Cadáver é do sexo masculino, com aproximadamente 1,70 m de altura
Por Rozeane Feitosa
O Instituto de Medicina Legal (IML) em Palmas informa que aguarda manifestação de familiares ou conhecidos para identificar e reclamar o corpo de um homem não identificado, que permanece sob responsabilidade do Instituto na Capital.
De acordo com informações, trata-se de um indivíduo adulto, 63 anos, parda, do sexo masculino, com estatura de aproximadamente de 1,70 metros. O corpo apresenta cabelos brancos e ondulados, barba e bigode por fazer. Além disso, Possui sinais de diabetes no pé direito, e observam-se tatuagens no braço direito, representando uma aranha, um escorpião e picos de montanhas.
Conforme o IML, trata-se de um indivíduo em situação de andarilho. Deu entrada portando um colar com uma concha, camiseta bege de botões, pulseira de corrente na cor prata, além de dois anéis, sendo um na cor prata e outro na cor preta.
O cadáver foi localizado no dia 5 de abril de 2026, na Avenida Perimetral Norte, Setor Santa Fé II, em Palmas.
O IML solicita a colaboração da população na tentativa de localizar familiares ou pessoas conhecidas do homem. Informações podem ser repassadas diretamente ao Instituto por meio do telefone (63) 3218-6840 ou presencialmente na sede, localizada na quadra Arse 31 (antiga 304 Sul), Avenida NS 04, Lote 02, em Palmas, Tocantins.
Para o reconhecimento e liberação do corpo, é necessário que um familiar entre em contato com o IML para checagem dos dados e compareça à unidade com documentos que comprovem o parentesco. Após a identificação, o corpo será entregue à família ou à funerária devidamente autorizada.
Encontro tratou do planejamento estratégico para 2026, incluindo alocação de efetivo e prioridades operacionais; quatro regionais foram contempladas com novos veículos
Por João Guilherme Lobasz
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) realizou, nesta quarta-feira, 25, uma reunião de alinhamento com delegados regionais e com integrantes da cúpula da Delegacia-Geral da Polícia Civil do Tocantins (PCTO). O encontro foi conduzido pelo secretário Bruno Azevedo e contou com a participação do delegado-geral Claudemir Luiz Ferreira, do delegado-geral adjunto Jeter Aires Rodrigues e do assessor da Delegacia-Geral Roger Knewitz, além dos diretores de polícia da Capital, Rodrigo Ferraz e do interior, Elírio Putton e delegados regionais de todo o Estado.
Durante a reunião, foram debatidos temas relacionados ao planejamento anual da instituição, com foco na otimização da alocação de pessoal, integração entre unidades e definição de prioridades operacionais. A iniciativa reforça o compromisso da SSP/TO com a gestão eficiente dos recursos e com o aprimoramento contínuo das atividades desenvolvidas pela Polícia Civil em todas as regiões do Tocantins.
Após o encontro, foram entregues quatro viaturas modelo Sentra, destinadas ao reforço das atividades investigativas em delegacias regionais. As unidades contempladas foram as delegacias regionais de Araguaína, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins e Gurupi.
Os quatro veículos distribuídos integram um lote de nove unidades recebidas recentemente pela SSP/TO, oriundas de doação da Força Nacional de Segurança Pública, como parte do chamado “legado”, que é um mecanismo de compensação pelas ações de apoio e deslocamento de equipes realizadas pelo Estado. Do total, três viaturas foram destinadas à Polícia Científica, enquanto as últimas três ainda serão alocadas.
A entrega dos veículos contribui para o fortalecimento da estrutura operacional da Polícia Civil, ampliando a capacidade de atendimento e deslocamento das equipes, especialmente no interior do Estado.
O secretário Bruno Azevedo destacou a importância do alinhamento institucional contínuo. “Esse diálogo permanente com as lideranças da Polícia Civil é essencial para garantir uma atuação cada vez mais estratégica, integrada e eficiente. Estamos fortalecendo nossa estrutura e planejando ações que tragam resultados concretos para a segurança da população tocantinense”, ressaltou.
