A RAPIDEZ DOS FATOS POLÍTICOS NA SUCESSÃO ESTADUAL

Posted On Quarta, 27 Mai 2026 15:58
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Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

O processo sucessório de 2026 no Tocantins começa a entrar numa velocidade nunca vista em eleições anteriores. O Observatório Político de O Paralelo13 vem acompanhando diariamente os movimentos dos grupos políticos, das pré-candidaturas majoritárias e proporcionais, além das transformações provocadas pelas redes sociais dentro do novo modelo de fazer política.

 

A grande verdade é que parte da velha classe política ainda não conseguiu compreender que o jogo mudou.

 

Muitos dos políticos tradicionais não conseguem mais executar o “dois em um”. Não acompanham totalmente o modelo antigo da política presencial, do corpo a corpo permanente, nem conseguem dominar a velocidade e a influência das redes sociais.

 

E isso começa a produzir consequências.

 

Quem não se adaptar rapidamente ao novo cenário corre sério risco de virar apenas lembrança política antes mesmo das convenções partidárias.

 

QUEM NÃO CUMPRIR COMPROMISSOS VIRARÁ “CAIXÃO E VELA PRETA”

 

 

As candidaturas mais jovens e conectadas com o ambiente digital vêm conseguindo algo que os grupos tradicionais ainda tentam entender que é engajamento espontâneo.

 

Postagens simples conseguem milhares de visualizações. Vídeos se multiplicam nos grupos de WhatsApp. Conteúdos ganham compartilhamentos orgânicos. As redes sociais passaram a funcionar como uma extensão do palanque político.

 

Mas o fenômeno não acontece apenas no ambiente digital.

 

Paralelamente, muitos pré-candidatos começaram a descer do “andar de cima” para voltar ao “andar de baixo”, ouvindo lideranças comunitárias, conversando com as bases e interagindo diretamente com o eleitor das classes C, D, E e F.

 

E isso vem produzindo efeitos positivos. O eleitor quer ser ouvido, quer atenção, proximidade e humildade.

 

CORRAM DO ANDAR DE CIMA ATÉ JULHO

 

 

Na avaliação do Observatório Político de O Paralelo13, a maior parte do eleitorado das classes A e B já possui, em boa medida, posicionamentos políticos mais consolidados.

 

O grande campo de disputa eleitoral continuará sendo o eleitor popular. É justamente nesse ambiente que o jogo sucessório será decidido.

 

E quem permanecer preso apenas às rodas políticas, reuniões fechadas, prefeitos, vereadores e assessorias poderá descobrir tarde demais que está falando apenas para a própria bolha.

 

Há pré-candidaturas proporcionais que já começam a enfrentar desgaste antes mesmo da abertura oficial da campanha por não conseguirem cumprir compromissos assumidos ao longo das articulações políticas.

 

Muitas delas, segundo avaliação de bastidores, dificilmente chegarão vivas às convenções partidárias.

 

O GOVERNO AINDA NÃO ENTROU NO JOGO

 

 

Outro ponto que vale mencionar pelo é que o governo estadual, na prática, ainda não entrou completamente no jogo sucessório.

 

Aliados próximos do Palácio Araguaia avaliam que a entrada mais forte da estrutura governista deverá acontecer somente a partir de julho, quando as chapas estiverem praticamente consolidadas.

 

Até lá, tanto as candidaturas majoritárias quanto as proporcionais seguem em fase de organização interna, formação de equipes de campo, ajustes estratégicos e construção de narrativas políticas.

 

A ordem neste momento é preparar estrutura, alinhar discurso e organizar presença digital e territorial.

 

O jogo oficial só ganhará dimensão total após as convenções partidárias.

 

O TAPETÃO JUDICIAL JÁ COMEÇOU A SER MONTADO

 

 

Nos bastidores jurídicos e políticos, cresce a expectativa sobre possíveis tentativas de impugnação de candidaturas.

