A aviação faz parte das principais narrativas históricas que forma o singular compêndio que guarda em suas linhas a extraordinária trajetória  de Porto Nacional na linha do tempo. E esses sentimentos de liberdade pelas estradas entre nuvens ganharam força com a iniciativa do Major Lysias Rodrigues, que construiu um aeródromo na cidade dentro do projeto Rota Tocantins, crucial para a implantação do CAN - Correio Aéreo Nacional, entre Rio de Janeiro e Belém

 

 

Por Edivaldo Rodrigues e Edson Rodrigues

 

 

Com esse pioneirismo implementado por Lysias Rodrigues, que fez o primeiro pouso aéreo em Porto Nacional em 1935, expressivas lideranças portuenses entenderam que seria possível ir além. Assim, Comandante Vicentão, o empresário João Pires Querido, o Padre Rui Rodrigues e o Juiz Feliciano Braga Machado, em 1955 fundaram o Aeroclube de Porto Nacional, que se consolidou como uma instituição histórica para a aviação de toda  região Norte do Brasil.

 

 

No decorrer de décadas o Aeroclube de Porto Nacional formou centenas de pilotos, se consagrado como a mais completa Escola de Aviação de toda região Norte do país na preparação de piloto privado de avião com alcance a (teórico e prático); piloto privado de helicóptero (teórico); piloto comercial de avião (teórico e prático); piloto comercial de helicóptero (teórico) e vôo por instrumentos (teórico).

 

Dessa Escola de Aviação inúmeros pilotos foram formados com louvor e por isso ganharam o mundo para comandar gigantes da aviação, contratados por importantes companhias áreas que rasgam os céus do planeta.

 

Mas tudo isso agora faz parte da história, uma história rica e sonhada por idealistas e que nesse instante escorre desrespeitosamente pelo ralo do abandono, do descaso e da irresponsabilidade de muitos, que reunidos em grupelhos são carimbados com a marca do individualismo tendo o personalismos conveniente como princípio, negando sobretudo o pertencimento da coletividade.

 

 

Em 2001, o então governador Siqueira Campos, reacendeu as esperanças e, num ato de visão desenvolvimentista,  reabriu as atividades do Aeroclube de Porto Nacional, trazendo de volta os sonhos de tantos jovens tocantinenses quanto ao desejo de se formarem aviadores. Desde então, sucessivas diretorias administraram essa histórica instituição, com grande sucesso inicial.

 

Com isso, a Escola de Aviação dinamizou-se, comportando, até mesmo 3 turmas de alunos por ano para a formação, tanto na parte teórica quanto na prática, com 3 aviões à disposição, nos quais os futuros pilotos praticavam os vôos de instrução, além simuladores de voo, atividades sociais e aerodesportivas, o que levou o Aeroclube de Porto Nacional, se transformar numa grande instituição, o que era orgulho de todos. Nesse processo de engrandecimento, foi então eleita uma diretoria que permaneceu por três mandatos consecutivos, até este ano de 2026.

 

 

Por uma série de dificuldades de ordem administrativa, operacional, financeira e outras, sob o comando dessa mesma diretoria, o declínio do Aeroclube de Porto Nacional se cosntatou irremediável, levando o que outrora era uma grande Escola de Aviação, a mais celebrada do Norte de Brasil, a local com sinais evidentes de abandono, de descaso, uma  decrepta situação.

 

O que se observa ali, no que era um imponente hangar, hoje é uma fotografia com aparência de tapera  desleixada, com equipamentos sucateados, marcando com o sentimento de desilusão todos que por lá passa em busca de reviver as glórias ali  vivenciadas.

 

 

Para pincelar ainda mais com as cores do desrespeito para com o Aeroclube de Porto Nacional, nesse mês de março venceu o último mandato da diretoria que comandava a instituição, e assim todos os aviadores da cidade, varias pessoas com ligações históricas com a aviação e até profissionais oriundos da ANAC - Agência Nacional de Aviação   Civil, se encheram de esperanças e alimentaram as expectativas de que um novo momento estava a caminho, com a possibilidades de novos dirigentes, novas atitudes, e algumas portas abertas para o futuro.

 

Aguardaram em vão a comunicação para o início do processo de reformulação que certamente possibilitaria a apresentação de chapas para a eleição durante a Assembleia Geral.

 

 

Entretanto, o que ocorreu foi uma desmedida irresponsabilidade. Segredando informações, esse grupo que tomou para si o que pertence so povo portuense, publicou o Edital de Convocação da Assembleia Geral no Diário Oficial do Estado silenciosamente, e nem um dos interessados em salvar o Aeroclube de Porto Nacional ficou sabendo dos acontecimentos, até mesmo porque ninguém lê o Diário Oficial do Estado diariamente.

