A família O Paralelo 13 manifesta solidariedade à jornalista Maju Cotrim e à Gazeta do Cerrado diante da denúncia sobre uma suposta lista de boicote a empresas que teriam apoiado a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O episódio exige esclarecimentos e reafirma a importância da liberdade de imprensa e do respeito à pluralidade política.
A Gazeta do Cerrado não precisa provar sua independência a quem tenta colocar em dúvida sua atuação. Durante a cobertura da corrida presidencial, o veículo deu espaço a candidatos de diferentes partidos e correntes ideológicas, tanto no primeiro quanto no segundo turno, contemplando posições de direita, esquerda, centro e oposição ao governo. Seu compromisso é com a notícia, com o jornalismo responsável e com o direito da sociedade à informação.
Mais do que acompanhar a disputa pelo poder, a Gazeta do Cerrado também dá voz a quem historicamente enfrenta barreiras para ser ouvido. Pessoas negras, comunidades quilombolas, povos indígenas e outros segmentos muitas vezes excluídos do debate público encontram no veículo espaço para suas pautas, suas histórias e suas reivindicações.

À frente desse trabalho está Maju Cotrim, uma mulher negra, mãe, profissional de resistência e de luta, que há uma década dedica seu talento e sua energia à Gazeta do Cerrado. Uma jornalista que exerce a profissão com responsabilidade, amor pelo ofício e compromisso com a sociedade tocantinense.
Por isso, a denúncia sobre uma suposta lista de boicote merece ser apurada com seriedade. Se confirmada, a tentativa de constranger empresas por suas posições políticas representa uma ameaça à liberdade de escolha e à convivência democrática. Divergências são legítimas. Intimidação e perseguição não são.
Maju não merece ataques nem tentativas de desqualificação. Merece respeito, reconhecimento e aplausos por sua trajetória e pela contribuição que ela e sua equipe oferecem ao jornalismo do Tocantins. A Gazeta do Cerrado é um veículo respeitado, que cumpre seu papel ao informar, ouvir diferentes vozes e dar visibilidade a realidades que não podem ser ignoradas.

Os covardes se escondem no anonimato. Quem acredita no que defende tem coragem de assumir suas posições às claras. A democracia não se fortalece com listas de perseguição, ameaças ou boicotes motivados por divergências políticas. Fortalece-se com liberdade, responsabilidade e respeito.
A família O Paralelo 13 reafirma sua solidariedade a Maju Cotrim e a toda a equipe da Gazeta do Cerrado. Defender essa jornalista é também defender o jornalismo livre, o pluralismo e o direito de a sociedade ser informada sem intimidação.
Maju, você não está sozinha. Nosso respeito e nossa solidariedade.
Família O Paralelo 13
Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues