DORINHA PERDEU A ELEIÇÃO NA CONDUÇÃO DA PRÓPRIA CAMPANHA

Posted On Terça, 27 Outubro 2026 06:04
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OLHO NO OLHO

 

Pesquisas, rearranjos políticos, falta de diálogo e uma oposição que soube transformar exclusões em alianças ajudam a explicar a derrota da senadora, que terminou o segundo turno 253 mil votos atrás de Vicentinho Júnior

 

 

Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

O Observatório Político de O Paralelo 13 inicia esta análise dos resultados do segundo turno da eleição para o Governo do Tocantins sem apontar o dedo para ninguém e sem diminuir a vitória do governador eleito Vicentinho Júnior. O propósito é compreender como uma candidatura cercada por lideranças de expressão, prefeitos, estrutura política e apoio governista terminou derrotada por uma diferença de 253.007 votos.

 

No primeiro turno, Professora Dorinha Seabra havia conquistado 386.260 votos, contra 372.848 de Vicentinho Júnior. A senadora começou a disputa em vantagem, com 13.412 votos à frente do adversário. No segundo turno, porém, o cenário se inverteu e Vicentinho chegou a 562.083 votos, equivalentes a 64,52% dos votos válidos, enquanto Dorinha recebeu 309.076 votos, ou 35,48%.

 

A diferença final foi de 253.007 votos. Entre uma votação e outra, Vicentinho ampliou sua votação em 189.235 votos, enquanto Dorinha terminou com 77.184 votos a menos do que havia recebido na primeira etapa.

 

Os números mostram a dimensão da virada e impõem uma pergunta inevitável: como uma candidata que havia terminado o primeiro turno na liderança, apoiada por importantes nomes da política tocantinense, perdeu terreno de maneira tão expressiva?

 

A resposta não está em um único episódio. O resultado foi construído por uma sequência de decisões políticas, dificuldades de articulação, alianças que não se concretizaram para o lado governista e uma candidatura adversária que soube aproveitar o espaço aberto pelas divergências.

 

A derrota de Dorinha precisa ser examinada, sobretudo, a partir da condução de sua própria campanha. Os apoiadores podem contribuir, mobilizar suas bases e colocar suas estruturas à disposição, mas não substituem a responsabilidade de quem lidera uma candidatura e precisa organizar sua estratégia.

 

O AFASTAMENTO DE WANDERLEI MUDOU O TABULEIRO

 

A sucessão estadual sofreu uma mudança profunda com o afastamento do governador Wanderlei Barbosa por decisão judicial, inicialmente pelo período de 90 dias. Até então, o presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres, era apontado como o nome natural do grupo governista para disputar o Palácio Araguaia e já desenvolvia sua pré-campanha com o apoio do governador.

 

O afastamento de Wanderlei desencadeou uma série de movimentos jurídicos e políticos para viabilizar seu retorno ao cargo. A situação passou a ser tratada também como uma questão de sobrevivência política do governador, que precisava recuperar o comando do Executivo e reorganizar seu futuro eleitoral.

 

Nesse contexto, segundo a narrativa política que se formou nos bastidores, lideranças e cúpulas partidárias ligadas ao PL, ao Republicanos e ao União Brasil, além de bancas de advogados, participaram de articulações e medidas jurídicas para buscar o retorno de Wanderlei ao governo. O movimento envolveu o entorno político do governador, o grupo do senador Eduardo Gomes e a estrutura partidária ligada a Professora Dorinha.

 

O retorno ao cargo foi acompanhado por um rearranjo político de grande alcance. A composição que se desenhava passou a envolver compromissos eleitorais: Wanderlei abriria mão de seu projeto de disputar uma vaga no Senado, apoiaria a candidatura de Dorinha ao Governo do Tocantins e trabalharia pela reeleição de Eduardo Gomes ao Senado.

 

O pacto político em Brasília, tal como relatado nos bastidores, ajudou a reorganizar a sucessão e a consolidar a aproximação entre grupos que passaram a defender uma mesma composição majoritária.

 

Mas todo acordo dessa dimensão produz consequências. Ao reorganizar a chapa e acomodar interesses, o grupo governista também deixou pelo caminho lideranças que tinham projetos próprios e que não aceitaram permanecer fora da disputa.

