Ao lado da candidata e de Eduardo Gomes, presidenciável agradece votos recebidos no Tocantins e pede apoio à candidata
Com Assessoria
Candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL) respaldou, nesta quarta-feira, 7 de outubro, a candidatura de Professora Dorinha (União Brasil) para governadora do Tocantins. Flávio falou de time forte e unido e destacou que “para o futuro de Tocantins, o melhor é Dorinha. Dorinha governadora 44”.
Ele gravou vídeo ao lado de Dorinha e do senador reeleito Eduardo Gomes (PL). O deputado federal Carlos Gaguim também participou do encontro.
O candidato a presidente, que terminou o primeiro turno da eleição na liderança no Brasil e no Tocantins, agradeceu os 469 mil votos recebidos e elogiou o desempenho de Eduardo Gomes e do grupo de Dorinha, que elegeu sete dos oito deputados federais do Estado para a próxima legislatura.
“Eu quero agradecer, de coração, ao povo de Tocantins. Foram 469 mil votos para presidente. Eduardo Gomes também fez história no Senado, com mais de 450 mil votos. E 7 dos 8 deputados federais eleitos pelo Tocantins, estão com a Dorinha e com o Flávio. Esse time tá unido. Pro futuro de Tocantins, o melhor é Dorinha. Dorinha governadora 44”, frisou o candidato.
No final, Dorinha pediu voto para Flávio. “Para presidente, Flávio Bolsonaro 22”, ressaltou.
Veja o vídeo
Lula disse, de acordo com aliados, que a população dá como garantida a manutenção desses benefícios, sem saber do risco de redução
POR CATIA SEABRA, CAIO SPECHOTO E MARIANA BRASIL - (FOLHAPRESS)
A campanha de reeleição do presidente Lula (PT) vai investir no medo de perda de programas sociais na tentativa de reverter a liderança de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário no segundo turno.
Segundo relatos, o próprio presidente orientou os aliados a alertarem os beneficiários para o risco de redução desses benefícios, além da desvinculação do valor das aposentadorias dos reajustes do salário mínimo.
Lula disse, de acordo com aliados, que a população dá como garantida a manutenção desses benefícios, sem saber do risco de redução.
A partir dessa recomendação do presidente, a campanha vai realçar que há, da parte do adversário, compromissos com reformas que devem interromper ações sociais e que os adversários só conseguirão o que prometeram para o mercado se fizerem cortes em programas.
O mesmo discurso será levado aos aposentados. Eles deverão ser advertidos de que existe a possibilidade de desvinculação do valor das aposentadorias ao salário mínimo. Os trabalhadores também deverão ser lembrados que, durante o governo Bolsonaro, não houve ganho real do valor.

O raciocínio expresso à reportagem por aliados de Lula foi o de que a população dá como já incorporados os benefícios sociais criados pelas gestões petistas. Por isso, o PT já não seria recompensado eleitoralmente por essas conquistas. Nesse raciocínio, seria necessário mostrar que só o atual presidente garante a manutenção desses programas.
A ideia apareceu na segunda-feira (5), em reunião de Lula com dezenas de aliados para reorganizar a campanha após ter terminado o primeiro turno atrás de Flávio. Uma parte do encontro, com discurso de Lula, foi transmitida na internet a ideia era que o petista fizesse uma fala rápida a tempo de seus recados serem reproduzidos nos telejornais noturnos. As falas dos aliados, bem como outras intervenções do presidente, não tiveram transmissão.
Questionados sobre essa campanha do medo, aliados do presidente argumentam que existe o risco real de perda de benefícios e que ex-governadores presentes à reunião lembraram ter havido essa redução durante a gestão de Bolsonaro.
Em um trecho de seu discurso aberto, Lula tangenciou a retórica do medo. “Nós temos que ter muito cuidado, porque toda vez, nesse país, que se fala em dureza fiscal, o que está em jogo é a política de inclusão social. Não é tirar o benefício dos ricos, é tirar o benefício dos pobres”, declarou.
Na reunião, o presidente da República foi cobrado por falas mais incisivas sobre segurança pública. A ideia é mostrar que Flávio Bolsonaro promete elevar penas e reformas da legislação, mas o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não investiu nas polícias, por haver uma preferência pelas seguranças privadas e facilitação da venda de armas.
A cobrança por mais ênfase na área de segurança partiu de governadores petistas, e o presidente afirmou que compreendia a necessidade de reformular o discurso nessa área. A cobrança e a concordância do presidente foram entendidas como uma crítica indireta ao ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Sidônio Palmeira, principal formulador da linha de comunicação do chefe do governo.
Segundo relatos, o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, falou diretamente a Sidônio sobre isso. Após reconhecer falhas na comunicação, Lula disse que não tinha assistido aos programas produzidos no primeiro turno. Mas que, daqui para frente, quer assistir às suas propagandas eleitorais e opinar sobre elas antes da exibição no horário eleitoral.
Além disso, o presidente disse que falará mais às rádios. Ao ouvir sugestões para realização de lives direcionadas ao eleitorado local, Lula disse que não deixará de ter contato com o povo nas ruas. Apesar disso, há a expectativa de que o presidente amplie sua presença em redes sociais.
