O jogo sucessório de 2026 exigirá profissionalismo para quem quer vencer

Posted On Segunda, 05 Janeiro 2026 03:20
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Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

O ano sucessório de 2026 já é uma realidade concreta no Tocantins. E não será um processo simples. Trata-se de um jogo político cheio de armadilhas, capaz de colocar em risco qualquer candidatura a cargos eletivos, sobretudo aquelas construídas de forma artificial, sustentadas apenas por redes sociais, discursos ensaiados e narrativas vazias, com “sabor de chuchu e cheiro de creolina”, que o eleitor já não escuta e muito menos lê.

 

O cenário exige preparo, trajetória, coerência e, acima de tudo, compromisso real com a população tocantinense.

 

O eleitor não é omisso e decide muito antes da urna

 

 

Os eleitores e eleitoras do Tocantins que irão às urnas em outubro de 2026 não são omissos ao processo político. Pelo contrário. A grande maioria busca chegar à cabine de votação com uma reflexão amadurecida sobre em quem votar, seja para presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual.

 

Essa decisão não acontece no último momento. Ela é construída ao longo do tempo, no cotidiano: nas conversas de família, no ambiente de trabalho, no comércio, no buteco, nas igrejas, nas rodas de amigos. A política está presente no dia a dia, mesmo para aqueles que dizem não gostar de política partidária.

 

Redes sociais não decidem eleição sozinhas

 

 

Pesquisas de intenção de voto já indicam que o eleitor tocantinense não define seu voto exclusivamente pelas redes sociais. Ali, todos se apresentam como perfeitos, honestos, inteligentes e detentores das soluções para todos os problemas. Muitos atacam adversários sem olhar para o próprio histórico, esquecendo que já passaram pelo poder, se beneficiaram dele e, em vários casos, enriqueceram de forma incompatível com a vida pública.

 

As redes sociais contam histórias editadas. A realidade, porém, é registrada no tempo e é justamente aí que entra o papel da imprensa tradicional.

 

O papel da imprensa profissional

 

Cabe aos veículos de comunicação com história, credibilidade e compromisso público registrar os fatos, contextualizar os acontecimentos e informar a sociedade com responsabilidade.

 

O Jornal O Paralelo 13, com quase 40 anos de atuação, acompanha e registra a história política do Tocantins desde sua criação, cobrindo os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário nas esferas municipal, estadual e federal. Não fazemos jornalismo de ocasião. Fazemos jornalismo de memória, contexto e responsabilidade.

 

Prestação de contas é obrigação

 

 

Detentores de mandato e candidatos à reeleição no Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa precisam prestar contas à sociedade. O mandato pertence ao povo e não aos interesses pessoais, familiares ou de grupos econômicos.

 

A Polícia Federal no centro do cenário sucessório

 

O Tocantins vive um momento delicado. Com raríssimas exceções, parte expressiva da classe política está envolvida, direta ou indiretamente em investigações por corrupção, desvios de recursos públicos, fraudes em licitações e uso irregular de emendas parlamentares.

 

Com o fim do recesso do Judiciário, a partir de 06 de janeiro de 2026, as operações da Polícia Federal ganham novo ritmo e devem avançar até o período das convenções partidárias.

 

PRINCIPAIS OPERAÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL NO TOCANTINS (2024–2025)

 

 

2024

 

▪ Fames-19 (março/2024)

Investigou desvios de recursos destinados à compra de cestas básicas.

Resultados: bloqueio de bens, apreensão de documentos e valores.

 

▪ Máximus (junho/2024)

Apurou suposto esquema de compra e venda de sentenças judiciais.

Alvos: governador Wanderlei Barbosa, ex-governador Mauro Carlesse e o desembargador Helvécio de Brito Maia Neto.

Resultados: buscas, afastamentos cautelares, apreensão de celulares e computadores e bloqueio de valores.

 

▪ Timóteo 6:9 (agosto/2024)

Investigou fraude em licitações e corrupção ativa envolvendo empresários e agentes públicos.

Resultados: prisões temporárias, apreensão de veículos e documentos e bloqueio de contas bancárias.

 

2025

 

▪ Operação contra vazamento de decisões judiciais (março/2025)

Desdobramento da Operação Sisamnes.

Resultados: prisão preventiva de advogado assessor do MPTO e buscas na sede do Ministério Público em Palmas.

 

▪ Atos 5:1-11 (outubro/2025)

Investigou candidatos tocantinenses das eleições de 2022 por falsidade ideológica eleitoral.

Resultados: oito mandados de busca, apreensão de documentos de campanha e bloqueio de valores.

 

▪ Nêmesis (novembro/2025)

Desdobramento da Fames-19, focada na obstrução de investigações da pandemia.

Resultados: 24 mandados de busca, apreensão de documentos e bens ligados a emendas parlamentares.

 

▪ Serras Gerais (novembro/2025)

Desarticulou organização criminosa ligada ao tráfico de drogas, com indícios de conexões financeiras com agentes públicos.

Resultados: prisões, apreensão de veículos de luxo, armas e bloqueio de contas.

 

Wanderlei Barbosa: o maior cabo eleitoral de 2026

 

 

Mesmo após uma decisão considerada injusta por aliados quando foi afastado do cargo sem ser réu ou condenado o governador Wanderlei Barbosa retornou ao Palácio Araguaia por decisão do ministro do STF Kassio Nunes Marques, corrigindo o que foi visto como um erro jurídico.

 

O afastamento, ainda que breve, fortaleceu politicamente o governador. Wanderlei teve a oportunidade de separar aliados verdadeiros de oportunistas, identificar traições e iniciar uma reestruturação interna em sua gestão, promovendo uma verdadeira “faxina” política.

 

Hoje, Wanderlei Barbosa se consolida como o maior líder político do Tocantins e o principal cabo eleitoral das eleições estaduais de 2026, com forte poder de transferência de votos, não para si, mas para projetos políticos consistentes ao governo e ao Senado.

 

Eduardo Gomes e Dorinha: apoio nos momentos decisivos

 

 

 

Durante o período de afastamento, o vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes, e a senadora Professora Dorinha Seabra foram pilares importantes no apoio político e institucional à volta de Wanderlei Barbosa ao cargo.

 

 

Esse alinhamento fortalece o grupo governista, mas não garante vitória automática. Apoio político não substitui propostas, capacidade de gestão e convencimento do eleitor.

 

A oposição está viva

 

 

A oposição no Tocantins não está morta. Pelo contrário. Está atenta, organizada e disposta a disputar o jogo até o fim. O cenário de 2026 será de enfrentamento político duro, com risco real para aventureiros despreparados e candidatos fabricados artificialmente.

 

O compromisso editorial de O Paralelo 13

 

A família O Paralelo 13 não faz pré-julgamentos. Mas, a partir do momento em que qualquer agente público se tornar réu por decisão judicial, o jornal cumprirá seu papel: informar, contextualizar e analisar, com independência e responsabilidade.

 

Mostraremos os lobos vestidos de cordeiros, os falsos profetas que tentam ludibriar o eleitor pelas redes sociais. O momento é de prestação de contas e o eleitor tem o direito de saber quem são, de fato, seus representantes.

 

Não será uma eleição para amadores

 

O jogo sucessório de 2026 não será para amadores, aventureiros ou oportunistas. Exigirá preparo, história, compromisso público e respeito à inteligência do eleitor tocantinense.

 

O Jornal O Paralelo 13 seguirá em vigília permanente, 24 horas por dia, acompanhando cada movimento do processo eleitoral estadual e presidencial.

 

 

Última modificação em Segunda, 05 Janeiro 2026 03:41
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