 

VICENTINHO TAMBÉM FOI EXCLUÍDO DO ARRANJO

 

Um dos pontos fundamentais para entender a eleição está na situação de Vicentinho Júnior antes de se tornar candidato ao Governo. Vicentinho era pré-candidato ao Senado na composição política ligada a Professora Dorinha. Com o avanço das articulações, porém, perdeu espaço na chapa para acomodar o desenho que envolvia Eduardo Gomes e Carlos Gaguim, então candidato do União Brasil ao Senado. O arranjo retirou de Vicentinho a perspectiva de disputar a vaga pela composição que se formava.

 

Não foi uma mudança pequena. Ao ser excluído daquele espaço, Vicentinho precisou reconstruir seu projeto eleitoral e buscar uma alternativa para continuar na disputa majoritária. Amélio Cayres também havia perdido espaço na sucessão governista. Seu projeto, até então apoiado por Wanderlei, deixou de ocupar o centro da composição. Alexandre Guimarães, presidente estadual do MDB, por sua vez, tinha seu próprio projeto para o Senado e também ficou fora do desenho que se consolidava em torno de Dorinha.

 

Foi nesse ambiente que os três se aproximaram. Vicentinho, Amélio e Alexandre encontraram na exclusão de seus projetos e na convergência de interesses o ponto de partida para construir uma nova aliança. O que o grupo governista tratou como uma reorganização de sua chapa acabou contribuindo para reunir três lideranças que, separadamente, tinham bases e objetivos próprios. Juntas, elas passaram a representar uma alternativa eleitoral com capacidade de enfrentar o poder político instalado.

 

A política tem dessas ironias e ao tentar acomodar interesses dentro de uma composição, um grupo pode acabar empurrando para o campo adversário lideranças que, somadas, se tornam uma força ainda maior.

 

O TRIO QUE SOUBE TRANSFORMAR INSATISFAÇÃO EM ALIANÇA

 

Vicentinho Júnior, Amélio Cayres e Alexandre Guimarães não partiram da mesma posição nem tinham trajetórias idênticas. A união entre eles, entretanto, encontrou uma base comum na necessidade de construir um projeto eleitoral fora da composição governista que havia se consolidado.

 

Vicentinho assumiu a candidatura ao Governo, Amélio passou a integrar a chapa como vice-governador e Alexandre Guimarães entrou na disputa pelo Senado. A aliança reuniu experiência parlamentar, presença regional e capacidade de articulação.

 

Vicentinho não contava, inicialmente, com a mesma estrutura política e administrativa reunida em torno de Dorinha. Mas conseguiu compensar parte dessa desvantagem por meio de alianças e aproximações sucessivas. O segundo turno foi decisivo para ampliar esse movimento, com novas adesões fortalecendo sua candidatura e ampliando o alcance político da chapa.

 

A vitória não veio apenas da insatisfação dos excluídos. O grupo precisou transformar essa insatisfação em organização eleitoral, estabelecer uma mensagem comum e convencer o eleitorado de que havia uma alternativa viável ao projeto governista.

 

Foi justamente nesse ponto que a candidatura de Vicentinho demonstrou capacidade de reação. Enquanto Dorinha já contava com uma rede consolidada de apoiadores, Vicentinho trabalhou para ampliar sua base e incorporar forças que não estavam com ele no início da disputa.

 

O resultado mostra que a estrutura política de partida não determina sozinha o desfecho de uma eleição. A capacidade de construir alianças, dialogar com diferentes grupos e transformar adesões em mobilização pode alterar completamente o equilíbrio de forças.

O PESO DOS APOIADORES NÃO GARANTIU A VITÓRIA

 

Professora Dorinha não entrou na disputa sem apoio. Contava com o governador Wanderlei Barbosa, o senador Eduardo Gomes, prefeitos, parlamentares, lideranças municipais e integrantes da estrutura política governista.

 

Eduardo Gomes, por exemplo, havia recebido mais de 450 mil votos em sua eleição para o Senado. Wanderlei também dispunha de uma rede de aliados construída ao longo de sua trajetória. Prefeitos e outras lideranças chegaram à campanha com bases eleitorais expressivas.

 

Era uma estrutura que, em tese, oferecia capilaridade nos municípios e condições para organizar uma campanha competitiva. Ainda assim, a soma desses apoios não se converteu em vitória.