 

Com esse processo camuflado foi então eleita uma nova diretoria do Aeroclube de Porto Nacional, votada pelos poucos presentes no momento da Assembléia Geral. A nova diretoria será comandada por um integrante do grupo que sucateou essa histórica instituição, que sempre foi motivo de orgulho do povo portuense.

 

Nós, a Família Paralelo 13, sentimos muito com o derretimento histórico de mais um valorosos equipamento de interesse público que marcou o processo de formação social, política e econômico de Porto Nacional.

 

Nesse caso, faz-se necessário e urgente a atuação de Governo do Estado, da Prefeitura Municipal, da ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil, que certamente está sendo enganada e, principalmente, do Ministério Público, que deve buscar saber o porque de tanta resistência em deixar essa instituição ser gerida por outras pessoas fora do grupo que ora manda, desmanda e persiste na destruição do Aeroclube de Porto Nacional.

 

 

 

Posted On Terça, 24 Março 2026 04:03 Escrito por O Paralelo 13

Porto Nacional, abandonada culturalmente, e que desesperadamente se agarra aos fiapos apodrecidos da sua rica trajetória histórica, ainda respira cultura por força das iniciativas de alguns resistentes que defendem a ferro e fogo os nossos princípios enquanto coletividade alicerçada nas suas tradições, crenças e costumes.

 

 

Por  Edivaldo Rodrigues

 

 

São esses valorosos resistentes que estão abrindo os portões dessa secular cidade para receber o renomado cronista e cantador Zeca Tocantins, que lançará aqui sua mais recente obra literária: “Um Homem Vestido de Letras”, livro que é descrito como uma celebração da literatura regional e crônicas do dia a dia.

 

Esse grande homem das letras e da música é natural de Xambioá, no Tocantins, migrando ainda muito jovem para o Maranhão. Sua trajetória artística, no entanto, segue na busca de expressar a grandiosidade da cultura dessa gente tocantina.

 

 

Além de cantor e compositor, Zeca Tocantins é poeta, com um vasto currículo literário, registrando mais de quarenta anos de uma vida dedicada à arte e à cultura, que já lhe rendeu celebrados prêmios como Papete, Memórias e Pertencimento, Mestre da Cultura Maranhense, resultado naturalmente de seu trabalho. São dezessete livros editados e cinco discos gravados.

 

O seu mais novo livro, “Um Homem Vestido de Letras”, que será lançado em Porto Nacional, no próximo dia 26, às 20h, no Casarão Padre Luso e, no dia 28, também às 20h, desta feita no Bar do Penta, tem cinquenta e sete crônicas com temas diversificados e cento e vinte e duas páginas, sempre com os olhos voltados às raízes de nosso povo.

 

 

 

 

Posted On Segunda, 23 Março 2026 10:19 Escrito por O Paralelo 13

Volume movimentado ao longo de 2025 foi de 9,0 bilhões de TKU

Composições graneleiras com até 240 vagões já movimentam a safra 2026

 

 

Com Assessoria

 

A VLI registrou aumento de cerca de 10% no volume de soja transportado no Corredor Norte da companhia, ao longo de 2025. No total, foram movimentadas 9,0 bilhões de TKU – medida que considera o volume e a distância percorrida – da commodity, contra 8,2 biTKU em 2024. O total representa um salto de 67% desde 2020, demonstrando força do sistema integrado da companhia na região e sua importância para apoiar o crescimento do agronegócio brasileiro. O Corredor Norte liga os estados do Maranhão e do Tocantins e capta cargas de toda a região do Matopiba.

“Os resultados crescentes da VLI na região refletem o nosso compromisso com a excelência operacional, planejamento e segurança das operações. A infraestrutura é essencial para permitir que o Brasil permaneça em posição de destaque no abastecimento global de commodities, contribuindo para o fortalecimento da economia nacional”, afirma Gabriel Fonseca, gerente geral Comercial para grãos e fertilizantes na VLI.

Além da soja, o Corredor Norte da VLI movimenta cargas como combustíveis, milho, farelo de milho e de soja, celulose e ferro gusa. Considerando todas as commodities movimentadas, em um período de dez anos, entre 2015 e 2024, os volumes transportados pela companhia na região passaram de 5,8 bilhões de TKU para 14,4 bilhões, avanço de quase 150%.

Para auxiliar no escoamento das cargas, o Corredor Norte conta com composições de até 240 vagões, em um modelo operacional chamado tricotol, com três blocos de 80 vagões puxados, cada um, por uma locomotiva. Com sua capacidade massiva, o trem é capaz de transportar até 30 mil toneladas de uma só vez, o que representa um salto de produtividade e eficiência para o escoamento da safra da região.

