Lula usa tarifaço para ampliar vantagem sobre Flávio com eleitor ‘independente’

Posted On Quinta, 11 Junho 2026 04:49
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Na simulação de segundo turno, o levantamento aponta que o petista oscilou dois pontos porcentuais para cima desde a rodada passada, de maio, indo de 42% para 44%, enquanto Flávio caiu de 41% para 38%.

 

 

 

Com Estadão Conteúdo 

 

 

 

Pesquisa Genial/Quaest divulgada ontem mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu vitorioso na disputa de narrativas sobre a ameaça de um novo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil.

Com apoio relevante dos chamados eleitores independentes – aqueles que não se identificam nem com o lulismo nem com o bolsonarismo -, Lula, que será candidato à reeleição, ampliou a vantagem sobre o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ).

 

Na simulação de segundo turno, o levantamento aponta que o petista oscilou dois pontos porcentuais para cima desde a rodada passada, de maio, indo de 42% para 44%, enquanto Flávio caiu de 41% para 38%. Antes, o presidente e o senador estavam em empate técnico dentro da margem de erro, de dois pontos porcentuais. Agora, Lula lidera por seis pontos porcentuais de vantagem.

Entre o eleitorado que se posiciona como independente, em um cenário de segundo turno, Lula registrou 37%, ante 24% de Flávio Foram 30% os que disseram que não vão votar e 9% de indecisos. Em maio, neste segmento, o presidente tinha 29% e o senador, 31% Eram 35% os que não iriam votar e 5% de indecisos.

PRIMEIRO TURNO

Lula segue liderando o cenário estimulado de primeiro turno, com 39%, seguido pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que tem 29%. O terceiro lugar é compartilhado por sete pré-candidatos a presidente.

 

Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 3% cada; Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo), 2% cada; Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) registraram 1% cada. Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB) e Heró Bezerra (PRTB) não pontuaram. Esta foi a primeira pesquisa do instituto a incluir os nomes de Barbosa e Aécio.

No caso da ameaça de tarifaço, os entrevistados disseram concordar mais com as versões de Lula do que com as explicações de Flávio. Segundo a pesquisa, 47% acham, assim como o petista, que o senador pediu novo tarifaço contra o Brasil. Por outro lado, 35% acreditam que Flávio tentou demover o presidente americano, Donald Trump, da imposição de novas tarifas. São 18% os que não responderam.

 

Para 46%, as novas tarifas são uma retaliação ao Pix, como diz Lula, enquanto 36% acham que o tarifaço é uma represália do governo dos EUA a declarações do petista contra os EUA, como defende Flávio. São 8% os que não responderam. Para 47%, é Lula quem melhor representa a defesa de interesses do Brasil, enquanto 37% veem Flávio nessa posição. Os que não responderam foram 10%.

 

REATIVA

Integrantes do bolsonarismo avaliam que a campanha de Flávio precisa reagir e fazer ajustes imediatos, o que incluiria apresentar o senador mais alinhado ao estilo do pai, com forte defesa de pautas caras à direita, como segurança pública, e críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Mesmo reconhecendo o prejuízo causado pela revelação do seu áudio pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme sobre o pai, bolsonaristas acham que a campanha precisa impor sua agenda, e não se tornar apenas reativa ao caso. Existe também uma cobrança por “sangue-frio” para evitar que um clima de derrota contamine a campanha.

 

Conforme o levantamento divulgado ontem, 65% disseram que Flávio deveria ter evitado negociar com Vorcaro. Enquanto isso, 17% afirmaram não ver nada demais no episódio. Outros 18% não responderam.

 

FACÇÕES

Questionados sobre a designação, pelo governo Trump, do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, 47% disseram que Flávio teve influência na decisão, enquanto 37% avaliaram que não. São 16% os que não responderam.

 

Apesar de Trump ter anunciado a nova designação logo após um encontro com Flávio, no fim de maio, o governo dos EUA vinha estudando a questão havia meses.

 

A pesquisa apontou ainda que Flávio tem sido visto como menos moderado do que integrantes de sua família. São 50% os que têm essa percepção do senador; em maio, eram 47%. O porcentual dos que o avaliam como mais moderado caiu de 39% no mês passado para 33% agora.

 

 

 

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