Deputados Federais e Senadores do Tocantins debateram com o secretário da Fazenda, Paulo Antenor, alternativas para superar os problemas fiscais do Estado
Por Jaciara França
Deputados Federais e Senadores do Tocantins receberam na manhã desta quarta-feira, 28, em Brasília, o secretário de Estado da Fazenda, Paulo Antenor, em uma reunião que tratou de alternativas para superar os problemas fiscais do Tocantins. No encontro o secretário apresentou os principais dados a respeito da arrecadação do Estado e apontou os projetos em tramitação no Congresso Nacional que poderiam ajudar as Unidades da Federação a superarem a crise financeira.
Entre os projetos que contribuiriam para o desenvolvimento econômico do Tocantins, foram citados o que tratam da isenção fiscal em combustíveis para aviação, da participação dos estados na arrecadação da contribuição social e da criação de um fundo federativo de previdência. Também entrou na pauta da reunião o projeto de tributação sobre lucros e dividendos, apontado como uma opção para aumentar a arrecadação dos estados e municípios.
“Nós viemos pedir apoio a bancada tocantinense na discussão e apoio a esses projetos que ajudariam muito o Tocantins. A prioridade é a questão federativa da previdência e a tributação de lucros. Os parlamentares apoiaram com muita ênfase e estão dispostos a trabalhar junto com o governo do Estado na busca por soluções aos nossos problemas fiscais”, afirmou o secretário Paulo Antenor.
Participaram da reunião os deputados federais, Lázaro Botelho, Vicentinho Junior, César Halum, Dulce Miranda, representantes da deputada Josi Nunes e o coordenador da Bancada Tocantinense em Brasília, senador Vicentinho Alves.
Por Rogério de Oliveira
No final da tarde desta quinta-feira, 20, policiais civis da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (Derfrva), coordenados pelo delegado Rossílio Souza Correia, efetuaram a prisão de Agno Rodrigues Nunes, também conhecido como “Franguinho”, de 31 anos.
Ele é suspeito pela prática dos crimes de estelionato, uso de documento falso, falsificação de documento público e foi capturado, quando se encontrava em uma concessionária da Capital, após monitoramento da Derfrva.
Conforme o delegado Rossílio Correia, Agno é responsável pela realização de financiamentos fraudulentos, junto a bancos de Palmas, utilizando documentos falsos, sendo que o mesmo foi preso no exato momento em que tentava retirar uma concessionária da Capital, um veículo Ford Fusion, o qual era oriundo de financiamento com fraudulento com uso de documentação falsa.
Ainda de acordo com o delegado, o indivíduo já responde a outros processos por estelionato. “Já fazia algum tempo que estávamos investigando a conduta de Agno, devido a fortes indícios de que o mesmo, se valia de práticas criminosas com o objetivo de retirar veículos novos e semi novos de concessionárias, utilizando documentação fraudada de terceiros”, ressaltou.
Logo após a prisão, Agno foi levado até a sede da Derfrva, onde foi autuado em flagrante pelos crimes acima mencionados e, em seguida, recolhido à carceragem da Casa de Prisão Provisória da Capital, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
Durante o ano a escola promoverá ações voltadas para a conservação do patrimônio público
Por Núbia Daiana Mota
Visando conscientizar os estudantes e envolvê-los em ações voltadas para a conservação do patrimônio público, a Escola Estadual de Tempo Integral Deoclides Muniz, de Almas, está desenvolvendo o projeto Fiscais do Patrimônio. A unidade de ensino atende alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental.
De acordo com a diretora da escola, Danielle Celine Alves, o projeto consiste em eleger três estudantes de cada turma para atuar na função de fiscais. Os escolhidos pelos colegas têm o papel de incentivar os colegas a colaborar com a conservação do prédio e do mobiliário da unidade escolar, além de comunicar atos de vandalismo no espaço escolar.
Os estudantes eleitos como fiscais participaram de capacitação sobre preservação do patrimônio público. Por meio de palestras, eles aprenderam que a escola pertencente à comunidade. A gestora da instituição de ensino também enfatizou que a escola “é construída e mantida com recursos públicos e que é necessário cuidar dessa estrutura para que ela possa ser utilizada por mais pessoas que também contribuíram para que ela exista”, frisou Danielle.
A estudante Amábile Cristina Nunes Valadares, do 8º ano, avaliou a iniciativa. “A capacitação nos orientou como ser fiscal do patrimônio, porque para ser fiscal é preciso compreender o seu papel e ajudar os colegas a entenderem a importância de valorizar e preservar o patrimônio escolar”, ressaltou.
