Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
Os partidos políticos do Tocantins vivem momentos de intensas movimentações, onde cada liderança e cada concorrente articulam estratégias surpreendentes. O cenário eleitoral de 2026 promete ser marcado por disputas acirradas e jogadas que podem redefinir o futuro político do estado.
DORINHA SEABRA E A QUESTÃO DO VICE

A senadora e pré-candidata ao governo, Prof. Dorinha Seabra, aparece como líder nas pesquisas de intenção de votos. No entanto, enfrenta um desafio delicado: a definição de quem será seu candidato a vice-governador. Esse impasse, segundo observadores, é desnecessário, já que um pacto firmado anteriormente teria estabelecido que a escolha caberia apenas a Dorinha e ao governador Wanderlei Barbosa.
Em conversas reservadas com membros do G5 – grupo formado pelos prefeitos das cinco maiores cidades do Tocantins (Palmas, Araguaína, Gurupi, Porto Nacional e Paraíso, idealizado por Eduardo Siqueira Campos –, ficou claro que nenhum deles jamais pretendeu indicar nomes para a vice. O entendimento é de que a decisão pertence exclusivamente a Dorinha e Wanderlei, conforme acordado em Brasília, quando Barbosa foi afastado temporariamente por decisão do STJ.
O pacto previa que Wanderlei não renunciaria para disputar o Senado e apoiaria as candidaturas de Dorinha ao governo e de Eduardo Gomes à reeleição no Senado. Para os prefeitos, o objetivo central é fortalecer Dorinha, sem abrir espaço para divisões internas. A urgência agora é que Dorinha e Wanderlei se reúnam e definam o vice, sob risco de a oposição ganhar protagonismo no processo eleitoral.
IRAJÁ COM MAURO CARLESSE NA SUPLÊNCIA: JOGADA DE MESTRE

Enquanto a base governista enfrenta dificuldades, a oposição avança com movimentos estratégicos. O senador Irajá Silvestre, candidato à reeleição, deve anunciar o ex-governador Mauro Carlesse como seu primeiro suplente. Embora ainda não haja confirmação oficial, a possibilidade é comentada nos bastidores políticos.
Carlesse havia se colocado como pré-candidato ao Senado, mas recuou após a consolidação da aliança entre PSD e PT. Sua entrada como suplente de Irajá é vista como uma jogada de impacto, capaz de fortalecer a chapa oposicionista.
ALEXANDRE GUIMARÃES E O ATO POLÍTICO

No próximo dia 8 de julho, Alexandre Guimarães, pré-candidato ao Senado, realizará um ato político ao lado de Vicentinho Júnior (pré-candidato ao governo) e do presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres (pré-candidato a vice). O evento marcará o lançamento oficial das candidaturas e será acompanhado de perto por analistas, veículos de comunicação e formadores de opinião.
Esse ato será comparado aos já realizados por outras candidaturas e funcionará como um teste de força para medir a capacidade de mobilização da chapa.
NOS BASTIDORES
Fontes apontam que Alexandre Guimarães e Irajá Silvestre podem formar uma dobradinha na disputa pelo Senado, dividindo palanques e fortalecendo alianças em torno da candidatura de Vicentinho Júnior ao governo. A política tocantinense, conhecida por suas reviravoltas, pode ainda reservar surpresas dignas da metáfora de “ver elefante voando” nas eleições de 2026.
O FATOR GAGUIM

O deputado federal Carlos Gaguim surge como outro nome de peso na corrida pelo Senado. Com uma trajetória marcada por cargos de relevância – vereador de Palmas, presidente da Câmara Municipal, deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa e deputado federal –, Gaguim acumula experiência e uma rede de aliados entre prefeitos.
Nos bastidores, comenta-se que após as convenções, em agosto, Gaguim mostrará sua força política, consolidando apoios que podem ser decisivos para sua eleição. Sua história se confunde com a própria trajetória do Tocantins e de Palmas, o que reforça sua presença como um dos principais protagonistas da disputa.
CONCLUSÃO
O cenário político tocantinense para 2026 é marcado por alianças, pactos e estratégias que revelam tanto a força quanto as fragilidades dos grupos envolvidos. Enquanto Dorinha Seabra precisa resolver a questão do vice para manter sua liderança, a oposição avança com movimentos calculados, como a possível entrada de Mauro Carlesse na suplência de Irajá no Senado. Ao mesmo tempo, nomes como Alexandre Guimarães e Carlos Gaguim reforçam a complexidade da disputa pelo Senado.
O tempo, como sempre, será o juiz das articulações e mostrará quem soube transformar estratégia em vitória.