O impacto do tricotrol vai além da capacidade de carga. Ele se destaca ainda pela eficiência energética e por contribuir para a redução de emissões de gases de efeito estufa. O trem possui um índice de emissão de 2,85 kg de CO2 por litro de diesel, uma marca 12% menor em comparação com a média de 3,2 kg dos modelos convencionais.

Safra 2026

O sistema integrado da VLI já está em plena movimentação para os embarques destinados à exportação de soja da safra 2026. A principal commodity agrícola exportada no país é transportada nos corredores logísticos de maior movimentação da companhia: Sudeste e Leste, que utilizam a Ferrovia Centro-Atlântica para acessar o Porto de Santos e o sistema portuário do Espírito Santo, respectivamente; e Norte.

“A concentração da colheita no primeiro trimestre aumenta a pressão sobre o transporte, especialmente nas rotas mais longas. A integração entre ferrovias, terminais e portos traz mais previsibilidade e eficiência para o cliente justamente no período de maior disputa logística, contribuindo para que o grão chegue aos portos com confiabilidade, além de serem menos poluentes”, afirma Fonseca.

Sobre a VLI

A VLI atua na integração de serviços logísticos por meio de ferrovias, portos e terminais intermodais. A empresa opera as ferrovias Norte Sul (FNS) e Centro-Atlântica (FCA), além de terminais em pontos estratégicos como Santos (SP), São Luís (MA) e Vitória (ES). Presente nas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, a VLI conecta a produção nacional aos principais corredores logísticos do país. A VLI reafirma seu protagonismo ao conquistar, pela terceira vez, o topo do ranking Valor Inovação em Transporte e Logística — mantendo-se entre as líderes do setor por sete anos consecutivos.

 

A VLI no Tocantins

A VLI opera no Tocantins por meio do Corredor Norte, que une Porto Nacional (TO) ao sistema portuário de São Luís. O trajeto é percorrido por meio do tramo norte da Ferrovia Norte-Sul, controlado pela VLI, e pela Estrada de Ferro Carajás, onde a VLI opera por direito de passagem. A estrutura do corredor inclui três terminais intermodais, em Porto Nacional e Palmeirante, no Tocantins, e Porto Franco, no Maranhão. Nesses locais, a carga trazida por caminhões é carregada nas composições da companhia. Pelo Corredor Norte são transportadas cargas como grãos (milho e soja), fertilizantes e combustíveis, entre outros produtos.

 

 

Posted On Quarta, 11 Março 2026 03:40 Escrito por O Paralelo 13

No Brasil, sem exceção territorial, a área da saúde tem seus pilares de sustentação amparados pelo SUS – Sistema Único de Saúde, que nada mais é do que um modelo universal e gratuito que atende mais de 165 milhões de pessoas.

 

Mesmo envolvendo milhares de profissionais altamente preparados, com dedicação extremada e tendo o humanismo como princípio, a iniciativa enfrenta desafios como a falta crônica de recursos, longas filas de espera, falta de leitos, equipamentos hospitalares e medicamentos e, principalmente, uma gritante desigualdade regional na distribuição de médicos.

 

Mas toda essa dura realidade está sendo combatida com inteligentes ações governamentais no Tocantins. Exemplo disso é o que está acontecendo no Hospital Regional de Porto Nacional, sob nova direção. O jovem José Ribamar, o popular Ribinha, vem conduzindo essa importante unidade de saúde, que atende vários municípios da região central do Estado, com muito dinamismo, dedicação, profissionalismo e, acima de tudo, um respeito maiúsculo a todas as pessoas, independentemente da origem, que buscam a excelência do Hospital Regional de Porto Nacional.

 

Exemplo disso é o depoimento espontâneo de Dona Tatiana, oriunda da cidade de Cristalândia do Piauí, que externa, em alta voz, o tratamento que os servidores e profissionais técnicos do HRPN estão proporcionando à sociedade tocantinense e de outros estados.

 

Todos merecem a nossa gratidão, respeito e admiração.

 

Família Paralelo 13

 

Edivaldo Rodrigues

Edson Rodrigues

 

 

Posted On Sexta, 06 Março 2026 13:57 Escrito por O Paralelo 13

Direto da Redação

 

 

Dissecar os elementos anatômicos da cultura da secular Porto Nacional é preciso: graduação em povo, ter um relacionamento comunitário com a terra batida das periferias e suas manifestações; sentir o pulsar da sua musicalidade, na voz, nos tambores, nas violas, violões e guitarras de poetas e cantadores das ruas, becos, ruelas e bares; e ter ciência do movimento cativante das mãos dos artesãos que nos retratam e nos favorecem em madeira e barro, num solitário cotidiano de vivências sociais.