Houve críticas à coordenação da campanha, sob a responsabilidade do presidente do PT, Edinho Silva. Na reunião, a ex-ministra Simone Tebet (PSB), derrotada na corrida pelo Senado em São Paulo, disse que continua à espera de orientação para a campanha no estado, hoje um dos alvos de preocupação dos petistas.
Governadores afirmaram que vão trabalhar pela ampliação dos votos de Lula em seus estados, independentemente do comando da campanha. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse que não era o momento de buscar culpados, mas que era necessário afinar mais o comando da campanha junto às coordenações estaduais, por exemplo.
Aliados vinham pedindo um pulso mais firme, do presidente ou de alguém indicado por ele, para unificar os discursos de campanha. A área da comunicação ao longo do primeiro turno teve três, às vezes quatro, núcleos diferentes, cada um com seus métodos.
O chefe do governo também buscou aumentar o ânimo de seus aliados, abalado depois de a apuração do primeiro turno terminar com 47% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro e 45% para Lula.
A reunião da segunda foi importante nesse sentido porque teve a participação de lulistas que venceram suas eleições. Lula acompanhou a apuração no domingo em São Paulo, cercado principalmente de aliados paulistas que tinham acabado de ser derrotados.
Neste segundo momento da campanha, a equipe petista estabeleceu com seus aliados nos estados estratégias específicas para cada região, replicando fórmulas que consideraram bem-sucedidas em candidaturas estaduais.
Um dos principais objetivos da campanha petista é reduzir as abstenções de eleitores, principalmente as registradas na região Nordeste, reduto onde Lula teve melhor desempenho e onde aliados veem maior margem de crescimento.
Na linha de mitigar as abstenções, está o foco no público idoso, que já vinha sendo alvo da campanha. O objetivo é reforçar o estímulo para que aqueles com mais de 70 anos, que já não têm obrigatoriedade de votar, compareçam às urnas.
Durante a reunião, a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), que perdeu a disputa ao Senado, levou a Lula a dificuldade que idosos tiveram ao votar no Rio de Janeiro, com mudanças em seções, por exemplo.
Segundo a parlamentar, entraves como esse levaram a longas filas de espera para a população idosa e culminaram na desistência de várias pessoas.
Uma mudança que ocorrerá em relação ao primeiro momento da campanha é a intenção de Lula de, agora, comparecer a debates televisivos aliados defendiam que ele participasse de pelo menos um no primeiro turno. Para eles, o atual momento vai exigir a disputa cara a cara contra Flávio para que o presidente consiga uma virada na eleição. Nas palavras de um aliado do petista, a eleição seria agora uma “disputa de CPFs”.
Por Duda Sousa
A poucos dias do primeiro turno das eleições, marcado para o próximo domingo, 4 de outubro, os candidatos entram na última semana de campanha com agendas em estados estratégicos, expectativa em torno do último debate televisivo e novas pesquisas de intenção de voto. A partir do dia 2 de outubro, sexta-feira, estão proibidos comícios, debates em emissoras de rádio e televisão, além da veiculação de propaganda eleitoral gratuita. A transmissão retornará, caso haja segundo turno, a partir de 9 de outubro.
O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, deve concentrar a agenda entre Norte, Nordeste e Sudeste. Nesta segunda-feira, 28 de setembro, a previsão é que esteja em Manaus (AM) e Belém (PA). Na terça-feira, 29, o presidente deve participar de um ato em Feira de Santana (BA), ao lado do governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT), e dos candidatos ao Senado pela Bahia Jaques Wagner (PT-BA) e Rui Costa (PT-BA). Na sexta-feira, 2 de outubro, estão previstas caminhadas em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, e o último ato da campanha deve ocorrer em São Paulo, no sábado.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também chega à reta final com a possibilidade de participar do debate da Rede Globo, marcado para a quinta-feira, 1º de outubro, caso Lula confirme presença. O encontro, realizado após o Jornal Nacional, será o último antes do primeiro turno. A emissora convidou Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD). Até o momento, Lula e Flávio não confirmaram participação; Flávio condicionou sua presença à participação do presidente.
Augusto Cury tem previsto para a semana um encontro com empresários organizado pelo Esfera Brasil, em conjunto com o grupo Prerrogativas, ainda sem data e horário divulgados. Já entre os governos estaduais, o destaque está nesta terça-feira, 29 de setembro, quando a Rede Globo e suas afiliadas irão realizar 27 debates simultâneos com candidatos aos governos estaduais. Será a última rodada de debates entre os candidatos ao executivo dos estados antes do primeiro turno.
Na área de pesquisas eleitorais, três levantamentos nacionais da AtlasIntel têm divulgação prevista para esta segunda-feira, 28, e terça, 29, segundo registros no TSE. Esta segunda também é o último dia para registrar pesquisas realizadas antes da eleição que tenham divulgação prevista para o próprio dia da votação. Pela regra eleitoral, portanto, ainda podem surgir até 28 de setembro registros de novos levantamentos feitos antes da eleição para divulgação em 4 de outubro, inclusive de institutos como Quaest e Datafolha.
