Por Edson Rodrigues
Em períodos de forte tensão política e eleitoral, cresce ainda mais a importância de uma imprensa séria, equilibrada, responsável e comprometida com a verdade dos fatos. O jornalismo profissional exerce um papel fundamental dentro da democracia. É através da informação correta, da apuração responsável e do compromisso ético que a sociedade consegue distinguir fatos de narrativas artificiais, informação de propaganda e jornalismo verdadeiro de manipulação política.
Uma imprensa livre não pode servir a projetos pessoais, grupos econômicos ou interesses ocultos. Seu compromisso maior deve ser sempre com a população, com a transparência pública e com o direito do cidadão de receber informação limpa, honesta e responsável.
Em tempos em que redes sociais aceleram versões, distorcem fatos e transformam boatos em instrumentos políticos, torna-se ainda mais necessário o fortalecimento de veículos de comunicação que preservam sua independência editorial, respeitam a inteligência do leitor e mantêm compromisso permanente com a democracia.
É dentro dessa linha editorial que a família O Paralelo13, tendo Edivaldo Rodrigues como editor-chefe, Edson Rodrigues como diretor-presidente, Edmar Rodrigues na área financeira, além de seus colaboradores, parceiros e fontes espalhadas por todas as regiões do Tocantins, reafirma seu compromisso histórico com um jornalismo independente, crítico, destemido e comprometido com a verdade.

Ao longo dos anos, construímos muito mais que um veículo de comunicação. Construímos uma relação de confiança com nossos leitores e leitoras, parceiros comerciais e principalmente com a sociedade tocantinense, que sempre encontrou em O Paralelo13, tanto no formato online quanto impresso, um espaço democrático, plural e livre para o debate das grandes questões políticas, econômicas e sociais do Tocantins.
Nossos parceiros sempre foram o oxigênio que manteve viva esta trajetória.
E é justamente por respeito a essa história que sentimos a obrigação de fazer um alerta público sobre um fenômeno preocupante que cresce dentro do mercado de comunicação tocantinense em pleno processo sucessório de 2026.
O AVANÇO DA “IMPRENSA PARAGUAIA”

O Tocantins convive hoje com o surgimento de uma espécie de “imprensa paraguaia”, formada por estruturas improvisadas, sem compromisso jornalístico, sem credibilidade editorial e muitas vezes sustentadas exclusivamente por recursos públicos ou interesses políticos ocultos.
Trata-se de sites, perfis e pseudo veículos criados unicamente para manipular informações, destruir reputações, fabricar narrativas eleitorais e tentar influenciar artificialmente a opinião pública durante o processo sucessório estadual.
Em muitos casos, essas estruturas atuam diretamente vinculadas a grupos políticos, candidaturas e detentores de mandato, funcionando como instrumentos de propaganda disfarçados de jornalismo.
O problema se agrava quando tais estruturas passam a divulgar pesquisas eleitorais sem credibilidade, levantamentos suspeitos e números incompatíveis com a realidade política vivida nas ruas. A Justiça Eleitoral já começou a agir.
Diversas pesquisas de intenção de voto foram suspensas ou proibidas de divulgação por apresentarem indícios graves de irregularidades, inconsistências técnicas e possíveis manipulações de resultados.
O Ministério Público Eleitoral, a Justiça Eleitoral e os órgãos de fiscalização vêm demonstrando atenção crescente diante dessas práticas que atentam diretamente contra a democracia e contra o direito da população à informação verdadeira.
DESINFORMAÇÃO NÃO É JORNALISMO

É importante deixar claro que liberdade de imprensa não pode ser confundida com fabricação de fake news, manipulação eleitoral ou militância política financiada com recursos públicos.
A imprensa séria possui responsabilidade.
Possui compromisso ético.
Possui história.
No Tocantins existem dezenas de veículos de comunicação respeitados, tanto online quanto impressos, muitos deles associados à AVECOM, entidade séria que representa veículos tradicionais da comunicação tocantinense.
Há profissionais honrados, jornalistas experientes, comunicadores responsáveis e empresas que ajudam diariamente a fortalecer a democracia através da informação correta e equilibrada.
Mas infelizmente também existem aqueles que utilizam o nome da imprensa apenas como fachada para atender interesses financeiros e políticos. Há estruturas que surgem apenas em períodos eleitorais, desaparecem após o resultado das urnas e retornam dois anos depois com novos nomes, novas páginas e os mesmos métodos.
São veículos sem identidade jornalística, sem compromisso editorial e muitas vezes sem qualquer vínculo verdadeiro com a comunicação profissional. Em muitos casos, funcionam apenas como ferramentas de pressão política, propaganda direcionada ou ataques coordenados.
O TOCANTINS SABE DIFERENCIAR

O eleitor tocantinense amadureceu.
A população sabe identificar quem faz jornalismo de verdade e quem atua apenas como instrumento político temporário.
O Tocantins conhece os veículos que permanecem trabalhando diariamente, enfrentando dificuldades, cobrindo fatos, ouvindo todos os lados e mantendo compromisso permanente com a informação séria.
Nós, da imprensa tradicional, continuaremos aqui.
Depois das eleições, das disputas, das narrativas passageiras, continuaremos exercendo nosso papel de informar, fiscalizar, denunciar e defender a democracia.
Porque jornalismo verdadeiro não nasce apenas em ano eleitoral, constrói história e história não se compra!
Saudações.