Eles aprenderam ainda sobre consequências para a comunidade quando há atos de vandalismo e as penalidades aplicadas a quem danifica um bem público, seja na unidade escolar ou fora dela. “Estou achando muito interessante ser um Fiscal do Patrimônio, porque de alguma forma estou contribuindo para ajudar a cuidar do lugar onde adquiro o conhecimento”, disse Pedro Ivo Orlando Borges de Sousa, aluno do 9º ano.
“A Capacitação dos Fiscais do Patrimônio Escolar, é uma forma de prepará-los para a vida, além de serem trabalhados alguns valores como: cuidado, zelo, honestidade, justiça, responsabilidade, compromisso, seriedade e respeito para com o bem público. Envolver o aluno faz com que ele participe e se torne responsável também por um patrimônio que é dele, é nosso”, enfatizou a coordenadora de apoio pedagógico, Eva Cintra.
O Plenário da Câmara Municipal de Palmas, ficou totalmente lotado na noite deste último dia 26 de novembro, momento em que, em Sessão Solene presidida pelo vereador Rogério Freitas, cerca de duas dezenas das mais expressivas figuras públicas do Estado do Tocantins, dentre elas políticos, empresários,religiosos, liderançascomunitárias e jornalistas, foram homenageadas com a entrega do Título de Cidadão Palmense.
Da Redação
Dentre os homenageados no evento se destacaram, além do jornalista Edson Rodrigues, o ex-governador Sandoval Cardoso; o Procurador do Ministério Público Federal, Álvaro Mansano; o Defensor Público Geral do Estado, Marlon Amorim, a Deputada Estadual Luana Ribeiro, o Arcebispo de Palmas, Dom Pedro Brito, os empresários Israel Siqueira de Abreu e Janair Medrado, a ex-vereadora da capital Warner Pires, e o jornalista Carlos Gomes, dentre outros.
Edson Rodrigues, um portuense histórico e que tem uma ligação umbilical com Palmas, onde marca presença quase que diariamente, ali colhendo e levando notícias através do Jornal O Paralelo 13, veículo de comunicação que dirige desde sua fundação, ainda em 1987, recebeu a deferência por indicação propositiva do vereador Carlos Braga, que entende ter este ousado e determinação homem de mídia, prestado relevantes serviços à capital tocantinense.
Segundo alguns renomados líderes políticos presentes no evento, dentre eles o ex-governador Raimundo Boi, a “República Livre e Porto Nacional”, que tem uma bancada de sete deputados estaduais na Assembleia Legislativa, vereadores com brilhantes atuações na Câmara Municipal de Palmas, deputado federal e senador no Congresso Nacional, continua a se destacar, desta feita emplacando cinco homenageados nesta concorrida solenidade, que são eles: o Procurador Geral do Ministério Público Federal, Álvaro Mansano; os empresários Janair Medrado e Israel Siqueira de Abreu e os jornalistas Carlos Gomes e Edson Rodrigues.
Construindo sonhos
“Esta noite se revelou histórica para mim, que juntamente com outros tantos companheiros nesta luta cotidiana, como Carlos Gomes, Cleber Toledo, Luiz Aguiar, Fátima Fernandes, Nogueira Júnior, Joana, Roberta Tum, alicerçados por idealistas com Carlos Braga, Israel Siqueira, dentre muitos, ajudamos a construir sonhos através das nossas persistências e determinação em levar a notícia como instrumento da verdade e de construção de cidadania”, disse Edson Rodrigues, destacando ainda: “O Título de Cidadão Palmense, a mim conferido por esta Augusta Casa de Leis, é certamente uma homenagem de grande valor histórico e de simbologia referencial. É por isso que o dedico à minha família, pelo apoio e crença no que milito e, em especial, ao meu imortal amigo Salomão Wenceslau Rodrigues que, lá da Casa do Pai Celestial, continua a nos iluminar com sua perseverança, serenidade, fraternidade e acima de tudo nos implementando coragem para continuarmos esta infindável caminhada, iniciada ainda nos idos de 1987”, finalizou o jornalista portuense.
Perfil do jornalista Edson Rodrigues
EDSON RODRIGUES DOS REIS, é natural de Anápolis, nascido no dia 17 de janeiro de 1958, filho de Ana Rodrigues dos Reis e Silvestre de Souza Reis. Reside, desde 1958 em Porto Nacional, e é casado com Divina Célia Caetana de Morais Rodrigues, com quem tem dois filhos: Ludmila Caetano Rodrigues e Lucas Caetano Rodrigues.
EDSON RODRIGUES, aos 19 anos, juntamente com um grande número de jovens portuense, mudou-se para Goiânia, buscando com isso melhores condições educacionais e de trabalho. Logo que chegou à capital goiana, devido a sua especial capacidade política e de articulação, foi convidado a trabalhar no Palácio das Esmeraldas como assessor político do então vice-governador Ruy Cavalcante.
