Por: Edson Rodrigues

 

Nas eleições municipais deste ano, a sociedade deixou bem claro por meio das urnas o recado de que a postura e o pensamento do eleitor mudou não se contentam mais com promessas, tampouco com agressões e acusações uns aos outros. Eles queriam ouvir de seus futuros representantes os projetos, as propostas fundamentadas. O que é possível fazer diante da atual situação econômica do País. Prova disso que pouquíssimos prefeitos no Estado conseguiram reeleger-se, eleger os candidatos nos quais eram apoiados por eles, ou que estavam associados a inúmeros políticos que possuem uma trajetória mal sucedida diante das funções que exercem ou exerceram.

Aos senhores prefeitos, que deixarão o Executivo em dezembro deste ano, é recomendável que façam o possível para realizar uma auditoria em sua gestão, passem o pente fino, evitem deixar problemas que ainda não foram solucionados. Independente se o seu sucessor for ou não seu companheiro ou adversário. É importante precaver desgastes desnecessários, evitem deixar pendências em prestações de contas, com convênios, use dos seus servidores ordenadores de despesas, para organizar toda a documentação financeira da prefeitura, vejam os balancetes nos órgãos como TCE, TCU. É importante ressaltar que por mais que deixem de exercer a função de gestor do executivo, continuarão sendo fiscalizados por várias instituições como: TCU, CGU, TCE, MPE, MPF, Câmara de vereadores e Polícia Federal.

Qualquer irregularidade encontrada poderá trazer sérias consequências, ainda que sem mandato, caso a contabilidade não esclareça de forma satisfatória estes órgãos, o gestor, bem como seus secretários, podem responder processos que perpassam anos, além de serem obrigados a devolução integral dos recursos devidamente corrigidos, multas, processos judiciais, bloqueio de bens, qualquer irregularidade pode torná-los Ficha Suja, condenados a anos sem poder participar de futuros processos eleitorais. Além de todo esse desgaste há ainda a divulgação ampla nos veículos de comunicação, que farão com que a sociedade tome conhecimento, e futuros políticos usem disso para beneficiar.

Caso isso ocorra, serão obrigados a contratar assessoria jurídica, explicar diante dos fatos, e apesar das tentativas de recorrer, em instâncias de 2º e 3º grau, além do gasto econômico, o desgaste é incalculável.

Se o pleno do TCE ou TCU rejeitar qualquer prestação de contas, o Ministério Público Estadual ou Federal pode solicitar de imediato o bloqueio de bens do gestor, secretários, e até de familiares, como esposa e filhos, caso haja possibilidade de envolvimento. Por incrível que pareça, temos acompanhado rotineiramente situações como esta, que só aparecem depois de muito tempo, até então o cenário pode ter mudado, seus servidores em funções de confiança, poderão já não ser mais seus amigos.

Ainda há três meses para que tudo fique esclarecido, transparente, diagnosticado com antecedência, portanto aproveitem destes 90 dias para que consigam ter um futuro limpo, em paz, sem acusações, investigações e desgastes. Facilitem a vida dos próximos gestores, trabalhe com uma equipe de transição, mostrem-se disponíveis e colaborem para que a gestão feita por vocês no futuro tenha reconhecimento, mérito, ao invés de por falta de vontade sofram daqui há alguns anos consequências devastadoras.

 

Posted On Quarta, 05 Outubro 2016 06:52 Escrito por

Por Edson Rodrigues

 

Ao que parece a crise econômica, política e institucional por que passa o Brasil foi toda “descontada na conta” do PT.  O partido que dominou o cenário nacional nas últimas três eleições, mantendo o Palácio do Planalto como seu principal cabo eleitoral, com seus programas sociais e a máquina administrativa jogando a favor, viu toda a sua credibilidade política ir por água abaixo depois da Operação Lava Jato, perdendo muito de sua pujança política e poder de influência nas eleições municipais de domingo passado.