 

O ambiente político já trabalha com hipóteses envolvendo denúncias de abuso de poder econômico, questionamentos sobre movimentações financeiras, irregularidades eleitorais e possíveis pendências jurídicas de algumas pré-candidaturas.

 

Fontes ouvidas pelo Observatório Político avaliam que determinadas disputas poderão ultrapassar o TRE e acabar sendo decididas apenas nas cortes superiores em Brasília. Além da disputa política, haverá também uma intensa batalha jurídica.

 

DETENTORES DE MANDATO PRECISAM SAIR DA BOLHA

 

 

Deputados estaduais, deputados federais e senadores possuem hoje uma enorme vitrine política através das emendas parlamentares e investimentos destinados aos municípios.

 

Porém, muitos ainda cometem um erro e acreditam que apenas prefeitos e vereadores garantem reeleição. Trata-se da bolha política.

 

O eleitor quer saber diretamente o que cada parlamentar fez pelo Tocantins. Quais obras ajudou a construir. Quais recursos trouxe. Quais municípios foram beneficiados. Quais bandeiras defendeu. Quais projetos apresentou. E isso precisa ser publicizado.

 

O Tocantins possui dezenas de veículos de comunicação tradicionais e digitais, além das redes sociais, que hoje funcionam como canais permanentes de prestação de contas.

 

Quem não mostrar resultado corre risco de invisibilidade eleitoral.

 

NOVIDADES CHEGANDO AO TABULEIRO SUCESSÓRIO

 

Ex-presidente Dilma, Kátoa Abreu e o presidente Lula

 

O cenário político pode ganhar novos ingredientes nas próximas horas. Nos bastidores, cresce fortemente a possibilidade de confirmação de três novos movimentos políticos importantes: A ex-senadora Kátia Abreu como possível candidata ao Governo dentro do campo ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva; O ex-prefeito Paulo Mourão como candidato ao Senado; E o ex-prefeito de Araguaína Ronaldo Dimas como pré-candidato ao Senado pelo Podemos.

 

Ex-deputado Paulo Mourão  e o presiente Lula 

 

Caso Ronaldo Dimas confirme sua entrada na disputa, o cenário político poderá sofrer forte impacto na região Norte do Estado.

 

 

Isso porque Dimas teria apoio político direto do prefeito de Araguaína Wagner Rodrigues e também do prefeito de Palmas Eduardo Siqueira Campos, presidente estadual do Podemos.

 

PALMAS E ARAGUAÍNA PODEM DECIDIR A ELEIÇÃO

 

Os dois maiores colégios eleitorais do Tocantins poderão ser determinantes no processo sucessório de 2026.

 

Palmas possui atualmente cerca de 209.524 eleitores, representando aproximadamente 17,9% de todo o eleitorado tocantinense, que hoje soma 1.171.342 eleitores.

 

Já Araguaína possui cerca de 118.990 eleitores, representando aproximadamente 10,1% do eleitorado estadual.

 

Somadas, as duas cidades concentram praticamente 28% dos eleitores do Tocantins.

 

Quase um terço da eleição estadual poderá passar diretamente pelo eixo Palmas-Araguaína.

 

ABSURDO

 

 

O Observatório Político de O Paralelo13 recebeu nesta quinta-feira um release do gabinete do senador Irajá Abreu afirmando que o parlamentar teria sido escolhido como “o melhor parlamentar do Tocantins”.

 

Nos bastidores políticos, a repercussão foi imediata.

 

Pelo visto, a pesquisa pode ter sido realizada nos Estados Unidos… ou talvez ao redor das academias de Brasília.

 

Voltaremos ao assunto em breve.

 

A SUCESSÃO ESTADUAL SEGUE ABERTA

 

Os próximos 60 dias prometem fortes emoções, mudanças de rota, novas alianças, desistências e possíveis reviravoltas.

 

E no Tocantins, quem não acompanhar a velocidade dos fatos políticos poderá descobrir tarde demais que perdeu o bonde da história.

 

Estamos de olho!

 

 

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