OPOSIÇÃO X GOVERNISTAS: O TABULEIRO SUCESSÓRIO NO TOCANTINS

Posted On Quarta, 20 Mai 2026 06:53
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O jogo sucessório segue em aberto, com Dorinha Seabra liderando pesquisas, oposição crescendo e o peso da máquina governista prestes a entrar em campo

 

 

Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

O cenário político do Tocantins caminha para uma disputa intensa em 2026. O governo sabe que a pré-candidatura do deputado Vicentinho Júnior acabou se aproximando, em pontos percentuais, da pré-candidata à governadora professora Dorinha Seabra, fortalecendo sua posição. Ao mesmo tempo, o pré-candidato Laurez Moreira não pode ser subestimado, pois tem potencial para crescer após as convenções partidárias.

 

Contudo, como destaca o Observatório Político de O Paralelo 13, “o jogo sucessório para o governo está em aberto”. A força do governador Wanderlei Barbosa, que ostenta 83% de aprovação, será decisiva. Até as convenções, a incógnita é se esse apoio se transformará em votos efetivos para Dorinha Seabra.

 

A CRISE DAS PESQUISAS ELEITORAIS

 

 

No Tocantins, a credibilidade das pesquisas de intenção de voto sofreu um duro golpe. Nas eleições municipais de 2024, institutos apontavam vitória em primeiro turno da deputada Janad Valcari em Palmas, resultado que não se confirmou.

Só este ano os mesmos institutos que passaram longe do resultado das urnas em 2024, e uma nova empresa de nome peculiar, já somam 11 pesquisas suspensas pela Justiça Eleitoral, alguns multados em mais de 50 mil reais, trazendo total descrédito desmoralização ante os eleitores, com a consequência clara de que até outubro, por mais que jurem fidelidade na metodologia, as pesquisas feitas por instituto mambembes não terão peso no processo sucessório.

 

NOVAS CANDIDATURAS E O ELEITOR SILENCIOSO

 

 

Entre os nomes que podem mexer no tabuleiro está o ex-prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas, que avalia disputar uma das duas vagas ao Senado. O estado terá uma eleição majoritária com cerca de 11 pré-candidatos, incluindo dois que buscam a reeleição, que são O atual vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes, que lidera pesquisas nacionais de intenção de voto, tanto estimuladas quanto espontâneas e Irajá Abreu

 

Mas, como o já foi dito antes, liderar pesquisas não garante vitória e a disputa promete ser de “gigantes de alto e médio porte”.

 

 

Outro nome que surge é o ex-deputado e ex-prefeito de Porto Nacional, Paulo Mourão, que anunciou nas redes sociais sua pré-candidatura ao Senado pelo PT do presidente Lula. Caso se confirme uma chapa majoritária encabeçada por Kátia Abreu, liderança feminina de peso, haverá uma profunda mexida no tabuleiro sucessório.

 

A MATEMÁTICA DO SENADO

 

Segundo análises apresentadas ao Observatório Político de O Paralelo 13 em reunião com cientistas políticos da região Norte, o pré-candidato ao Senado que não alcançar ao menos 178 mil votos estará fora da disputa. Há um grupo de quatro nomes que pode chegar entre 220 mil e 245 mil votos.

 

As oscilações medidas por inteligência artificial variam entre 4,5% e 5,2%, revelando um quadro de alta indecisão. “Quem não sair da bolha pode ser derrotado”, alerta o estudo. O voto para senador, sendo majoritário, exigirá contato direto com o eleitor.

 

O PESO DA MÁQUINA GOVERNISTA

 

 

A candidatura de Dorinha Seabra, apoiada pelo governador Wanderlei Barbosa, reúne todos os ingredientes para se consolidar: maior número de prefeitos, vereadores e deputados estaduais ao seu lado, além do fundo eleitoral robusto e apoio de partidos com representação no Congresso.

 

Carlos Gaguim, Dorinha Seabra e Edaurdo Gomes 

 

Mas é importante destacar que Dorinha tem uma trajetória própria de serviços prestados à educação no Tocantins e nos municípios. Atuou como professora em Arraias, foi secretária da Prefeitura de Palmas, exerceu cargos de secretária estadual em diferentes momentos, além de ter sido deputada federal e senadora. Sua qualificação é reconhecida nacionalmente, tendo se destacado no Congresso como defensora da educação.

 

Ela continua liderando as pesquisas de intenção de voto e chegou até aqui sem depender da máquina governista, mas sim com trabalho, articulação e apoio de aliados estratégicos como o senador Eduardo Gomes, vice-presidente do Senado, e o deputado federal Carlos Gaguim, que já foi deputado estadual, presidente da Assembleia e governador interino.

 

Amélio Cayres, Vicentinho Júnior e Alexandre Guimaães

 

Tudo, porém, dependerá de como o governo se comportará no apoio a Dorinha. A oposição não é fraca: tanto Vicentinho Júnior quanto Laurez Moreira têm crescido. Vicentinho, inclusive, realizou um grande evento de pré-lançamento em Porto Nacional, reunindo multidão, o que levou Dorinha a considerar um relançamento de sua própria pré-candidatura. Esses movimentos serão analisados pelos formadores de opinião e pela população.

 

Por enquanto, Dorinha segue na liderança das pesquisas, mas a entrada oficial do governador Wanderlei Barbosa e de seus aliados poderá gerar repercussões positivas na opinião pública. O Observatório Político de O Paralelo 13 acompanhará de perto esse processo.

 

 

Na verdade, nenhuma das três principais candidaturas pode ser considerada consolidada neste momento. Todas ainda estão em fase de articulação e estratégia. Não se pode esquecer que uma eventual candidatura de Kátia Abreu pelo PT também pode influenciar fortemente o tabuleiro sucessório. Até as convenções, tudo permanece em movimento.

 

O processo sucessório no Tocantins está longe de definido. A força governista é real, mas a oposição tem nomes capazes de crescer e surpreender. A crise das pesquisas eleitorais adiciona incerteza, e o Senado promete uma disputa acirrada.

O jogo sucessório está em aberto. Quem viver, verá!.

 

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