Mandados foram cumpridos em cidades do Tocantins e no Maranhão; oito pessoas foram presas e cerca de 500 habilitações são investigadas por possível obtenção irregular
Por Hiago Muniz
A Polícia Civil do Tocantins apresentou, na tarde desta quarta-feira, 11, durante coletiva de imprensa realizada na Delegacia Regional de Araguaína, o balanço da Operação Sinal Vermelho, deflagrada com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em um esquema de fraude na emissão de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) no estado. Até o momento, oito pessoas foram presas e cerca de 500 habilitações são investigadas por possível obtenção irregular.
A operação foi conduzida pela 3ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (3ª DEIC – Araguaína) e contou com o cumprimento de 59 mandados de busca e apreensão e dez mandados de prisão. As prisões ocorreram nas cidades de Araguaína, Araguatins, Augustinópolis e Guaraí. As ordens judiciais também foram executadas em Palmas, Sítio Novo do Tocantins, Ananás e Imperatriz, no estado do Maranhão.
O secretário de Estado da Segurança Pública, Bruno Azevedo, destacou que o resultado da operação demonstra a importância do trabalho investigativo realizado pela Polícia Civil no combate a crimes que comprometem a segurança da população. “Fraudar o processo de emissão de uma CNH significa colocar nas ruas pessoas sem a devida preparação para conduzir um veículo, o que representa um risco direto à segurança no trânsito. A investigação conduzida pela Polícia Civil permitiu identificar esse esquema criminoso e responsabilizar os envolvidos”, afirma.
As investigações tiveram início a partir de uma denúncia anônima recebida pela Delegacia Especializada de Repressão a Furtos, Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), em Palmas. A investigação contou com a colaboração da Corregedoria do Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO), além do trabalho técnico realizado pelo Núcleo de Papiloscopia da Polícia Civil.
Conforme explica o delegado Márcio Lopes da Silva, titular da 3ª DEIC de Araguaína e responsável pela investigação, foi possível identificar a adulteração e a inserção de dados falsos em sistemas utilizados pelo Detran durante o processo de emissão das habilitações. “A investigação teve início a partir de uma denúncia anônima e contou com a colaboração da Corregedoria do Detran e com o trabalho técnico da papiloscopia. Ao longo das diligências, verificamos adulterações e inserções de dados falsos em sistemas utilizados no processo de emissão de CNHs, o que possibilitou a concessão irregular de habilitações”, explica.
Modus Operandi
As investigações também apontaram a ocorrência de fraudes em diferentes etapas do procedimento, desde o lançamento inicial de dados por servidores até exames médicos, avaliações psicológicas e registros de provas teóricas e práticas.
O Modus Operandi do esquema permitia que candidatos obtivessem a habilitação sem cumprir as etapas obrigatórias do processo legal. Os interessados pagavam valores que chegavam a R$ 4,5 mil para obter o documento sem realizar exames médicos ou psicológicos, aulas teóricas e práticas ou provas exigidas pela legislação. Em alguns casos, os beneficiários sequer estiveram no estado do Tocantins durante o processo.
A investigação também identificou indícios da participação de servidores públicos, profissionais de clínicas médicas e psicológicas, instrutores de Centros de Formação de Condutores (CFCs), avaliadores responsáveis pelas provas teóricas e práticas e funcionários ligados a empresas terceirizadas que atuam no processo de habilitação.
O delegado-geral da Polícia Civil do Tocantins, Claudemir Luiz Ferreira, ressaltou o empenho das equipes envolvidas na operação e destacou a atuação integrada das unidades policiais no estado. “Esse resultado demonstra o comprometimento e a capacidade investigativa dos policiais civis do Tocantins. O trabalho realizado pelas equipes, especialmente aqui na região de Araguaína, reforça a atuação da Polícia Civil no enfrentamento ao crime organizado e contribui para tornar o nosso estado cada vez mais seguro”, afirma.
Procedimento
Após o cumprimento das ordens judiciais, os indivíduos presos foram encaminhados às Unidades Prisionais Regionais, onde permanecem à disposição do Poder Judiciário.
Força empregada
A operação contou com o apoio da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) e de equipes das Delegacias Regionais de Guaraí, Gurupi, Araguaína, Paraíso do Tocantins, Colinas e Araguatins, além da colaboração da Delegacia Regional de Imperatriz (MA). Cerca de 200 policiais civis participaram das diligências.