 

É necessário fazer uma distinção: a votação expressiva de um aliado não significa que ele consiga transferir automaticamente seus votos a outro candidato. O eleitor não é propriedade de liderança alguma, e o desempenho eleitoral depende de diversos fatores.

 

O resultado, entretanto, deixa uma questão política incontornável. Se a candidatura dispunha de tantos apoios, por que não conseguiu ampliar sua votação no segundo turno?

 

A resposta passa pela forma como esses apoios foram coordenados, pela capacidade de mobilização conjunta e pelo diálogo estabelecido entre a candidata e os diferentes grupos que deveriam sustentar sua candidatura.

 

Não basta reunir nomes de peso em torno de um projeto. É preciso integrá-los à estratégia, alinhar a comunicação e criar condições para que cada liderança saiba como contribuir para o objetivo comum.

 

O que se viu foi uma campanha que não conseguiu transformar sua vantagem inicial e sua rede de apoiadores em uma força eleitoral suficiente para vencer a disputa.

 

FALTOU COMANDO POLÍTICO E UMA ESTRUTURA DE REAÇÃO

 

Na avaliação do Observatório Político de O Paralelo 13, um dos problemas centrais da campanha de Dorinha foi a ausência de uma condução suficientemente integrada para enfrentar os desafios do primeiro e, principalmente, do segundo turno.

 

Uma candidatura ao Governo do Estado precisa de comando definido, coordenação estratégica, diálogo permanente com os aliados e uma equipe capaz de identificar problemas e reagir rapidamente. Também precisa de uma instância de avaliação de crises, responsável por acompanhar os movimentos adversários e propor mudanças de rumo quando necessário.

 

A impressão deixada pelo processo foi a de que faltou uma engrenagem capaz de reunir essas funções em torno de um mesmo objetivo.

 

O segundo turno exigia mais do que repetir a estratégia da primeira etapa. Era necessário reconhecer que a disputa havia mudado, que o adversário estava se reorganizando e que a conquista de novos eleitores dependia de conversas que ultrapassassem a base já consolidada.

 

A campanha precisava buscar os candidatos derrotados no primeiro turno, dialogar com lideranças que ficaram fora da composição majoritária e procurar setores políticos que poderiam contribuir para ampliar a votação. Essa aproximação não poderia depender apenas da iniciativa de terceiros. Precisava partir da própria candidatura, com disposição para ouvir, negociar e construir pontes.

 

A responsabilidade por essa condução não pode ser transferida integralmente aos apoiadores. Cabe a quem lidera uma candidatura organizar a equipe, estabelecer prioridades, acompanhar o cenário e garantir que a estratégia seja executada.

 

Isso não significa atribuir à senadora, isoladamente, cada dificuldade enfrentada. Significa reconhecer que a liderança de uma candidatura também implica responsabilidade pelas decisões tomadas e pela estrutura montada para sustentá-la.

 

A DISTÂNCIA DA IMPRENSA E DAS LIDERANÇAS

 

Outro aspecto que merece reflexão é a relação da campanha com a imprensa e com as lideranças políticas.

 

Uma candidatura competitiva precisa compreender a importância da comunicação permanente. A imprensa não substitui a mobilização eleitoral, mas faz parte do ambiente público em que propostas, decisões e posicionamentos são apresentados à sociedade.

 

Da mesma forma, prefeitos, parlamentares, ex-candidatos e lideranças regionais não podem ser tratados apenas como apoiadores que aparecem em fotografias ou participam de atos políticos. Eles precisam fazer parte de uma construção que lhes permita compreender os objetivos da campanha, participar das articulações e atuar com clareza em suas bases.

 

O segundo turno era o momento de ampliar conversas, corrigir distâncias e buscar convergências. A aproximação com candidatos derrotados e lideranças que não estavam na chapa governista poderia ter aberto novas possibilidades de apoio.

 

Na política, ninguém é obrigado a apoiar quem não deseja. Mas quem disputa o Governo do Estado precisa entender que a construção de alianças exige iniciativa, presença e capacidade de negociação.

