PALMAS, O CENTRO DO JOGO: A CAPITAL COMO EIXO DAS GRANDES DECISÕES

Posted On Sexta, 09 Janeiro 2026 16:23
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Por Edson Rodrigues

 

 

 

As eleições de 2026 no Tocantins começam a ser desenhadas muito antes do calendário oficial. E o ponto de partida, mais uma vez, é Palmas. A capital concentra o maior colégio eleitoral do estado, influencia narrativas e define rumos. É nesse cenário que o prefeito Eduardo Siqueira Campos se consolida como peça-chave do tabuleiro político.

A travessia de 2025 foi dura, marcada por crises herdadas em áreas sensíveis da administração municipal. Saúde, transporte urbano, merenda e transporte escolar exigiram respostas rápidas e reorganização interna. Superado o primeiro ano, Eduardo entra em 2026 com mais controle da gestão e maior margem política.

SOBREVIVER AO PRIMEIRO ANO MUDA O JOGO

 

Na lógica do poder, sobreviver ao primeiro ano de mandato é um divisor de águas. Prefeitos que cruzam essa fase sem colapso administrativo ganham musculatura política. Em Palmas, a gestão avançou do modo defensivo para um estágio de consolidação, abrindo espaço para investimentos, obras e entregas que tendem a se refletir diretamente na opinião pública. E opinião pública, em Palmas, é capital eleitoral para qualquer projeto estadual.

EDUARDO GOMES: O ELO COM BRASÍLIA

 

Nenhuma engrenagem política funciona sem conexão com Brasília. E, nesse ponto, o senador Eduardo Gomes ocupa posição central. Vice-presidente do Senado Federal, ele se tornou o principal articulador nacional do grupo político que hoje orbita Palmas e o Governo do Estado.

Foi por meio dessa articulação que mais de R$ 50 milhões foram assegurados para a saúde pública da capital no final de 2025. Não se trata apenas de recursos, é demonstração de força política, acesso institucional e capacidade de influência nos centros de decisão do país.

Mais do que um aliado, Eduardo Gomes é um operador estratégico de um projeto que conecta capital, estado e Congresso Nacional.

PROFESSORA DORINHA: A ÂNCORA ELEITORAL E INSTITUCIONAL

 

Ao lado de Eduardo Gomes, a senadora Professora Dorinha exerce papel igualmente decisivo. Com forte inserção social, trajetória na educação e presença consolidada no eleitorado tocantinense, Dorinha funciona como âncora institucional e eleitoral desse grupo político.

Sua atuação amplia o alcance da articulação em Brasília e fortalece o discurso de estabilidade política, algo raro em cenários pré-eleitorais marcados por fragmentação. Dorinha agrega densidade política, credibilidade e lastro eleitoral a um projeto que mira 2026 com ambição clara.

A HERANÇA POLÍTICA

 

A convergência entre Eduardo Siqueira Campos e Wanderlei Barbosa carrega um simbolismo que vai além da política imediata. Trata-se do reencontro de duas trajetórias profundamente ligadas à história de Palmas e do Tocantins. Eduardo é filho de José Wilson Siqueira Campos, fundador do estado e da capital, figura central na construção institucional do Tocantins. Wanderlei é filho de Fenelon Barbosa, primeiro prefeito de Palmas, responsável pela organização inicial da cidade ainda em seus primeiros passos.

 

Essa ligação histórica ganha ainda mais força pelo papel desempenhado pelas mães dos dois líderes. Dona Aureny Siqueira, mãe de Eduardo, é reconhecida como uma das mais importantes primeiras-damas do Tocantins, símbolo de sensibilidade social e presença política nos momentos fundadores do estado. Dona Maria Rosa, mãe de Wanderlei, foi a primeira-dama de Palmas e referência de acolhimento e atuação social na fase inicial da capital. Duas mulheres que marcaram época e ajudaram a moldar a identidade política e social da cidade.

 

Hoje, os filhos desses protagonistas da história tocantinense se encontram no centro das decisões, justamente no momento em que Palmas e o estado voltam a precisar caminhar juntos. O simbolismo dessa união reforça o peso político da aliança e ajuda a explicar por que ela ultrapassa o campo administrativo e se projeta como um dos eixos centrais das eleições de 2026.

AUTORIZAÇÃO PARA O ENCONTRO

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin autorizou que o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), e o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), mantenham contato. O ministro deixou claro, no entanto, que a autorização não se estende a outros investigados nem amplia o espectro de contatos para além do estritamente necessário à administração pública.

A ENGENHARIA DO PODER EM 2026

 

Com Eduardo Siqueira consolidando a gestão da capital, Wanderlei Barbosa liderando o estado, Eduardo Gomes operando a engrenagem nacional e Professora Dorinha dando lastro político e eleitoral, forma-se hoje o grupo mais organizado do cenário tocantinense.

Palmas passa a ser vitrine administrativa e variável decisiva no resultado das eleições de 2026, seja para Governo, Senado ou disputas proporcionais.

ANTES DO PALANQUE

 

O verdadeiro embate eleitoral começa muito antes dos discursos. Ele se constrói na entrega de serviços, no acesso a recursos, na capacidade de articulação e na leitura correta do tempo político. Neste momento, o grupo formado por Eduardo Siqueira, Wanderlei Barbosa, Eduardo Gomes e Professora Dorinha joga com vantagem. O restante do tabuleiro observa, reage e tenta se reorganizar.

No Paralelo 13, é aí que a política interessa: onde os grupos se formam antes de chegarem ao palanque.

 

 

 

Última modificação em Sábado, 10 Janeiro 2026 06:12
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