WANDERLEI BARBOSA CHAMA ALIADOS À RESPONSABILIDADE E PEDE MAIS EMPENHO POR DORINHA

Posted On Terça, 01 Setembro 2026 13:24
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Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

O governador Wanderlei Barbosa decidiu entrar de maneira ainda mais intensa na campanha de sua candidata à sucessão, a senadora Professora Dorinha Seabra. Na semana passada, em reunião reservada com integrantes do primeiro escalão e com a própria candidata, Wanderlei pediu maior empenho de seus auxiliares na campanha e destacou a importância política das relações mantidas por integrantes do governo com prefeitos, vereadores e lideranças nos municípios. O encontro mostrou que, na reta final, o Palácio Araguaia quer sua estrutura política trabalhando de maneira mais integrada em torno da candidatura de Dorinha.

 

O movimento não acontece por acaso. As últimas pesquisas de intenção de voto mostraram uma disputa competitiva entre Professora Dorinha e Vicentinho Júnior. Embora os institutos apresentem metodologias e percentuais diferentes, Real Time Big Data e Paraná Pesquisas colocaram os dois dentro das respectivas margens de erro. É diante dessa fotografia que Wanderlei aumenta sua presença nas ruas e chama os aliados para o jogo.

 

WANDERLEI ENTRA DE VEZ NA CAMPANHA

 

O governador já vinha participando de lançamentos de candidaturas proporcionais em Palmas e no interior, quase sempre ao lado de Professora Dorinha. Nos últimos dias, porém, sua participação ganhou intensidade.

 

Wanderlei esteve no Bico do Papagaio, participou de agendas políticas, carreatas e lançamentos de candidaturas a deputado estadual e federal, procurando vincular a continuidade de seu grupo político à eleição da senadora.

 

A mensagem dirigida aos aliados é a de que quem integra o projeto político precisa também trabalhar pela candidata ao Governo. Isso vale especialmente para os candidatos proporcionais.

 

Chegou o momento em que candidatos e candidatas a deputado federal e estadual precisam decidir quanto espaço Professora Dorinha ocupará efetivamente em suas campanhas, seus discursos, suas reuniões e no corpo a corpo com o eleitor. Uma grande estrutura política somente se transforma em vantagem eleitoral quando suas diferentes peças começam a trabalhar na mesma direção.

 

34 DIAS DE INTENSIFICAÇÃO

O Observatório Político de O Paralelo 13 conversou reservadamente com um dos articuladores da candidatura de Professora Dorinha. Segundo essa fonte, a estratégia para setembro prevê intensificação e profissionalização das ações de campanha.

 

Estão no planejamento a instalação e fortalecimento de comitês, atuação de coordenadores regionais, distribuição de material gráfico e equipes organizadas para alcançar os 139 municípios, com atenção especial aos maiores colégios eleitorais.

 

A avaliação interna relatada ao Observatório é de que a próxima rodada de pesquisas poderá registrar crescimento de Dorinha em razão da combinação de diferentes forças: maior envolvimento dos prefeitos aliados, participação das candidaturas proporcionais, presença do governador, carreatas, reuniões e exposição no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão.

 

Essa, evidentemente, é uma expectativa da própria campanha. Quem confirmará ou não essa previsão serão as próximas pesquisas e, definitivamente, as urnas.

 

A FORÇA DE WANDERLEI PRECISA VIRAR VOTO PARA DORINHA

 

Existe um ativo importante nas mãos do grupo governista: a aprovação da administração de Wanderlei Barbosa. Mas aprovação de governo e intenção de voto em sucessor são coisas diferentes. O grande desafio político de Wanderlei nestes 34 dias será transformar sua popularidade pessoal em votos para Professora Dorinha.

 

O governador parece ter percebido isso.

 

Não basta aparecer ao lado da candidata. Será necessário pedir votos, convencer aliados a fazer o mesmo e demonstrar ao eleitor por que, na visão de seu grupo, Dorinha representaria continuidade administrativa.

 

A candidatura governista também procura apresentar Professora Dorinha como uma liderança identificada com a educação, com experiência parlamentar e preparada para assumir o Executivo estadual.

 

Mas essa narrativa terá que enfrentar o contraditório natural de uma campanha eleitoral: Vicentinho Júnior e os demais adversários também estarão nas ruas apresentando suas propostas e tentando convencer o mesmo eleitor.

 

TOCANTINS MANTÉM CAPAG B+

O grupo governista ganhou ainda um argumento na área fiscal. A Secretaria do Tesouro Nacional manteve o Tocantins com classificação B+ na Capacidade de Pagamento (Capag), referente às contas de 2025. O Estado recebeu classificação A no indicador de endividamento, com índice de 30,79%, e B nos indicadores de poupança corrente e liquidez.