Os números são claros e de fácil interpretação.  Enquanto o PT caiu vertiginosamente, seu principal adversário, o PSDB, conquistou postos importantes nos principais estados brasileiros e o PMDB, o “novo inimigo íntimo” do PT, saiu-se bem na conquista de cadeiras nas câmaras municipais.

O PSDB ultrapassou o PT e foi o partido que obteve o maior número de votos em todo o país no primeiro turno das eleições municipais para prefeito, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A sigla obteve 17,6 milhões de votos e cresceu 25% em relação ao pleito anterior. Já o PT, partido mais votado de 2012, com 17,4 milhões, passou a 6,8 milhões nesta eleição, perdendo mais da metade de seus eleitores.

O PSDB terminou o primeiro turno da eleição passada com a terceira maior votação de 2012, atrás de PT e PMDB. O PMDB também teve queda nos votos, passando de 17 milhões para 14,8 milhões neste pleito. Já a terceira colocação passou ao PSB que, mesmo com queda, obteve 8,3 milhões de votos nas urnas.

O PRB, que teve em São Paulo o candidato Celso Russomanno e, no Rio, Marcelo Crivella, foi um dos que tiveram maior aumento no número de votos, passando de 2,6 milhões para 3,8 milhões nesta eleição.

 

CÂMARAS MUNICIPAIS

O PMDB foi o partido que mais elegeu vereadores no país nas eleições deste ano, mas foi também um dos que mais perderam, em números absolutos, em relação a 2012. O partido terá 7.551 vereadores espalhados pelas cidades do Brasil, ante 7.825 do pleito passado.

O número que mais impressiona, no entanto, é o do PT. Terceiro partido com o maior número de vereadores em 2012, com 5.067, o partido perdeu 45% das cadeiras. Terá 2.795 no ano que vem. E figura agora na 10ª posição apenas entre os partidos.

 O PSDB, por sua vez, aproveitou a queda dos dois grandes partidos e fez mais vereadores nestas eleições. São mais de 200 a mais: 5.355 ao todo.

PTN, PHS e PRB são os partidos com o maior aumento em relação às últimas eleições.

 

CAPITAIS

O PSDB aproveitou o vácuo deixado pelo PT também nas capitais. O partido dos ex-presidentes Lula e Dilma, que obteve o maior número de cadeiras nas 26 cidades em 2012 (84), hoje só aparece na quinta posição, com 39.

Já os tucanos lideram, com 64 representantes. O PMDB tem 57, o PSB, 49, e o PDT, 40.

Posted On Terça, 04 Outubro 2016 11:25 Escrito por

O presidente está em visita à Argentina e comentou as eleições de domingo

Da Assessória da PR

A quantidade elevada de eleitores que deixaram de votar nas eleições desse domingo chamou a atenção até o presidente Michel Temer (PMDB). Segundo ele, a mensagem repassada é explicita e cabe aos políticos prestarem atenção para evitar “costumes inadequados”. Temer está em visita a Argentina onde se encontra com o presidente daquele país, Maurício Macri. “Há uma decepção, sem dúvida nenhuma, com a classe política em geral. Não se pode particularizar o partido A ou B. Temos 35 partidos no país. Quase todos eles com candidatos às prefeituras municipais. Mesmo assim, a abstenção foi realmente muito significativa”, disse Temer. Ainda de acordo com o presidente que assumiu o cargo após o impeachment de Dilma Rousseff (PT), essa reformulação dos costumes tem que ser feita com urgência, sob pena de comprometer a imagem da classe política brasileira. Apesar da reflexão, Temer recorreu ao valor da democracia que, segundo ele, foi percebida ontem nas urnas. "Acho que foi um recado dado pelas urnas em dois vetores. O primeiro é: cuidem-se aqueles que estão na classe política. Por outro lado, temos de festejar a democracia que se produziu ao longo do tempo e que foi exercitada

Posted On Terça, 04 Outubro 2016 06:28 Escrito por

O Instituto SKALA, reconhecidamente uma empresa respeitada e conceituada no Tocantins, realizou uma Pesquisa de Opinião Pública no município de Tocantinópolis, que tem uma população estimada em 23.141 habitantes, segundo o IBGE –  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,  e com 15.337, eleitores, conforme o TRE – Tribunal Regional Eleitoral, órgão onde esta pesquisa foi registrada sob o número TO-08802/2016, com metodologia estimulada, apontando uma margem de erro de 3.0%, para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%.