 

A impressão de que a campanha terceirizou parte dessas responsabilidades, esperando que os próprios aliados resolvessem as articulações, precisa ser examinada com seriedade. Uma candidatura não pode depender exclusivamente da iniciativa individual de quem a apoia. É preciso que a própria liderança esteja presente, estabeleça relações e assuma a tarefa de reunir o campo político em torno de um projeto comum.

 

AS PESQUISAS E A EUFORIA DE UMA VITÓRIA ANTECIPADA

 

Outro ponto que merece entrar no balanço da derrota é o papel das pesquisas de intenção de voto divulgadas durante a campanha.

 

Levantamentos nacionais e locais passaram a ocupar lugar central na comunicação política. Seus números orientaram discursos, alimentaram expectativas e influenciaram a percepção de militantes, apoiadores e da própria candidatura sobre o rumo da eleição.

 

No primeiro turno, Dorinha terminou à frente de Vicentinho, com 45,52% dos votos válidos, contra 43,94% do adversário. Essa vantagem, somada às expectativas favoráveis alimentadas por parte do grupo governista, pode ter contribuído para a sensação de que a vitória estava encaminhada.

 

No segundo turno, porém, as pesquisas divulgadas na reta final apontavam um cenário diferente. Levantamento AtlasIntel divulgado em 24 de outubro indicava Vicentinho com 59,5% dos votos válidos e Dorinha com 40,5%. A pesquisa Paraná Pesquisas também mostrava vantagem do candidato do PSDB, com 56,5% contra 43,5% da senadora, segundo os números divulgados para a disputa.

 

Os resultados oficiais foram ainda mais expressivos: Vicentinho terminou com 64,52% dos votos válidos, contra 35,48% de Dorinha.

 

A comparação mostra que as pesquisas finais já indicavam uma desvantagem relevante para a candidata governista, embora o resultado das urnas tenha ampliado a diferença. Isso não permite afirmar, por si só, que os institutos tenham manipulado números ou produzido resultados falsos. Permite, contudo, questionar como a campanha interpretou os levantamentos, quais cenários considerou e se houve uma reação estratégica proporcional aos sinais de alerta.

 

O problema político surge quando uma candidatura passa a acreditar mais nas projeções favoráveis do que na realidade das ruas, dos municípios e das articulações. Se a equipe se convence de que está na frente, pode reduzir o ritmo de mobilização, subestimar o adversário e deixar de buscar os apoios necessários para mudar o cenário.

 

A divulgação de expectativas de vitória em primeiro turno, inclusive por integrantes do campo governista, pode ter alimentado uma euforia prematura. No segundo turno, a crença de que a candidatura ainda estava em posição confortável pode ter dificultado o reconhecimento da dimensão do desafio.

 

Não se pode afirmar que as pesquisas, isoladamente, provocaram a derrota. O mais consistente é compreender que a interpretação dos levantamentos pode ter sido parte de um conjunto de erros de avaliação e de condução da campanha.

 

A lição é clara: pesquisa eleitoral não substitui estratégia, mobilização nem capacidade de ouvir o eleitor. Número favorável não ganha eleição por conta própria, assim como uma projeção desfavorável não determina necessariamente o resultado. O que faz diferença é a capacidade de interpretar os sinais e agir a partir deles.

 

A ESCOLHA DO VICE E AS DECISÕES DA CHAPA

 

A composição de uma chapa majoritária não é um detalhe burocrático. A escolha do vice-governador pode ampliar alianças, equilibrar forças regionais e fortalecer a confiança entre grupos políticos.

 

Por isso, as decisões tomadas na montagem da chapa de Dorinha também precisam ser analisadas no contexto da campanha. A acomodação de interesses, a definição dos candidatos ao Senado e a maneira de conduzir as relações com os partidos e as lideranças integram o conjunto de escolhas que moldaram o cenário eleitoral.

 

A exclusão de Vicentinho do arranjo para o Senado, a perda de espaço de Amélio e a ausência de Alexandre Guimarães na composição defendida pelo grupo governista ajudaram a criar as condições para a formação da aliança adversária.

 

Não se pode atribuir o resultado a uma única escolha. Mas tampouco é razoável excluir as decisões estratégicas da avaliação sobre o desempenho eleitoral.

 

Uma campanha não se constrói apenas com o nome do candidato ao Governo. Depende da capacidade de organizar uma equipe, estabelecer prioridades, integrar os partidos e criar condições para que todos os integrantes da composição trabalhem em sintonia.