Imóvel estava sendo utilizado como ponto de venda de drogas
Por Rogério de Oliveira
Dando continuidade às ações qualificadas de repressão e combate ao tráfico de drogas em Palmas, policiais civis da 1ª Divisão de Repressão a Narcóticos (1ª Denarc - Palmas), sob o comando do delegado Alexander Pereira da Costa, apreenderam dezenas de porções de drogas e retiraram de circulação uma arma de fogo, na tarde desta quinta-feira, 5, na região sul da Capital.
Conforme explica a autoridade policial, as equipes da unidade antidrogas da Polícia Civil do Tocantins realizavam investigações sobre um possível ponto de venda de drogas no Jardim Taquari. Na tarde desta quinta-feira, os policiais estavam nas imediações do imóvel quando flagraram uma situação típica de comercialização de entorpecentes.
Diante da suspeita, os policiais entraram no local, onde localizaram dezenas de porções de maconha e cocaína, além de um revólver calibre .38 municiado e mais oito munições intactas do mesmo calibre. Um indivíduo que estava no imóvel foi conduzido até a sede da 1ª Denarc para a adoção dos procedimentos legais cabíveis.
Durante as buscas, também foram localizadas e apreendidas uma balança de precisão e outros apetrechos comumente utilizados para o tráfico de drogas. Todo o material foi encaminhado à sede da 1ª Denarc, juntamente com o indivíduo flagrado no local.
O delegado Alexander Pereira da Costa ressalta que a ação é de grande importância, uma vez que mais um ponto de venda de drogas foi desarticulado, com a apreensão de dezenas de porções de entorpecentes e de uma arma de fogo com várias munições.
“Essa é mais uma ação que traz mais paz e segurança à população, pois, além das drogas, uma arma de fogo que poderia ser utilizada em outros crimes também foi retirada de circulação. Desse modo, a 1ª Denarc interrompe mais um fluxo criminoso e encerra uma atividade de tráfico que estava ocorrendo na região sul da Capital”, pontuou a autoridade policial.
Investigação aponta que o grupo integra o núcleo financeiro de uma organização criminosa interestadual
Da Dicom SSP/TO
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO), deflagrou nesta quinta-feira, 5, a Operação Serras Gerais III. A ação é desdobramento das duas fases anteriores da operação, que tem como alvo uma organização criminosa de tráfico interestadual de drogas por modal aéreo.
Nesta fase, os alvos de mandados são suspeitos de integrar o núcleo financeiro do grupo, que era responsável por converter o dinheiro do tráfico de drogas em bens de alto luxo e outros ativos.
Cerca de 50 policiais cumprem oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia (GO) e Imperatriz (MA). O rastreamento policial conseguiu identificar remessas de dinheiro através do sistema "4TBank", que é uma plataforma fantasma sem autorização do Banco Central, apontada pelas investigações como um "banco paralelo" que movimenta dinheiro do crime organizado.
Em Goiânia, as principais suspeitas são em relação a uma revendedora de veículos. A empresa funciona em endereços inconsistentes com o objetivo de dificultar a fiscalização. Um dos sócios do empreendimento, que é investigado por participação no esquema, cumpre pena em liberdade condicional.
Já em Imperatriz/MA, os alvos são dois irmãos que têm movimentações financeiras atípicas vinculadas ao banco paralelo e a uma papelaria que os investigadores acreditam ser uma empresa de fachada. Um dos alvos neste município é um empresário do setor de construção que movimentou R$ 9,3 milhões em um período de apenas 50 dias e o segundo, irmão do primeiro alvo, é um servidor público cuja movimentação financeira no mesmo período somou R$ 5,3 milhões.
A ação é de responsabilidade da FICCO do Tocantins em razão do uso de pistas de pouso clandestinas localizadas em território tocantinense, em particular na região sudeste do estado, para movimentar os entorpecentes.
A ação conta com o apoio da Delegacia-Geral de Polícia Civil do Tocantins, da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) da PCTO e da Polícia Civil do Estado de Goiás (PC/GO).
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e fraude fiscal, cujas penas somadas podem ultrapassar 30 anos de reclusão.
A FICCO/TO é composta pelas Polícias Federal, Civil, Militar e Penal do Estado do Tocantins e atua sob a coordenação da Polícia Federal, integrando as esferas federal e estadual para fortalecer as ações de investigação, prevenção e repressão a organizações criminosas que ameaçam a ordem pública.