Em Goiânia formou-se em Técnicode Produtos Vegetais e logo em seguida foi nomeado com fiscal da Secretaria Federal da Agricultura de Goiás. Com graduação em Marketing Político e Assessoramento, foi então convidado a participar da equipe do recém eleito deputado Federal Wolney Siqueira e com isso mudando-se para Brasília, onde a Câmara dos Deputados, exerceu a função de Chefe de gabinete do parlamentar goiano. Cargo que também ocupou no gabinete do deputado federal, pelo Tocantins, Ary Ribeiro Valadão.
Ainda no período da luta pela criação do Estado do Tocantins, EDSON RODRIGUES, que participava ativamente deste processo, fundou, em 19 de outubro de 1987, juntamente com o irmão EDIVALDO RODRIGUES,o JORNAL O PARALELO 13, que desde aquela data histórica, circula initerruptamente até hoje nas principais cidades tocantinenses.
Após retornar a Goiânia, depois de um produtivo período na Capital Federal, EDSON RODRIGUES foi nomeado chefe de gabinete do secretário daCasa-Civil do Governo de Goiás,Wolney Siquera. Em seguida, retornou a Porto Nacional, para aqui, no recém criado Estado o Tocantins, promover o seguimento do projeto de O Paralelo 13, do qual é Diretor-Presidente até esta data.
EDSON RODRIGES é também Diretor de Comunicação da ATI – Associação Tocantinense de Imprensa e Diretor de Comunicação da ACIPN – Associação Comercial e Industrial de Porto Nacional.
No final do segundo semestres de 2015, de 12 a 20 de outubro, a sociedade portuense vai celebrar um histórico aniversário, os 90 anos da passagem da Coluna Preste por Porto Nacional. Naquele longínquo 1925, rebelados, seus comandantes, os frades dominicanos, as autoridades constituídas e toda a coletividade local, escreveram na linha do tempo um indissolúvel registro de convivência fraternal entre todos, o que muito contribuiu para a consolidação da vocação acolhedora desta centenária comunidade.
Por Edivaldo Rodrigues
A Coluna Prestes teve origem com o surgimento do Tenentismo. Esse movimento político-¬militar, que atuou no interior do Brasil, entre os anos de 1925 e 1927, tinha como bandeira um convincente discurso, tendo as reformas políticas e sociais e o contundente combate à forma administrativa do governo do presidente Artur Bernardes. Segundo estudiosos este foi, sem sombra de dúvida, o maior levante deste gênero já ocorrido no País, que promoveu a maior marcha militar já registrada no planeta.
Esse movimento, que conturbou a país, teve seu nascedouro após a derrota do Movimento Tenentista de São Paulo, em 1924. Deste levante, alguns descontentes recuaram para o interior sob o comando de Miguel Costa. No início de 1925 eles se depararam, no Estado do Paraná, com a Coluna do capitão Luiz Carlos Prestes, que havia partido do Rio Grande do Sul.
Durante todo este período, os rebelados mantinham um clima de batalha permanente, tendo sempre as forças federais em seu encalço, o que causava pavor nas regiões de combates, pois a Coluna Prestes mantinha um batalhão de 1700 homens, armados com uma artilharia pesada, que incluía fuzis, metralhadoras, canhões e bombas de alto poder de destruição. Nessa histórica marcha, a Coluna Prestes cortou o Brasil passando por vários estados, dentre eles Mato Grosso, Minas e Goiás, percorrendo também boa parte do Nordeste.
A Coluna Prestes, em toda sua história de enfrentamento com o exército, jamais foi vencida. Mesmo as forças oficiais tendo o apoio de bandos armados, de jagunços e cangaceiros, recrutados pelos coronéis e estimulados por promessas oficiais de anistia, Luiz Carlos Prestes e seus camaradas de ideais foram vitoriosos, tanto nas ações militares quantos nas pretensões políticas.
As notícias de que a Coluna Prestes passaria por Porto Nacional, virou alarme. Foi preocupado com a aproximação dos revoltosos, que tanto mal poderia provocar à comunidade portuense e região, que o Superior do Convento Santa Rosa, Frei José Maria Audrin, na ausência do Bispo Dom Domingos Carrerot, em viagem de desobriga pelo sertão nortense, enviou um emissário ao comando dos rebelados, levando a eles uma longa e decisiva carta, onde se suplicava aos militares que usassem do amor, da fraternidade e elevassem seus sentimentos patrióticos e familiares ao entrarem na cidade, pois o povo portuense os receberia com o devido respeito. Na carta, além do apelo de patriotismo aos revoltosos, o religioso francês, abriu a eles as portas do Convento Santa Rosa.
