Da Redação
Israel Guimarães (irmão de deputado) dirigia Hilux da prefeitura, bateu em BYD, cambaleou segundo testemunhas e sumiu antes da PRF chegar. Enquanto a ASTT multa o povo, o chefe dá lição de fuga. E o silêncio da prefeitura e da empresa Maxim já fala mais que qualquer nota oficial.
A rodovia Belém-Brasília virou palco do mais novo capítulo da novela "privilégio não tem freio". Na noite de quarta-feira (15), o vice-prefeito de Araguaína, Israel Guimarães, transformou uma pick-up Hilux oficial do município em um carro de fuga.
Ele bateu na traseira de um BYD DOLPHIN da empresa Maxim, deixou o motorista amargando o prejuízo com o carro amassado, e, como um bom atleta olímpico, se evadiu do local antes da Polícia Rodoviária Federal chegar.
Populares do bairro JK que viram a cena são categóricos: o vice-prefeito cambaleava e apresentava sinais claros de embriaguez. Mas o bafômetro, esse grande vilão dos poderosos, não teve tempo de ser aplicado. Afinal, o "doutor" já tinha desaparecido na noite.

A Polícia Civil fez perícia no local. A lei é clara: fugir do local do acidente é crime de omissão de socorro. Mas será que a lei se aplica a quem tem sobrenome de deputado?
O TIMING É CIRÚRGICO, QUASE CRUEL
Enquanto a ASTT (Agência de Trânsito e Transportes) endurece as ações para coibir a violência no trânsito, multando o cidadão comum que beira os 0,1 mg/L, o próprio vice-prefeito dá uma aula prática de como descumprir tudo o que a agência prega.
É o "faça o que eu falo, não o que eu faço" em 4 rodas e motor a diesel.
A PERGUNTA QUE NAO QUER CALAR
se fosse você, trabalhador comum, batendo o carro e fugindo, estaria em casa agora ou na delegacia?
Enquanto isso, Araguaína espera. E o vice-prefeito? Deve estar trocando o pneu... da versão da história que vai contar.