 

Da Redação

O levantamento, que no último dia 19 de setembro e entrevistou 335 pessoas, adotou o sistema de amostragem de probabilidade ao tamanho como seleção de eleitores a serem entrevistados, utilizando-se de cotas proporcionais em função das seguintes variáveis: sexo, faixa etária, nível de escolaridade e renda familiar. Os trabalhos de campo foram realizados por entrevistadores selecionados e treinados pela supervisão de campo do Instituto SKALA.

Resultado Geral

Segundo o Instituto SKALA, quando foi perguntado: Qual a sua avaliação sobre a administração do prefeito de sua cidade? Os pesquisadores obtiveram as seguintes respostas: Ótimo – 5,6%; Bom – 28,2%; Regular – 44,4%; Ruim – 8,8% e Péssimo – 12,9%.

Quando a pergunta foi: Você aprova ou desaprova a administração do prefeito de sua cidade? Os pesquisadores obtiveram as seguintes respostas: Aprovada – 58%; Desaprovada – 34%; Não sabe- 6,5%.
Quando o Instituto SKALA mediu o quesito Intenção de voto, questionando o eleitor em que ele votaria para prefeito de Tocantinópolis nestas eleições, os pesquisadores obtiveram as seguintes respostas: Paulinho do Bonifácio obteve 45,3%; Eurivaldo pontuou com 20,6%; Leolinda apareceu com 11,5% e Roberlan Cokim conseguiu 3,5% Professor Ednaldo 1,8 . O quesito Indeciso registrou 16,8% e Não Opinaram marcou 0,6%.

Na oportunidade em que os pesquisadores perguntaram ao eleitor de Tocantinópolis: Dos cinco nomes, em qual você não votaria de jeito nenhum? Os pesquisadores obtiveram as seguintes respostas: Roberam Cokim aparece com 25,6%; Leolinda pontuou com 14,1%; Paulinho do Bonifácio obteve 11,8%; Eurivaldo marcou 10,6% e Professor Ednaldo conseguiu 4,4%. Os que disseram não rejeitar ninguém indicaram  26,5% e Não Opinaram 7,1%.     

Posted On Quinta, 29 Setembro 2016 22:01 Escrito por

Em entrevista ao O Paralelo 13, o secretário de Estado do Planejamento, David Siffert Torres frisou que neste momento de crise econômica nacional será necessário que o Tocantins realize alguns cortes em prol da gestão.

 

Da Redação

 

Conforme David Torres “o governador Marcelo Miranda realizará nos próximos meses mudanças cruciais na estrutura estadual, essa atitude torna-se necessária e não há como adiar, uma delas será a desoneração de folha, além de um controle maior em relação as despesas, a ideia de redução de carga de horário para diminuir os gastos também está sendo estudada. Esse ajustamento é para que possamos cumprir com os direitos dos servidores, ajustar a Lei de Responsabilidade Fiscal, bem como ampliar os investimentos”.

O secretário ressaltou ainda, que alguns avanços estão sendo obtidos na gestão por meio do Consórcio Brasil Central, onde participam o Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Distrito Federal. O Brasil Central visa unir esforços, trocar experiências, fomentar a economia e pleitear recursos para essas regiões que concentram população de 18,5 milhões de habitantes e 25% do território nacional.

