Um encontro de promoção da cultura afro-brasileira. Assim será a XII Noite Cultural do Sesc Porto Nacional, que acontecerá a partir das 18h deste sábado, dia 18 de novembro, no hall da unidade, que fica no setor Novo Planalto.

 

Da Assessoria

 

O público alvo são os alunos de capoeira, adolescentes na faixa etária entre 07 e 14 anos. A entrada é gratuita. Informações pelo telefone (63) 3363-6218.

A Noite Cultural tem como objetivo revelar a cultura brasileira, visando à socialização do grupo de capoeira da Unidade Sesc local, com o público presente no evento. Busca, ao mesmo tempo, conscientizar a todos da importância da Cultura como ferramenta vital na formação dos cidadãos. Na programação, haverá apresentações de danças afro brasileiras, como Maculelê, Puxada de Rede, Jogos de Capoeira, Samba de Roda e o tradicional batizado com a troca de cordas.

A previsão é de que o evento reúna cerca de 200 capoeiristas de várias cidades do Tocantins e de Goiás. Participarão o Grupo Candeias (Palmas), Grupo Nagô (Palmas), Grupo Abadá Capoeira (Palmas), Grupo Tambor (Araguaína), Associação de Capoeira Angola (Goiânia), Associação de Capoeira e Cultura Raízes (Porto Nacional), Associação de Capoeira Raízes das cidades de Brejinho de Nazaré, Santa Rosa, Morro do São João, Gurupi, Paraíso, Palmas, Taquaralto, Barrolândia e Divinópolis do Tocantins.

A XII Noite Cultural do Sesc Porto Nacional acontece no dia 18 de novembro, sábado, a partir das 18h no hall da Unidade, situada na quadra 41-A, rua 09, no setor Novo Planalto. A entrada é franca. Serviço
Cultura – XII Noite Cultural do Sesc Porto Nacional
Data: 18 de novembro
Horário: 18h
Local: Sesc Porto Nacional (Quadra 41-A, Rua 09, setor Novo Planalto)

Entrada: franca
Informações: (63) 3363-6218

Posted On Sexta, 17 Novembro 2017 15:59 Escrito por

No último dia 2 de novembro, uma quinta-feira, os proprietários do Jornal O Paralelo 13, Edivaldo e Edson, acompanhados da irmã Edimar Rodrigues, viajaram para Goiânia, uma das mais acolhedoras cidades do Brasil e onde o trio de portuenses morou por dezesseis anos, período em que frequentaram as principais universidades do Estado de Goiás, o que condicionou a eles expressivo saber profissional além da ousada iniciativa que propiciou a fundaçãodeste expressivo veículo de comunicação que,em março de 2017, completou 30 anos de circulação ininterrupta. A estada dos filhos da saudosa, amada e respeitada Ana Rodrigues dos Reis na capital goiana,que findou no domingo seguinte, tinha um propósito festivo: o encontro da Família Rodrigues.

 

Da Redação

 

“Nossa origem está registrada na formação da secular sociedade de Porto Nacional, que através da memória, da tradição e das manifestações culturais, moldaram nossos antepassados como cidadãos nascidos na cidade e nos sertões, especificamente na lendária Fazenda Corredor. Mas foiGoiânia que abriu suas portas para que, a grande maioria dos Rodrigues, se estabelecesse profissionalmente e socialmente.E assim, ali, fortaleceram raízes, adquiriram patrimônio, construíram outros vínculos familiares. Daí a ideia de um encontro em solo goiano”, explicou o jornalista, historiador e escritor Edivaldo Rodrigues, um dos articuladores da confraternização.

A festa familiar, que aconteceu na residência de Patrícia Rodrigues e de seu amado Osmar e da linda filha Iara, teve uma manifesta simbologia sentimental, pois ali também reside a matriarca Dona Iolanda, uma das mais especiais figuras humanas com significado materno para todos os descendentes deElci Rodrigues, Ana Rodrigues, Celso Rodrigues, Lurdes Rodrigues,Rosílvo Rodrigues e Míriam Rodrigues. Seu coração e todas as portas de sua pensão e restaurante, naqueles difíceis anos de 1970 e 1980, sempre estavam escancaradas para receber e acolher, com muito carinho, incentivo e dedicação, os idealistas estudantes deste centenário ramo familiar.


