Por Edson Rodrigues
O tabuleiro político das eleições de 2026 segue em movimento acelerado no Tocantins e, a poucos instantes do fechamento da janela partidária, cada decisão passa a ter peso na formação das nominatas e no desenho real das forças em disputa. É nesse contexto que o Podemos dá um passo importante ao consolidar a permanência do deputado federal Tiago Dimas, encerrando um ciclo de especulações e convites que colocavam em dúvida seu destino partidário.
A decisão de Tiago Dimas, construída após avaliar propostas de diferentes legendas, entre elas o PL, do senador Eduardo Gomes, não foi apenas uma escolha individual, mas um movimento que impacta diretamente o projeto político do Podemos no estado. Ao optar por permanecer, o parlamentar reforça a estratégia da sigla de montar uma chapa competitiva para a Câmara dos Deputados, baseada em nomes, mas também em densidade eleitoral concreta.

Nos bastidores, a leitura é de que o partido começa a sair da condição de coadjuvante para se posicionar como protagonista na disputa proporcional. A avaliação interna aponta que, com a permanência de Tiago Dimas e a entrada de nomes como o ex-governador Sandoval Cardoso, o Podemos reúne musculatura suficiente para alcançar a meta de eleger dois deputados federais, com chances reais, inclusive, de brigar por uma terceira vaga nas sobras eleitorais cenário que, se confirmado, representaria um salto na representação da legenda em Brasília.
Essa construção não acontece por acaso. À frente do partido no Tocantins, o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, tem atuado de forma intensa para fechar nominatas robustas tanto para deputado federal quanto estadual. Com o prazo de filiação se encerrando, a corrida interna se intensifica, e a prioridade tem sido atrair candidatos com potencial real de voto, evitando chapas inchadas e pouco competitivas.
Além de buscar garantir duas cadeiras na Câmara Federal, o Podemos trabalha para estruturar uma nominata estadual capaz de eleger pelo menos quatro deputados, com possibilidade de ampliar esse número nas sobras. Trata-se de um projeto que combina estratégia eleitoral com organização partidária, algo que, historicamente, sempre fez diferença no resultado final das urnas.
Outro fator que pesa nessa equação é o novo momento político da sigla no estado. Sob a liderança de Eduardo Siqueira Campos, o partido ganha maior capacidade de articulação, especialmente por estar ancorado na gestão da capital, o maior colégio eleitoral do Tocantins. Essa base fortalece o discurso político e amplia o poder de influência nas negociações estaduais.
No campo majoritário, o Podemos também já se posiciona sem ambiguidades. A legenda declarou apoio à pré-candidatura da senadora Professora Dorinha ao governo do estado, assim como à reeleição do senador Eduardo Gomes. Ao segurar Tiago Dimas e avançar na montagem de suas chapas, o Podemos mostra que entendeu o jogo e decidiu jogá-lo com estratégia. Em um ambiente onde muitos partidos ainda tateiam suas composições, a sigla se antecipa, organiza suas peças e entra na disputa com objetivos definidos. No fim das contas, como ensina a política, não vence apenas quem tem mais nomes, mas quem sabe montar melhor o seu time.