 

A Capag é utilizada pelo Tesouro Nacional para avaliar a situação fiscal dos entes e sua elegibilidade, sob a ótica de risco, para operações de crédito com garantia da União, observados os demais requisitos legais.

 

É um dado que o governo naturalmente procurará apresentar como demonstração de responsabilidade fiscal. Mas existe outra economia, muito mais próxima da mesa da cozinha, que também deverá pesar na decisão do eleitor.

 

OITO EM CADA DEZ FAMÍLIAS TOCANTINENSES ESTÃO ENDIVIDADAS

 

Aqui está um dos números que todos os candidatos ao Governo deveriam observar com atenção. Mais de oito em cada dez famílias tocantinenses estão endividadas. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da Confederação Nacional do Comércio, mostraram que 82,7% das famílias do Tocantins estavam endividadas em maio de 2026, índice superior à média nacional de 81,6%.

 

É preciso fazer uma distinção importante: estar endividado não significa necessariamente estar inadimplente. Dívidas incluem compromissos financeiros ainda sendo pagos regularmente. Mesmo assim, a inadimplência também alcança um contingente expressivo. Em julho, dados da Serasa apontaram 662.268 pessoas inadimplentes no Tocantins. Esses números ajudam a compreender por que questões econômicas podem ter enorme peso nestes últimos dias de campanha.

 

Enquanto os grupos políticos discutem alianças, partidos, prefeitos, vereadores e estruturas eleitorais, uma parcela enorme da população está preocupada com cartão de crédito, financiamento, prestação, aluguel, supermercado e contas que vencem todos os meses.

 

É o chamado andar de baixo entrando definitivamente na eleição.

 

O ELEITOR QUER SABER O QUE MUDA NA VIDA DELE

 

É justamente aqui que as campanhas precisam tomar cuidado para não permanecerem presas às próprias bolhas. Para uma família endividada, pouco adianta saber quantos prefeitos determinado candidato possui se ela não consegue equilibrar o orçamento doméstico. Para quem procura emprego, interessa saber onde estarão as oportunidades. Para o pequeno empresário, importa crédito, imposto, burocracia e mercado consumidor. Para quem espera atendimento médico, interessa saber quando será atendido. Para quem enfrenta uma estrada ruim, interessa saber quando ela será recuperada. É nesse terreno que Professora Dorinha, Vicentinho Júnior, Laurez Moreira e os demais candidatos precisarão apresentar respostas.

 

AS REDES SOCIAIS CHEGARAM AO LIMITE?

 

O Observatório Político de O Paralelo 13 vem chamando atenção para outro fenômeno. As redes sociais continuarão sendo fundamentais. Nenhuma campanha competitiva pode ignorá-las. Mas existe um limite para a política feita exclusivamente dentro delas. O algoritmo tende a entregar ao candidato e aos seus apoiadores uma sensação de força que nem sempre corresponde ao universo inteiro do eleitorado. Quem acompanha Dorinha vê Dorinha. Quem acompanha Vicentinho vê Vicentinho. Quem acompanha Laurez vê Laurez. Enquanto isso, existe uma parcela da população que ainda não escolheu definitivamente em quem votar. Esse eleitor dificilmente será conquistado apenas com vídeos produzidos para quem já está convencido.

 

Chegou a hora do olho no olho.

 

O ANDAR DE BAIXO VAI DECIDIR

Setembro começa com uma eleição aberta. O grupo de Professora Dorinha possui uma estrutura política expressiva e agora tenta colocá-la integralmente nas ruas. Vicentinho mostrou nas pesquisas capacidade de disputar voto a voto com a candidata governista. Os demais candidatos procuram romper essa polarização. Mas existe uma força muito maior do que todas as estruturas partidárias somadas: o eleitor. Especialmente aquele eleitor que ainda está observando.

 

As próximas pesquisas mostrarão se a estratégia de intensificação comandada por Wanderlei Barbosa produzirá crescimento para Professora Dorinha ou se a disputa continuará equilibrada.

 

O que já podemos afirmar é que os últimos 34 dias não comportam acomodação. Para Dorinha, chegou a hora de transformar estrutura em voto. Para Wanderlei, chegou a hora de transformar aprovação em transferência eleitoral. Para Vicentinho e os demais adversários, chegou a hora de mostrar por que representam uma alternativa.

 

E, para todos eles, chegou a hora de compreender uma realidade que nenhuma rede social consegue esconder: o andar de baixo não quer apenas propaganda. Quer saber quem conseguirá melhorar sua vida.

 

É aí que poderá estar a chave da eleição de 2026 no Tocantins.

 

 

 

Última modificação em Terça, 01 Setembro 2026 14:48
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