“Foi muito emocionante reencontrar primos, primas, sobrinhos, suas esposas, esposos, filhos e filhas, principalmente Tia Iolanda, nossa segunda mãe em Goiânia. A distância de Porto Nacional para Goiânia não é tão grade, mas tanto eu, quanto Edivaldo e Edimar, não encontrávamos com estes familiaresdesde o final da década de 1980. Nesta confraternização matamos saudades, reabastecemos nossas memórias e principalmente reconstruímos pontes para o futuro das gerações que aí estão e as que virão”, lembrou o jornalista Edson Rodrigues, complementando ainda: “Amo o meu Tocantins, minha Porto Nacional, mas Goiânia foi favorável para que pudéssemos, eu e meus irmãos, enfrentarmos com coragem e ousadiaum cotidiano desfavorável, com olhares desconfiados por sermos os proprietários do Jornal O Paralelo 13, um instrumento de denuncia contra os poderosos”, pontuou.

Para a Psicopedagoga Edimar Rodrigues, esta concorrida confraternização familiar em Goiânia foi um momento singular, pois além de se fazer aflorar grandes emoções, propiciou também condições para se conhecer vários integrantes que compõem esta frondosa árvore genealógica. “Alegrei-me na convivência com a atual e comas futuras gerações que certamente representarão à altura a dignidade, a respeitabilidade, a moral,a ética e acima de tudo a honradezdos nossos antepassados, como Pedro Boi, Filogônio Nogueira eAnízia Rodrigues”, destacou ela, dizendo ainda: “Um belo filme invadiu minha mente, retratando dificuldades, desafios e vitórias, sempre com o amparo e a participação de primos, primas e principalmente de Tia Iolanda”,concluiu.

Na aconchegante e espaçosa residência de Patrícia Rodrigues, em Aparecidade Goiânia, foi possível celebrar a vivacidade de Davi, de 4 anos, neto de Edivaldo,como também apreciar o saber e o “desconhecer involuntário” de Dona Iolanda, com mais de oitenta e cinco primaveras. Para tanto não foram apresentadas filmagens em fita de Vídeo Cassete, nem em DVD, tão pouco o encontro foi sonorização em gravador com toca-fitas, isso porque se fezpresente a expressividade dos Rodrigues, que se articularam em alegria contagiante, rememorando as saudosas lembranças dos que, atendendo o chamanto de Deus Pai, foi morar na eternidade das saudades dos que aqui ficaram.


Ali, em êxtase fraternal, foi possível constatar a evolução cultural e social da Família Rodrigues, destacando renomados profissionais do jornalismo, tendo como destaques os irmãos Edson e Edivaldo,além de Nélia Rodrigues Del Bianco, jornalista, doutora em Comunicação (USP, 2004), Mestre em Comunicação (UnB, 1991), Pós Doutorado na Universidad de Sevilla (2009), professora da UNB e da UFG, onde ministra jornalismo em rádio, produção e realização em áudio, introdução à linguagem sonora, tecnologia em comunicação e linha de pesquisa. Além dela se evidencia a belaKarolinne Rodrigues, uma jovem repórter e âncora de televisão, com expressiva atuação em outras plataformas de comunicação no Estado de Goiás.

Os Rodrigues não enveredaram somente pelo universo da comunicação, pois muitos dos integrantes desta família originária de Porto Nacional, que se espalhou pelo Brasil, são também atuantes e conceituados advogados, como Ludmilla Rodrigues, Rafael Rodrigues, e militam também no ramo da engenharia, como Eloise Rodrigues, e da enfermeira, como Corolina Rodrigues. A futura geração não está deixando a peteca cair e vem demostrando garra, como exemplo pode se citar os acadêmicos Matheus Rodrigues - (Direito), Anna Beatriz Rodrigues - (Direito), Lucas Rodrigues - (Medicina),MayconKlerystton - (Medicina), Nicolle Rodrigues (Relações Internacionais).

Em meio a esta mistura de conhecimentos distintos, embalados pelo sentimento de união e de fraternidade, convidados especiais como João do Puba, Coimbra e Jeová Monteiro, puderam constatar o brilho de felicidade nos olhos de cada um, pincipalmente nas retinas da matriarca Dona Iolanda, com 85 anos, e de Davi e Iolandinha, os caçulas do encontro e que certamente terão uma promissora jornada em direção ao futuro, que também pertencerá aos Rodrigues.