 

A DERROTA EXIGE RESPONSABILIDADE, NÃO TERCEIRIZAÇÃO

 

Depois de uma derrota, é tentador procurar um culpado entre os aliados e atribuir o resultado à falta de empenho de prefeitos, à atuação do governador, ao desempenho de parlamentares ou à insuficiência de recursos políticos. Essa leitura pode ser conveniente, mas não responde à questão principal.

 

Wanderlei Barbosa, Eduardo Gomes e os demais aliados devem ter sua participação examinada com base em fatos concretos, e não apenas por impressões ou expectativas de transferência automática de votos. O capital eleitoral de cada um é relevante, mas não representa garantia de vitória para qualquer candidato que receba seu apoio.

 

A responsabilidade central pela condução de uma candidatura, porém, não pode ser terceirizada. Cabe à candidata e à sua equipe organizar a campanha, definir estratégias, acompanhar os resultados, manter diálogo com os aliados e corrigir os rumos quando necessário.

 

No caso de Dorinha, a derrota exige uma avaliação interna rigorosa sobre a forma como a campanha foi conduzida, as escolhas políticas realizadas, a relação com as lideranças e a capacidade de reação diante da reorganização do campo adversário. Faltou diálogo e parceria com a imprensa tradicional.

 

O resultado final não autoriza concluir que todos os apoiadores falharam ou que nenhum deles contribuiu eleitoralmente. Mas evidencia que o conjunto de forças reunido em torno da senadora não foi suficiente para assegurar a vitória.

 

A campanha precisava integrar seus aliados, ampliar o diálogo com os setores políticos que ficaram fora da composição e reagir aos sinais de crescimento do adversário. A dificuldade de fazer isso contribuiu para que a vantagem do primeiro turno se transformasse em uma derrota expressiva.

 

UMA LIÇÃO PARA A POLÍTICA TOCANTINENSE

 

A vitória de Vicentinho Júnior inaugura um novo capítulo na política tocantinense. O governador eleito terá o desafio de transformar a aliança que o conduziu ao Palácio Araguaia em uma base capaz de governar, respeitando as diferenças e buscando convergências em torno dos interesses da população.

 

Amélio Cayres e Alexandre Guimarães chegam a esse novo momento com posições políticas fortalecidas pela aliança vitoriosa. Caberá ao grupo demonstrar que a união construída durante a eleição pode se converter em capacidade de gestão e compromisso com o estado.

 

Do outro lado, Professora Dorinha e seus aliados terão de fazer uma leitura honesta do resultado. Não basta apontar falhas externas ou procurar responsáveis entre aqueles que participaram da campanha. É preciso compreender por que uma candidatura apoiada por lideranças de expressão, que começou o segundo turno com a expectativa de disputar a vitória, terminou 253.007 votos atrás do adversário.

 

O senador Eduardo Gomes cumprimentou Vicentinho Júnior e Amélio Cayres e reafirmou seu compromisso com o Tocantins, além da disposição para o diálogo e o trabalho conjunto em favor da população. O gesto sinaliza a importância de preservar os interesses do estado para além das disputas eleitorais.

 

A maturidade política exige reconhecer o resultado das urnas e compreender que a eleição terminou, mas os desafios do Tocantins continuam. O estado precisa de diálogo institucional, responsabilidade administrativa e lideranças dispostas a trabalhar em favor de toda a população.

 

O Observatório Político de O Paralelo 13 encerra esta análise com uma convicção: na política, apoio não é transferência automática de votos, aliança não substitui estratégia e pesquisa não pode ser confundida com resultado eleitoral. Liderança se demonstra na capacidade de reunir pessoas, construir confiança, interpretar os sinais da sociedade e conduzir um projeto coletivo.

 

Aos governadores Wanderlei Barbosa, que segue à frente do Executivo estadual, e Vicentinho Júnior, governador eleito, a família O Paralelo 13 deseja sucesso na condução dos interesses de todos os tocantinenses.

 

Que o novo momento seja marcado pelo diálogo, pelo respeito institucional e pelo compromisso com o desenvolvimento do Tocantins.

 

Bênçãos!

 

Família O Paralelo 13

 

 

 

 

Última modificação em Terça, 27 Outubro 2026 06:35
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