 

 

 

É assim, ao adentrar com profundidade a alma da cultura de Porto Nacional, sabendo que seu caminhar se iniciou no Castelo Medieval de São Maximim, no norte da França, no século XI, de onde vieram os Frades Dominicanos e aqui chegaram em outubro de 1886 para contribuir com essa coletividade na construção dos seus pilares definitivos da educação, da filosofia, das ciências, do humanismo, das línguas, das artes, da arquitetura, da engenharia e, principalmente, da fé cristã.

 

Fazer cultura em Porto Nacional, que desde o período do abandono e opressão exercido pelos grilhões que nos prendiam ao Sul opressor de Goiás, é ter consciência de que essa cidade já era intitulada a “Capital da Cultura do Norte Goiano”. Isso nos impõe compromisso administrativo, profissionalismo, responsabilidade, investimentos e respeito para com a trajetória dessa sociedade que atravessou a linha do tempo sendo altiva, soberana e definitiva. Ao contrário disso, é tratar a secular trajetória dessa centenária coletividade como estorvo cultural.

 

 

Insensível, a atual administração agride a história do povo portuense, criando factoides, desenhando sombras descaracterizadas, inventando normas enviesadas. Prova disso foi criar e veicular uma logo em que se lê: “Capital do Agronegócio e Cultura”. Trata-se de uma irresponsabilidade gritante, já que tentam apagar a história cultural da centenária cidade portuense que, ainda nos idos de Goiás, era oficialmente chamada Capital da Cultura do Norte Goiano.

 

Nada contra o agronegócio, que é uma das forças propulsoras da economia do nosso município, e isso se fortalece ainda mais com a potência do setor de serviços e a capacidade de gerar renda e riqueza oriundas do crescente polo de educação superior que a cidade abriga. Porto Nacional ganhou força econômica com esses setores e hoje é um polo de desenvolvimento. Mas isso não autoriza ninguém a tentar apagar as conquistas de um rico passado que serve de pilar e baliza para fortalecer esse presente na preparação de um futuro promissor e próspero.

 

É sabido que o prefeito de Porto Nacional tem seus acordos políticos na formação da sua equipe, mas isso não lhe dá o direito de “jogar merda no ventilador da cultura portuense”.

 

 

Em nenhum momento ele respeitou essa área, sempre desconhecendo a competência, a capacidade e, acima de tudo, a vivência e a profundidade da relação com o lugar dos filhos de Porto Nacional, o mais respeitado berço cultural do Tocantins, para dirigir essa área que é reconhecida em toda a Região Norte do país como fermentadora do “berço da intelectualidade”, com nomes dessas terras de Félix Camoa se destacando em várias áreas no Brasil e no exterior.

 

 

 

Essa política nefasta da atual gestão de Porto Nacional garante que suas nomeações para ocupar a Secretaria da Cultura do município, tão importante cargo na consolidação da trajetória histórica portuense, têm que atender tão somente a critérios políticos, aliadas a visões caolhas e distorcidas para a execução de políticas culturais para nossa gente.

 

 

 

Ele e seus nomeados acreditam que a cultura de Porto Nacional é um estorvo administrativo e se resume à execução dos projetos milionários do Carnaval e do período das praias de Porto Real e de Luzimangues. Só como parâmetro: no Carnaval 2026, quase um milhão e oitocentos mil reais saíram do município em direção ao mundo. E isso com o Museu Municipal desmoronando, a Biblioteca entregue às traças, o Centro Histórico da cidade em total abandono, com ruas esburacadas e entregue ao mato e ao descarte de lixo.

 

 

 

A atual titular da pasta da Cultura da municipalidade, festejada nas redes como amiga do poder e da governança estadual, ainda não entendeu nada. Apegou-se à organização da folia. Fazer Carnaval pagando cachê a bandas acima de 700 mil reais e empregando mais de um milhão de reais só em infraestrutura é fácil, pois não requer compromisso com um processo que envolve o conjunto complexo e dinâmico dos saberes, das crenças, das tradições e costumes nossos e de todos.

 

 

 

Fazer impulsionar a cultura de Porto Nacional requer mais do que currículo, mais do que amizade com poderosos; mais do que milhões oriundos dos nossos tributos, que nesse caso foram pessimamente empregados.

 

Certamente, impulsionar a cultura no município portuense, antes de tudo, exige capacidade criativa, comprometimento, valorização artística e, acima de tudo, conhecimento dos nossos valores coletivos e de cidadania.

 

Cultura não permite amadorismo nem submissão político-partidária.

 

Fica o aviso!

 

Família Paralelo 13

 

Edivaldo Rodrigues e Edson Rodrigues

 

 

Posted On Quarta, 04 Março 2026 05:19 Escrito por O Paralelo 13
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