 

Posted On Quinta, 16 Novembro 2017 20:06 Escrito por

A Gerência de Fiscalização e Segurança do Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO) está realizando um curso de Atualização para 21 agentes de trânsito do município de Porto Nacional. O treinamento, que tem duração de uma semana com 50 horas/aula, está sendo ministrado na Delegacia Regional de Ensino (DRE).

 

Por Umbelina Costa

 

As disciplinas são Legislação de Trânsito, Gestão de Trânsito, Fiscalização de Trânsito, Operações de Trânsito, A Importância do Agente de Trânsito, e o preenchimento do Boletim de Ocorrência de Acidente de Trânsito (BOAT). O treinamento está sendo feito pelos servidores do Detran, o gerente de Fiscalização e Segurança, capitão Geraldo Magela e o Agente de Trânsito, Arionaldo Lopes.

 

 

Os agentes de trânsito de Porto Nacional fizeram o curso de formação ainda em 2006, proporcionado pelo órgão de trânsito do Estado, e agora passam por uma atualização, para um melhor desempenho das atividades.

 

Para o gerente de Fiscalização e Segurança, capitão Geraldo Magela as capacitações são de extrema importância para os profissionais da área de trânsito, por terem que estar sintonizados com as mudanças na legislação de trânsito, que a todo o momento sofre alterações.

 

A proposta do Detran do Tocantins é ter bons profissionais tanto nos âmbitos estadual e municipal, para proporcionar um trânsito seguro à todos da comunidade. “O profissional bem qualificado consegue proporcionar resultados mais interessantes, justamente dentro da legalidade, primando sempre por procedimentos dentro do que é previsto, e devidamente alinhado com as novas normativas. O órgão tem trabalhado, consideravelmente, nisso para qualificar cada vez mais guardas municipais, agentes de trânsito e policiais militares, para que possam proporcionar um bom serviço à sociedade”, disse o gerente de Fiscalização.

Posted On Sexta, 10 Novembro 2017 03:59 Escrito por

O renomado e festejado escritor Guimarães Rosa pontuou em um dos seus mais belos textos que “os bons homens não morrem, ficam encantados”. É este sentimento que neste instante inunda minha alma, repetidamente advertindo-me que o meu admirado, amado e respeitado “Tio Celso” não morreu, encantou-se, materializando entre nós seus feitos e exemplos de dignidade, fraternidade, retidão, solidariedade e companheirismo.

 

Por Edivaldo Rodrigues

 

Desde a adolescência, com apenas 16 anos, já era o “homens de confiança” de meu avô Filogônio Rodrigues Nogueira, proprietário da mítica Fazenda Corredor, onde aquele jovem esquelético cuidava da criação e de outros afazeres inerentes ao bucólico ambiente rural. Aos 22, com a venda de algumas cabeças de gado, resultado de seu trabalho, recursos que foram juntados a uma pequena poupança, que ele confiava a sua mãe Anízia de Souza Rodrigues, comprou uma singela propriedade, que escorria do pé da Serra dos Macacos até as ribanceiras do rio Mantança.

Ali, ao lado de sua amada Iracema, desbravou aquelas inóspitas terras, enfrentando cascavéis, surucucu e jararacas, além de “peitar” suçuaranas e pintadas, que vinham buscar cães, gatos e bezerros na cancela principal de sua pequena morada. Persistente e determinado Celso Rodrigues Nogueira ergueu na localidade um patrimônio respeitável, ao mesmo tempo em que constituiu uma família admirável, 14 filhos ao todo: Maria das Mercês, Domingos, Maria das Graças, Ademar, Maria de Fátima, José dos Santos, Maria de Lurdes, João, Maria de Jesus, Edmilson, Adilsom, Valdiney e Paulinho.


Celso Rodrigues Nogueira, sempre soube que o homem é superior ao tempo e assim posto, de sol a sol, foi construindo condições para a formação cidadã de sua prole, proporcionando a todos a infinita luz do conhecimento. A eles repassou também os princípios da respeitabilidade, da retidão, da fraternidade, da moral, da ética e principalmente da fé cristã, ensinamentos de dignidade que se impregnou nos corações e nas almas de 37 netos e 23 bisnetos.

