Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
Enquanto os tocantinenses, assim como o restante do país voltam as suas atenções aos jogos da Copa do Mundo (dizer que vibram e torcem seria exagero!), as festas juninas e a temporada de praia, a política estadual entra em um período de “modo avião”. É como se fosse o intervalo entre o primeiro e o segundo tempos, o momento em que os principais pré-candidatos ao governo e ao Senado aproveitam a mudança do foco popular para reorganizar forças, alinhar estratégias e preparar o terreno para as convenções partidárias que se aproximam. Como em um campeonato, cada lance pode definir o rumo da disputa.
DORINHA SEABRA

A senadora e professora Dorinha Seabra surge com sua pré-candidatura ao governo consolidada. Contando com apoio maciço de prefeitos, vereadores, lideranças políticas e classistas, além da chancela de nomes de peso como o vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes, e o governador Wanderlei Barbosa, que detém mais de 70% de aprovação popular, Dorinha se prepara para transformar a convenção em uma verdadeira festa política, reunindo a base governista em torno de sua candidatura exclusiva.
Mas, como ensina a metáfora do futebol, quem lidera o placar passa a ser “vidraça” e alvo de ataques: a partir das convenções, serão 45 dias de campanha oficial em que cada erro pode ser explorado pelos adversários.
VICENTINHO JÚNIOR

O deputado federal Vicentinho Júnior, pré-candidato ao governo pelo PSDB e MDB, aposta em uma narrativa conciliadora. Em recente discurso na Região Sudeste do Estado, afirmou: “Quero discutir propostas com a população, não irei falar mal de ninguém. Não sou inimigo do governador Wanderlei Barbosa, serei o pós-Wanderlei.” Essa postura de não agressão e não denuncismo vem conquistando simpatia entre eleitores, que o veem como alguém “calcado na sandália da humildade”. Sua estratégia é clara: buscar espaço para ser um dos dois nomes a chegar ao segundo turno, mantendo proximidade com o povo e evitando confrontos diretos.
LAUREZ MOREIRA

A candidatura de Laurez Moreira vinha sofrendo desgaste, sem conseguir formar uma nominata robusta para a Câmara Federal e ainda perdendo a participação e apoio de Mauro Carlesse, que anunciou sua desistência de concorrer ao Senado pois, aproveitando o momento “Copa Mundo, se sentiu colocado “para escanteio”, pelo senador Irajá Silvestre reforçava sua própria reeleição, que divulga vídeos em suas redes sociais, acompanhado de prefeitos e lideranças, pedindo apoio à sua reeleição ao Senado, e deixando Carlesse e, até, Laurez Moreitra em segundo plano.

No entanto, o cenário apresenta um grande reforço na campanha de Laurez. O vice-governador foi “escalado” pelo PT, que chega com força política e estrutura. O partido traz consigo o prestígio do presidente Lula, líder nas pesquisas nacionais, e o reforço da ex-senadora Kátia Abreu, responsável por coordenar o palanque no Tocantins. Além disso, Paulo Mourão, ex-prefeito de Porto Nacional, será candidato ao Senado, fortalecendo a chapa. Com nominatas prontas para estadual e federal, Laurez ganha fôlego para tentar um “rabo de arraia” e disputar uma vaga no provável segundo turno.
O JOGO SÓ COMEÇA APÓS AS CONVENÇÕES
O Observatório Político de O Paralelo 13 alerta: o campeonato eleitoral só começa de fato após as convenções, quando as candidaturas serão homologadas e registradas no TRE. Apesar da liderança de Dorinha Seabra nas pesquisas para o governo e de Eduardo Gomes para o Senado, nada está definido. Na política, como no futebol, “vence quem errar menos”. Até o apito final em outubro, todos os pré-candidatos ainda têm chances de virar o jogo.
Estamos de olho, daqui das “arquibancadas” atentos à cada lance!
Até breve!!