Na manhã do dia 12 de outubro de 1925 a coluna Prestes entrou em Porto Nacional. O sol começavaa lançar claridade sobre os telhados do casario, dos becos, ruas e ruelas da pacata cidade, quanto o Capitão Paulo Kruger, comandando o primeiro batalhão dos rebelados, com 500 soldados, adentrou o Largo das Mercês e foram imediatamente reconhecidos e recepcionados pelos frades dominicanos, autoridades municipais e populares.
Duas horas depois, pelo mesmo caminho, adentrou à cidade o segundo batalhão comandado pelo Tenente-Coronel João Alberto. Eram mais 700 homens que se juntaram à primeira tropa e passaram a aguardara chegada do último pelotão. E este não tardou. Era um efetivo composto por outros 500 soldados, tinha em seu comando o Tenente-Coronel Siqueira Campos, que como os demais, foi festejado pela comunidade portuense.
O largo da Catedral Nossa Senhora das Mercês já estava lotado de autoridades municipais, religioso, militares e de populares, quando o Estado Maior dos rebelados se aproximou para juntar-se ao restante da tropa. Na frente vinha General Miguel Costa, seguido pelos coronéis Luiz Carlos Prestes, Cordeiro de Farias e o Tenente-Coronel Juarez Távora. Após serem saudados pela multidão, imediatamente passaram a determinar deveres, direitos e obrigações a seus subordinados. Depois de um longo diálogo entre o Estado Maior da Coluna Prestes e Frei José MariaAudrin, ficou acertado que os comandantes dos revoltosos ficariam hospedados no Convento Santa Rosa e o restante da tropa seria dividia, em batalhões, com acampamentos nas cercanias da cidade, sendo que um grupo, revezando em turnos, montaria guarda nas entradas e nas principais ruas e becos de Porto Nacional. Foram de muitas confraternizações os sete dias em que a Coluna Prestes permaneceu na cidade.
No Convento Santa Rosa foram dias de longas conversas amistosas e muitas confidências entraram na pauta de discussão entre militares e religiosos. As refeições, para os oficiais dos rebelados, eram servidas na sala da biblioteca dos frades dominicanos e contavam com os mais saborosos pratos preparados pelas irmãs dominicanas.
Tanto no centro como nas cercanias de Porto Nacional reinava uma disciplina de caserna. Seguros da não existência da tão propalada violência, praticadas pelos revoltosos, muitas famílias que tinham abandonado seus lares retomaram à cidade. Nas tardes daqueles dias históricos, gaúchos, mineiros, goianos, dentre outros brasileiros, integrantes da Coluna Prestes, cantavam e dançavam, lembrando o calor de cada cultura de muitos brasis dentro deste Brasil continental.
Nas missas, na Catedral Nossa Senhora das Mercês, que passaram a ser celebradas diariamente, a pedido do alto comando dos rebeldes, para atender a fé dos combatentes, foram realizados muitos casamentos, crismas e batizados, pois centenas daqueles soldados, ingressaram naquela luta acompanhados pelas esposas ou namoradas e durante a marcha muitas crianças nasceram e muitos amores foram consolidados.
Para o Estado Maior da Coluna Prestes, Porto Nacional serviu como um bálsamo naquela dura batalha pela vida e pela justiça social. Ali, tanto o oficialato como os soldados, passaram a ter uma convivência mais racional, mas humana e harmoniosa, a ponto de grande parte da tropa, juntamente com seus comandantes, passar boa parte das tardes, banhando nas límpidas águas do rio Tocantins, a brincar com a criançada local, lavando ali as desesperanças de não se alcançar o ideal pretendido.
Foi numa destas tardes que desavisadamente o coronel Luiz Carlos Prestes, o “Cavaleiro daEsperança”, ousou desafiar as temidas águas do rio Tocantins. Ali, nos lajedos da “escadinha”, onde boa parteda sociedade portuense de então tonava banho, ele foi tragado pelas corredeiras e já agarrado aos fios invisíveis do desespero, foi providencialmente salvo da morte certa pelo Major Márcio Alves Lira.
Na madrugada do dia 20 de outubro de 1925, após uma semana em terras portuenses, a Coluna Prestes levantou acampamento e seguindo suas estratégias militares, retirou, um a um os seus batalhões, que voltaram a marchar e a buscar os mais puros e sublimes ideais já defendidos pelos militares brasileiros. Preocupado com o desfecho, que poderia vitimar aqueles destemidos homens, Frei José Maria Audrin, no dia seguinte à partida, enviou-lhes nova missiva. Desta feita, na busca desesperada da paz entre a Coluna Prestes e as topas do Governo Federal.