Ele não cuidava tão somente de sua prole, mas também da mãe Anízia e da irmã Ana, contribuído significativamente para a formação do nosso caráter. Eu, Edmar e Edson, que não convivemos com a figura paterna, tínhamos em “Tio Celso”, uma expressiva referência de pai. E ele exercia este papel com muita responsabilidade, nos repreendendo quando preciso e oferecendo amor e carinho fraternal como compensação da cotidiana reverência e do singular respeito que sentíamos por ele.

Durante toda sua vida ele nos mostrava, todos os dias, o agigantamento de seus braços e coração, onde além de sua prole, acolhia e acomodava também os irmãos, Lurdes, Mírian, Elci, Ana, Rosilvo e Jorgina, dando lhes a medida exata da admiração que nutria por eles. A sua rusticidade, a sua “áurea de durão”, eram sempre fragmentadas com largos sorrisos diante dos seus, numa rodada de conversa, bebericando licores de vários sabores, fumando um cigarro de palha e observando a vida acomodado no pedestal dos vitoriosos, mas contido pela sábia humildade que sempre o caracterizou.

Minha avó Anízia e minha mãe Ana Rodrigues, constantemente nos levavam a passear na fazenda de “Tio Celso” e ali, no exercício de todas as vontades inalcançáveis em solo urbano, inundávamos nossos cérebros com as novidades do campo Foi numa destas passagens pela Fazenda Matança, que o vi bater com um machado na cabeça de um porco e, em seguida fazendo uso de uma faca. E pouco tempo depois algumas panelas já ocupavam as bocas de um fogão a lenha, onde ferviam o preparo de deliciosos pedados da carne suína e suas vísceras.
Aquela imagem não saída da minha cabeça e então resolvi reproduzir o ato alimentar com o meu irmão Edson. Combinei com ele para que ficasse de quatro, e em sua nunca acomodei um travesseiro de capim, amolei bem a faca e reservei o machado numa das mãos. Disse também que era para ele gritar igual a o porco, quando o golpe acertasse seu pescoço. Quando já preparava para desferir a machadada, carregando a faca na cintura, “Tio Celso” adentrou a o quintal da casa da minha avó, onde morávamos e deu um grito apavorante. Salvando assim meu irmão caçula. Nesse dia apanhei duas vezes: da minha mãe e dele, que me aconselhou demoradamente, destacando os caminhos que eu, Edson e Edmar, deveríamos seguir.

Outro fato relevante que marcou, por definitivo, aminha convivência com “Tio Celso”, foi quando em uma das minhas traquinagens pelas ruas de Porto Nacional, atirei uma pedra sem direção que acertou o para-brisa de um veiculo estacionado na Pracinha das Mercês. O proprietário do automóvel, após conferir o prejuízo, saiu em disparada tentando me agredir. Menino ligeiro, consegui a proteção de minha morada.

Naquele período, mensalmente “Tio Celso” juntava sua tropa de mulas e nelas acomodavam jacás e bruacas carregadas de mantimentos para abastecer a dispensa da casa de minha avó. Exatamente naquele dia ele tinha acabado de descarregar os animais e ainda guardava um revolver e um facão na cintura quando o raivoso homem apareceu na porta principal daquela singela residência, dando de cara com Celso Rodrigues Nogueira, que com convicção se apresentou como meu pai. O cidadão, que tinha certeza que naquela casa encontraria somente duas frágeis mulheres, voltou os olhos para o chão e se retirou.

“Tio Celso” era um homem de fé e, por toda sua vida, exerceu sua crença com extremada devoção. Todos os anos ele e sua admirada Iracema abriam as portas de sua morada para receber centenas de amigos, vizinhos e familiares, para juntos celebrar os feitos milagrosos de Santa Luzia, dentre outras divindades celestiais. É por tudo isso que ele, neste último dia 8 de outubro, aos 88 anos, foi chamado para ocupar seu lugar ao lado do Nosso Pai Criador, e dali cristalizar e certeza de que “os bons homens não morrem, ficam encantados”. Tal encantamento certamente vai nos propiciar, a todos que ele amava, uma vigilância protetora, nos permitindo destacar na prática os exemplos de cidadania que ele nos deixou.

