Palmas enfrenta desafio de 1 em cada 4 atendimentos médicos nas UPAs serem de pacientes de outros municípios

Posted On Quinta, 12 Fevereiro 2026 05:23
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Apesar dos desafios atuais, será garantido atendimento para pacientes em situação de urgência Apesar dos desafios atuais, será garantido atendimento para pacientes em situação de urgência Foto Lia Mara

Referência para a região, a Capital tocantinense tem a sobrecarga operacional em razão da alta demanda na urgência e emergência

 

 

Por Rodrigo Marques

 

Em 2025, as duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas realizaram 18.450 atendimentos a pacientes residentes em outros municípios, o que representa 25,56% do volume total de assistência médica da rede no ano passado, ou seja, um em cada quatro atendimentos é de um paciente que reside em outro município. As UPAs funcionam como serviços de portas abertas, garantindo assistência imediata a todos os cidadãos que se encontram em situações de urgência e emergência.

 

Apesar de a legislação brasileira estabelecer a saúde como responsabilidade compartilhada entre municípios, estados e União, Palmas tem tido o desafio de atender uma demanda acima da sua capacidade. Essa pressão se materializa em sobrecarga operacional, que impacta diretamente os profissionais de saúde, os estoques de insumos e medicamentos, e reflete nos tempos de espera para todos os pacientes. Apenas no mês de janeiro deste ano, aproximadamente 24,26% dos atendimentos nas UPAs de Palmas corresponderam a pacientes de fora do município, totalizando uma estimativa de 2.827 atendimentos.

 

A Prefeitura de Palmas reafirma o compromisso com a universalidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e garante que todo paciente em situação de urgência será atendido, independentemente de sua cidade de origem. No entanto, a Secretaria Municipal da Saúde (Semus) destaca que a realidade atual exige a busca por soluções estruturais para assegurar a qualidade e a sustentabilidade do serviço no longo prazo.

 

Gestão e diálogo

“Reconhecemos nossa vocação como capital e centro de referência. No entanto, esse dado de 25% não é apenas uma estatística; é a materialização de um desafio logístico e financeiro que precisa ser enfrentado em conjunto”, explica a secretária da Semus, Dhieine Caminski. A Semus informou que, ainda no ano passado, iniciou um estudo para definir soluções com base nas experiências de outros municípios e como seria possível implementar em Palmas.

 

Em outra frente, a Semus tem dialogado com outros municípios e com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Tocantins (Cosems-TO) para buscar estratégias conjuntas. “A retomada da Região Metropolitana de Palmas, formada por 21 municípios que somam quase 550 mil pessoas, nos instiga a construir soluções que passam por uma articulação com os municípios e com o governo estadual”, pontua a secretária.

 

 

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