Arrecadação

Sobre este assunto, o secretário esclareceu que o Tocantins prevê uma arrecadação de R$11 bilhões para 2017, o que significa um crescimento de 8,6% em relação a 2016. Ele enfatizou ainda que “os recursos do Tesouro Nacional crescerá uma média de 4,8%, portanto o Governo do Estado buscará ampliar esta arrecadação por meio de outras fontes como convênios, operações de crédito, dentre outras, para atingir esse crescimento de 8,6%”.

Investimentos

Estamos eliminando por meio de negociações essas contrapartidas. Precisamos ainda que a Assembleia Legislativa aprove um projeto de eliminação dessas contrapartidas, mas acredito que sobre esse assunto não haverá problemas, uma vez que o Poder Legislativo sempre nos apoiou para avançarmos e levar benefícios à população, explicou David Torres. Para ele, sem a obrigação da contrapartida, o Estado terá dinheiro para investir mais.

Agora estamos trabalhando para não haver mais contrapartidas, como o caso da Caixa Econômica que o governo entraria com R$188 milhões, o BNDS que nos abriu uma linha de crédito e estamos em estado avançado de negociação onde será dividido. Os recursos do BNDS1 serão investidos na saúde para terminarmos a reforma e ampliação do Hospital Geral de Palmas, Hospital de Araguaína e Gurupi. A nível de governo Estadual e Federal a nossa prioridade hoje é suprir as demandas da saúde pública a saúde.

Já o BNDS2 será para infraestrutura como uma demanda no Fórum de Araguaína, que precisamos terminar as obras e necessitamos também investir em infraestrutura da Segurança Pública para dar suporte aos nossos servidores e diminuir os índices de criminalidade. A linha de crédito é no valor de R$ 250 milhões, completou o secretário.

Ponte de Porto Nacional

 

Por meio da Unicred (instituição financeira cooperativa)construiremos a ponte de Porto Nacional, que também é do nosso interesse, são R$ 156 milhões e R$ 1638,6300 bilhões de contrapartida do Estado. Estamos aguardando a reunião, que está marcada para os próximos dias, da Comissão de Financiamentos Externos (Confiex) que é um órgão de avaliação do Ministério do Planejamento. O processo de licitação já foi realizado, e com a autorização deles, o trabalho da ponte será iniciado de imediato, reforçou Torres. Todas as operações de crédito que estamos trabalhando são operações que temos condições de entrar com recursos em 2017.

Projeto Rio Formoso São João e Prodoeste

O Programa de Desenvolvimento da Região Sudoeste do Estado do Tocantins  (Prodoeste) passa por fase de reavaliação no sentido de ampliar a eficiência na execução.Já o Projeto Rio Formoso e outros projetos de irrigação estamos fazendo a reavaliação porque são projetos caros. Hoje nós temos o projeto Manuel Alves, que trabalha a mesma linha dos demais, no entanto traz bons resultados em termos de produção. Conforme David Torres ele defende que nos projetos de irrigação deve haver uma participação privada, uma vez que são projetos caros para o Estado manter sem recursos, então a ideia é fortalecermos e desenvolvê-los por meio de parcerias.

 

Crescimento econômico

O secretário reforçou que as medidas que serão tomadas pelo Governo são necessárias, para que o Estado consiga se reerguer a um curto prazo. “Esses cortes será o primeiro passo para voltarmos a ter o crescimento no Tocantins. Somos um estado novo, com excelente logística, então é importante ressaltar que a crise existe, ela é nacional, sentida diariamente pela população, empresas e órgãos públicos. Não trata-se de uma crise de discurso, mas diante da real situação o Brasil passa por um processo de reestruturação, e há uma possibilidade muito grande de sairmos a frente dos demais estados, mas para que isso ocorra precisamos de uma participação de todos, dos poderes, corporações, servidores. É necessário encarar os desafios com transparência, e principalmente por meio do diálogo”, concluiu.

Posted On Quinta, 29 Setembro 2016 21:56 Escrito por
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