Por Robson Bonin
Presidente da Câmara, Hugo Motta, escancarou, nesta terça-feira, uma situação que era tratada apenas nos bastidores dos poderes em Brasília. A ruptura de relações entre Lula, o chefe do Executivo, e o chefe do Parlamento, Davi Alcolumbre.
Desde os tempos de Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia — ou da ruptura entre Renan Calheiros e Dilma Rousseff na véspera do impeachment de 2016 –, um chefe do Parlamento não admitia situação tão grave entre dois representantes de poderes em Brasília.
“Tenho boa relação com ambos e tenho procurado, naquilo que me cabe — respeitando a independência entre os poderes e autonomia de cada Casa –, em ajudar na retomada de diálogo para que essa interlocução possa ser retomada. Nós temos um presidente da República que tem que conversar com o presidente do Senado, que tem conversar com o presidente do Congresso Nacional, apesar de qualquer problema que tenha acontecido”, disse Motta durante entrevista para a CNN.
A fala do deputado se deu no contexto da derrota imposta pelo Senado a Jorge Messias, o nome escolhido por Lula para o STF, fator que teria levado ao rompimento dos dois chefes de poder.
“Defendo o diálogo como ferramenta construtiva, serve para lavar uma roupa suja, se necessário for”, disse Motta. “Não podemos trazer para o pessoal aquilo que é importante ser discutido e votado para o bem da população brasileira”, seguiu Motta, fazendo referência ao desejo do governo de votar no Parlamento a proposta que acaba com a escala 6×1.