O Supremo Tribunal Federal (STF) segue em meio aos desdobramentos e às tensões provocadas pelo caso Master. A agenda tem como destaque nesta quarta-feira, 30 de setembro, o início da gestão da ministra Cármen Lúcia na presidência da Primeira Turma do Tribunal, substituindo o ministro Flávio Dino. Até o momento, não há nova data definida para a análise dos processos relacionados ao caso Master.
Estão na agenda da semana de 28 de setembro a 4 de outubro:
TSE
Proibição de prisão de eleitores (29/9): começa a proibição de prisão ou detenção de eleitores, que segue até 6 de outubro, salvo as exceções previstas no Código Eleitoral. Também é o último dia para informar à Justiça Eleitoral os nomes de fiscais, delegados e delegadas autorizados a atuar na votação e apuração no exterior.
Propaganda eleitoral (1º/10): último dia da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, para a realização de comícios e para debates no rádio e na TV, que podem se estender até às 7h do dia 2 de outubro.
Atos de campanha (3/10): último dia, até as 22h, para distribuição de material gráfico, realização de caminhadas, carreatas e passeatas. Também começa a proibição de transporte de armas e munições por CACs e de transporte de eleitores fora das exceções legais. Na mesma data, ocorre a cerimônia de verificação do sistema de gerenciamento da totalização dos resultados.
Primeiro turno (4/10): eleitores vão às urnas para escolher presidente, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual ou distrital.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
Com a proximidade das eleições presidenciais, que acontecem em menos de 15 dias, os principais institutos de pesquisa intensificam a coleta de dados sobre intenções de voto. Entre os levantamentos previstos para esta semana estão os realizados pela Quaest, Datafolha e Real Time Big Data, que devem atualizar o cenário da disputa.
De acordo com a legislação, toda pesquisa eleitoral precisa ser registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até cinco dias antes da divulgação. O registro deve informar quem contratou o estudo, o valor e a origem dos recursos, além da metodologia aplicada, período de realização, plano amostral e critérios de ponderação — como sexo, idade, escolaridade, renda e região. Também são obrigatórios os dados sobre intervalo de confiança e margem de erro.

Lula e Flávio, aparecem como os mais lembrados nas intenções de votos
Na última semana, o Datafolha apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% de seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre os dias 15 e 17 de setembro, foi contratado pela Globo e pela Folha de S. Paulo e está registrado no TSE sob o código BR-04029/2026.
Inscrições serão realizadas exclusivamente pela FGV até 10 de setembro, com provas previstas para 1º de novembro; concurso reúne oportunidades para cargos de níveis médio, técnico e superior
Por Angélica Lima
As inscrições para o Concurso Público do Quadro da Saúde têm início nesta segunda-feira, 10, às 22 horas, no horário oficial de Brasília, e seguem até 10 de setembro de 2026. Ao todo, são ofertadas 5.124 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site da Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela organização do certame.
O concurso contempla diferentes categorias profissionais da rede estadual de saúde, com remunerações iniciais que variam de R$ 1.735,55 a R$ 17.727,63. As taxas de inscrição são de R$ 100 para os cargos de níveis médio e técnico e de R$ 150 para os cargos de nível superior.
Entre os cargos com maior número de vagas estão técnico em enfermagem, com 1.895 vagas; enfermeiro, com 950; e médico, com 868 vagas, sendo 275 para médico generalista e 593 para médicos especialistas com Registro de Qualificação de Especialista (RQE). Também são ofertadas 80 vagas para enfermeiro obstetra.
Procedimentos para inscrição
No momento da inscrição, o candidato deverá informar o cargo, a especialidade ou perfil e a localidade da vaga à qual pretende concorrer. Também deverá escolher a cidade onde realizará a prova objetiva e indicar a modalidade de concorrência, entre ampla concorrência e vagas reservadas.
As provas poderão ser realizadas em Araguaína, Araguatins, Arraias, Dianópolis, Gurupi, Palmas, Paraíso do Tocantins ou Porto Nacional. A cidade escolhida para a realização da prova não precisa ser a mesma da localidade da vaga pretendida. Após a confirmação da inscrição, porém, essas opções não poderão ser alteradas.
O preenchimento do requerimento de inscrição gerará automaticamente o Documento de Arrecadação (DAR). O pagamento deverá ser efetuado até 11 de setembro. Não serão aceitos pagamentos por Pix, cartão de crédito, transferência, DOC, TED, depósito em caixa eletrônico ou agendamento bancário.
Saiba mais
O Concurso da Saúde 2026 oferece 5.124 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior. As inscrições serão realizadas de 10 de agosto a 10 de setembro de 2026, exclusivamente pelo site da Fundação Getulio Vargas (FGV), com taxa de R$ 100 para os cargos de níveis médio e técnico e de R$ 150 para os cargos de nível superior. As provas poderão ser realizadas em Araguaína, Araguatins, Arraias, Dianópolis, Gurupi, Palmas, Paraíso do Tocantins ou Porto Nacional. O edital completo e as inscrições estão disponíveis no site da FGV.