 

Posted On Sexta, 20 Outubro 2017 19:04 Escrito por

Por Cinthia Abreu

 

Membros do Movimento Sem Terra (MST) que ocupavam o acampamento Dom Celso, na zona rural de Porto Nacional, a 61 Km de Palmas, foram atendidos pela Defensoria Pública do Estado Tocantins (DPE-TO) nesta quinta-feira, 19.  A defensora pública Denize Souza Leite visitou o acampamento, onde constatou a destruição de vários barracos, após o episódio ocorrido na noite da última quarta-feira, 18. O atendimento coletivo foi realizado com acompanhamento da delegacia de Repressão dos Conflitos Agrários (Derca), que irá instaurar inquérito para apurar a ocorrência do crime, e também da Ouvidoria Agrária Nacional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

 

Na ocasião, a Defensora Pública prestou orientações e atendimento jurídico às famílias, que denunciaram a ocorrência do grave episódio de violência, com tiroteio provocado por quatro homens armados, que ameaçaram os ocupantes e atearam fogos em alguns barracos.

 

Segundo a Defensora Pública, 17 barracos foram queimados, não houve feridos com o episódio de violência, mas foram perdidos, no incêndio, roupas, móveis, produtos alimentícios, entre outros. Parte dos barracos estava vazia porque alguns integrantes do MST estão acampados em uma manifestação na sede do Incra, em Palmas.

 

Atendimento

Por ser um território nacional, o acompanhamento do caso será feito pela Defensoria Pública da União, porém, a Defensoria Pública do Estado do Tocantins segue acompanhando no que tange à perda de bens materiais. “Nós faremos um relatório de todos os danos ocorridos, relação dos bens materiais danificados e anexar no processo para que, em sendo apurada e comprovada a autoria de tais ações, que estão acontecendo de maneira reiterada na área, a Defensoria Pública posse requerer a indenização  por danos matérias , bem como por dano moral coletivo, em beneficio da comunidade afetada”, explicou Denize Souza Leite.

 

Conforme a Defensora Pública, diversos episódios de violência vem acontecendo no local e a DPE-TO acompanha o caso desde 2015. “O processo foi remetido para a Justiça Federal e ainda está em trâmite,  aguardando uma decisão da justiça sobre a permanência ou não dos acampados na terra”, explica Denize.

 

 

Violência

Episódios de violência no campo têm sido recorrentes no Tocantins com a destruição de objetos pessoais, casas incendiadas, torturas e agressões. Em reunião na sede da DPE-TO em Palmas, o ouvidor agrário nacional substituto do Incra, José Lívio de Moraes Matos, falou sobre o atendimento coletivo realizado em Porto Nacional e também sobre os crescentes episódios de violência no Estado. “Estou muito preocupado com o Tocantins. Aqui não tinha esses grandes conflitos que estão surgindo, muitos casos graves que envolvem até mortes”, comentou.

 

Matos aproveitou a ocasião para parabenizar a Defensoria pela atuação nos conflitos do campo. “A doutora Denize foi bem orientadora, prestando esclarecimentos importantes para a comunidade e tenho acompanhado sempre a atuação do Pedro Alexandre, que tem tido um importante papel de mediação e defesa dessas comunidades. Se nós caminharmos juntos em defesa dessa sociedade excluída, certamente teremos um bom resultado”, defendeu o ouvidor.

 

Histórico

A área do acampamento Dom Celso, localizada a 18 km de Porto Nacional, sedia o Projeto de Assentamento Retiro, criado pelo Incra, SR-26, em 1995, conforme Portaria n° 93 de 10 de janeiro de 1995, desapropriado para fins de reforma agrária onde, na época, foram assentadas 23 famílias que, ao longo do tempo, foram apropriados de forma irregular por várias pessoas que não têm perfil para serem beneficiários da reforma agrária.

 

Atualmente, o acampamento encontra-se com 150 famílias acampadas dentro da área. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ocupou o local em maio de 2015, onde estão residindo e reivindicando os lotes em questão junto ao Incra e à Justiça Federal para que seja realizado o assentamento das famílias acampadas.

 

Parte das famílias pertencia ao acampamento Sebastião Bezerra, instalado às margens da Rodovia TO-050- córrego Chupé, Porto Nacional, entre 2011 a 2015, e parte são famílias da cidade de Porto.

Posted On Sexta, 20 Outubro 2017 14:05 Escrito por
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