do imposto de exportação será destinada ao atendimento das necessidades fiscais emergenciais da União, revela de maneira inequívoca a finalidade arrecadatória da medida”.

 

“A própria norma, ao vincular a cobrança do imposto ao financiamento de despesas estatais, afasta qualquer pretensão de enquadramento do tributo como instrumento de política cambial ou de regulação do comércio exterior.”

 

Mais cedo nesta quarta-feira (8), em evento no Rio, presidentes das unidades brasileiras das petroleiras Equinor, Shell e TotalEnergies, além do presidente do IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo), Roberto Ardenghy, criticaram a nova taxa de importação e frisaram que tal iniciativa do governo traz riscos para investimentos.

Também presente no evento, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu o imposto.

 

“As petroleiras estão ganhando muito com a guerra, por que não podem pagar um pouquinho mais?”, questionou o ministro, ao citar a disparada dos preços do petróleo. “Em momentos excepcionais, medidas excepcionais. Estamos vivendo um momento de guerra”, disse o ministro.

Procurado para comentar a decisão judicial, o Ministério de Minas e Energia não comentou o assunto imediatamente.

 

 

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